Desistência de Doria amplia as chances de viabilizar a candidatura única da terceira via

TRIBUNA DA INTERNET | Terceira via agoniza, e União Brasil, PSD e Podemos  vão liberar geral, cada um por si

Charge do Zé Dassilva (NSC Total)

Carlos Pereira
Estadão

A desistência do ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) de concorrer à Presidência da República representa, antes de qualquer coisa, um potencial de desbloqueio para que os partidos da terceira via possam finalmente viabilizar uma candidatura única e alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro.

A despeito de seu governo virtuoso no Estado de São Paulo, a candidatura de Doria paradoxalmente não decolou eleitoralmente, perdendo viabilidade política dentro do seu próprio partido, mesmo tendo sido o legítimo vencedor de um inédito processo de primárias no PSDB para escolha de seu candidato à presidência.

GRANDES DILEMAS – Esta decisão traz dilemas não desprezíveis para o PSDB que, pela primeira vez desde a sua criação, pode vir a deixar de oferecer um candidato a Presidência. Isso significa abrir mão do protagonismo e dos ganhos conferidos pela trajetória majoritária. A partir de agora terá que trilhar uma trajetória essencialmente legislativa, como um potencial coadjuvante de um majoritário vencedor.

A mudança de trajetória do PSDB, na realidade, teve início quando o partido decidiu ocupar a posição de pivô legislativo da coalizão do governo Michel Temer e enfrentou dificuldades de sair desse governo após as denúncias de corrupção oferecidas pela PGR.

Mas foi após o desempenho pífio da candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência em 2018 que o PSDB passou a considerar que não valeria mais a pena correr riscos de perdas ainda maiores que decorreriam da possibilidade de uma nova derrota acachapante nas eleições de 2022.

UM ALTO PREÇO – A candidatura de Doria simplesmente ficou muito cara para o PSDB. O partido seria obrigado a arcar com os custos da sua campanha sem os potenciais benefícios de se tornar mais uma vez o majoritário vencedor. E o que é pior, com menos recursos para as candidaturas a governador (notadamente de São Paulo) e, de maneira especial, para deputado federal, cuja performance é o que vai definir o montante de recursos alocados para o partido provenientes dos fundos partidário e eleitoral no novo ciclo legislativo.

Por outro lado, a candidatura da senadora Simone Tebet (MDB) à Presidência ficou relativamente mais barata para os partidos da terceira via.

Com a obrigação de alocação de uma cota de 30% do fundo eleitoral para candidaturas femininas, tanto para campanhas proporcionais como também majoritárias, a candidatura de Tebet praticamente libera o MDB para alocar os recursos restantes para candidaturas que mais lhe interesse, independentemente de ser homem ou mulher.

14 thoughts on “Desistência de Doria amplia as chances de viabilizar a candidatura única da terceira via

  1. Simone “Landau”Tebet , é a continuação dessa política perversa e entreguista.
    E os que hoje só falam dela, no futuro se eleita, criticarão cinicamente como se não tivessem culpa no cartório.
    Os mesmos que apoiaram o Aécio, Cunha, Temer e Bozo.

  2. A análise sobre o PSDB, está fora da realidade!
    O PSDB assumiu o governo federal, por lances de sorte e material humano, adquirido em episódios bem definidos.
    Após os dois governos de FHC, internamente, o partido começou a ser repartir! Os candidatos à presidência, nos anos seguintes, cada vez mais foram enfraquecendo a história e o trabalho realizados anteriormente.
    Ocorreram, em diversos momentos, disputas internas pelo poder!
    Os antigos líderes e comandantes, envelheceram e não foram, convenientemente, substituídos.
    O partido foi se diluindo, até chegar aos dias atuais.
    Por fim, a grande bandeira do PSDB, nunca foi desfraldada: o parlamentarismo.
    Nos dias atuais, poucos são os remanescentes que continuam ativos e, os novos seguidores, não entenderam a necessidade da continuidade da renovação do partido.
    Aqui e ali, surgem nomes, mas as figuras antigas, a todo momento, os amordaçam.
    São poucos os que podem continuar levando as bandeiras dos tucanos!
    A saída será pela conjugação de esforços, juntando-se a outros partidos.
    Construir uma chapa participando com o vice, já será um ato com visão no futuro.

    Fallavena

    • Pérolas da Rainha da Corrupção, esquecidas nas Grandes Avenidas da Rede.

      Mas quem se interessa?, como diz nosso Editor-Chefe..

      FHC reafirma apoio a Doria e diz que ele “representa o Brasil do futuro”…

      • “Qual é o x da política? É a capacidade de juntar. Quem junta mais? É o Doria neste momento. Por que? Não só porque é São Paulo e São Paulo tem força. Porque ele é Brasil. E nós precisamos, pelo bem do Brasil, ver o exemplo de São Paulo. Não é como exemplo que os outros não podem seguir. Todos são. Todos tentam. E vão ser”, declarou….

  3. TER DIGNIDADE é votar ou não votar no Lula (1ª via), no Bolsonaro (2ª via), nos seus puxadinhos (3ª, 4ª, 5ª, 6ª, 7ª… vias dos me$mo$) e, por conseguinte, no continuísmo da mesmice do sistema apodrecido dos me$mo$ ? AVISO AOS NAVEGANTES. Tem penetra$, charlatõe$, ladrõe$, mentiroso$, picareta$ e afin$ tentando invadir o Bailão da Reconstrução do Brasil advogado há cerca de 20 anos pela Revolução Pacífica do Leão, a RPL-PNBC-DD-ME, a Nova Via Extraordinária, o Megaprojeto Novo e Alternativo de Política e de Nação, a Democracia Direta com Meritocracia, a Nova Política de Verdade, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, confederativo, porque liberdade não é utopia e, sobretudo, porque evoluir é preciso, contra o continuísmo da mesmice das velha$ via$ ordinária$ do sistema apodrecido (1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6,ª, 7ª… vias da trupe do mais dos me$mo$), forjado, protagonizado e desfrutado, há 132 anos, pelo militarismo e o partidarismo, politiqueiro$, enquanto irmãos siameses simbióticos, e seus tentáculos, velhaco$, cujos discursos cíclicos em prol do sobe e desce dos me$mo$ ao poder, tipo gangorra, em regime de revezamento, já remontam 132 anos, e continuam pegando trouxas de ambos os lados, à direita, à esquerda e ao centro, à paisana e fardados, mantendo interditado o debate político sério sobre o quê fazer pelo Brasil, doravante, de modo a torná-lo melhor para todos e todas. E ESSA COISA agentes do lulismo argumentarem que “votar no Lula só no segundo turno é não ter dignidade”, “data venia”, me parece forçação de barra que fede a nazifascismo, equivalente às táticas dos seus rivais, desespero e loucura pelo poder, que, a nosso ver, estão mais para terrorismo e bandidocracia partidária do que para a Democracia propriamente dita que, na verdade, por causa dos me$mo$, o Brasil até agora não conhece, não viu e nem sabe o que é, tipo caviar do Zéca Pagodinho, só ouve falar. Portanto, no Brasil, de novo de verdade no front político, e de Democracia de Verdade, Direta, com Meritocracia, há cerca de 20 anos, ainda que excluída das eleições pela ditadura partidária dos me$mo$, temos apenas a Revolução Pacífica do Leão, a Nova Via Extraordinária. Enfim, cada um enxerga a floresta conforme a altura da árvore que conseguiu escalar, a vida é uma questão de escolhas, atitudes e consequências, em cada cabeça uma sentença e o que é de gosto regalo da vida. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/joel-pinheiro-da-fonseca/2022/05/a-defesa-da-democracia-exige-votar-em-lula.shtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=compfb&fbclid=IwAR3DIwoQGGUWfScIL3TLWLoWIY_WNA1z4H4D_1CtI18dv8K2q1I8-519T1c

  4. O Huck desistiu; o Mutretta desistiu; o Moro desistiu; o Paxequin desistiu; a Gazela do Amapá desistiu; o Doriana desistiu … mais dois desistindo e será de WO.

  5. O TIRO NO PÉ DE DÓRIA

    A desistência da candidatura de João Dória, foi o maior erro político de todos os tempos. O que começa mal, não pode acabar bem e não deu outra.

    Primeiro a ganância, somado a arrogância de querer ser grande, ao renunciar ao cargo de Prefeito de SP, para se candidatar a governador em 2018, traindo o candidato a presidente de seu Partido, Geraldo ALCKMIN, ao se abraçar ao atual presidente, Bolsonaro, perambulando pelos municípios paulistas, entoando o slogan BolsoDoria.

    Segundo, que Dória, com essa manobra eleitoreira, conseguiu afastar Alckmin do PSDB, atraindo a ira dos tucanos, raiz: FHC, Serra e Aloízio Nunes.

    Terceiro, aquele que foi sem nunca ter sido, brigou com o cacique mineiro do PSDB, Aécio Neves, visando se livrar da alta rejeição do sobrinho de Tancredo, por causa dos escândalos de corrupção, casa da mala de um assessor contendo 500 mil reais e um repasse de 2 milhões da JBS para Aécio, a mesma empresa do Boi, cujo executivo e dono da empresa, gravou o presidente Temer do MDB no Palácio Alvorada.

    Dória também entrou em rota de colisão, com o tucano gaúcho, Eduardo Leite, por causa das prévias tucanas, vencidas por Dória, o que no final não adiantou nada, porque o traíra Leite não respeitou o resultado, iniciando conversas com o PSD de Eduardo Kassab e também com o cacique tucano do Ceará, Tasso Jereissati para derrubarem Dória, forçando a subida de Leite. Ora, um neófito em política como Leite, que também foi eleito no Rio Grande a governador, com apoio de Bolsonaro, já chega, ainda no primeiro mandato, querendo sentar no canto da janela. Isso pode? Trata-se de outro traidor dos tucanos, lá pelos lados dos Pampas.

    O DISCURSO DO CHORÃO

    O discurso da desistência, em tom solene e de derrota, foi um fiasco, o choro do fracasso não pegou bem. Um guerreiro vai até o fim de um embate, não abandona a luta. Deveria deixar o desgaste de tirá-lo da disputa a presidente, para a cúpula do PSDB e para o presidente da sigla, o inexpressivos Bruno Araújo. Mas, Dória se precipitou, contrariado com a armação, que preparavam para ele, inclusive com o apoio do vice governador de DÓRIA e atual governador de SP, Rodrigo Garcia, que dias antes, manifestou apreço pela candidatura de Simone Tebet. Garcia está na lanterna para governador, desesperado com o avanço de Fernando Haddad nas pesquisas, portanto, está desesperado para imitar o padrinho e colar em Bolsonaro já que subir no palanque de Lula seria impossível. Mas, o presidente está comprometido com o fraco carioca, sei ex-ministro, Tarcísio de Freitas.

    E OS TRÊS POR CENTRO DE DORIA

    Bolsonaro será o mais beneficiado, com a desistência do tucano, pelo perfil conservador dos eleitores de Dória. O “Mito” não se fez de rogado e no Twitter fez piada, dizendo que abandonaria a luta do UFC. Piada sem graça nenhuma. Os filhos Eduardo e Flávio Bolsonaro, desancar a falta de coragem de DÓRIA.

    O DESEJO DOS TUCANOS

    Uma parte dos tucanos, querem a união em torno da candidatura de Simone Tebet do MDB, com 1 % nas pesquisas. A senadora não decola, estacionada na tabela de baixo.
    Outra parte, do PSDB, acha que devem escolher outro candidato entre seus filiados, logo, a divisão continua, mais acirrada ainda.
    Outros, tucanos, defendem a candidatura de Eduardo Leite, com pior musculatura eleitoral, do que o fraco Dória. Leite foi incapaz de vencer as prévias do seu Partido, imagina ganhar a confiança do povo eleitor? Sem cogitações.

    O ramo mineiro do tucanato, comandado por Aécio Neves, um cavalo de Tróia dos paulistas, aquele que perdeu o legado do tio Tancredo, virou um fantasma de Minas, fazendo de tudo pela reeleição de Bolsonaro em causa própria. Quer a todo custo, permanecer na Câmara Federal.

    Esses fatos, demonstram a decadência dessas aves raras, os tucanos do PSDB, que de erros em erros, vão perdendo o bico longo e caminhando para se tornarem um Partido Nanico, comendo as sobras do Centrão, incapazes de vôos mais altos

    Triste fim, dos dissidentes do antigo PMDB paulista, a frente, Mario Covas, Franco Montoro e FHC. A realidade se impôs.

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