Desmonte do Banco do Brasil, para justificar a privatização, começou na gestão anterior

nega irregularidade na venda de dívidas atrasadas ao BTG -  28/07/2020 - UOL Economia

Banco do Brasil está mantendo agências fechadas em Brasília

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Apesar de todas as promessas do presidente Jair Bolsonaro de que o Banco do Brasil não será privatizado em seu governo, há um processo claro dentro da instituição para facilitar a transferência de seu controle à iniciativa privada.

Quem acompanha o dia a dia do Banco do Brasil diz que seu desmonte com o intuito de privatizá-lo começou com Rubem Novaes, que deixou a presidência da instituição no início do segundo semestre de 2020.

PRIVATISTA NATO– Novaes, por sinal, nunca escondeu a sua obsessão pela privatização do BB. Fez questão de tornar explícito o seu desejo — ou missão — em todas as oportunidades que teve. Não à toa, foi rejeitado pelos funcionários do banco.

Quando André Brandão tomou posse como presidente do Banco do Brasil, muitos acreditaram que os tempos sombrios com Rubem Novaes tinham ficado para trás. Contudo, não é o que se vê.

Segundo funcionários do BB, o sucateamento continua em curso, a ponto de várias agências terem suspendido o atendimento presencial nos caixas de várias agências por falta de pessoal.

TUDO DE PROPÓSITO – “É inadmissível que uma instituição com o histórico do Banco do Brasil, que sempre se preocupou com sua imagem junto ao público, esteja tão desleixada. A percepção é a de que estão fazendo tudo de propósito”, afirma um funcionário do BB.

Pode-se dizer, segundo o mesmo funcionário, que o Banco do Brasil se transformou em uma “caixa-preta”, em que ninguém dá satisfação e a transparência foi riscada do dicionário.

Quando convidou André Brandão para a presidência do Banco do Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que precisava de um bom gestor, depois do desastre da administração de Rubem Novaes. Até agora, porém, Brandão não disse a que veio. Tudo continua como nos tempos de Novaes.

“Tem muita coisa estranha acontecendo dentro do BB. E coisa boa não é”, reforça outro empregado do banco. Pior para a população, que perde duas vezes, por meio do atendimento ruim e se for obrigada a socorrer novamente o banco por meio do Tesouro Nacional.

3 thoughts on “Desmonte do Banco do Brasil, para justificar a privatização, começou na gestão anterior

  1. NOTA DE REPÚDIO A PAULO GUEDES E AO GOVERNO DE JAIR BOLSONARO CONTRA A
    PRIVATIZAÇÃO DO BB COM ARGUMENTOS FALSOS – SE CONSUMADA SERÁ AÇÃO DE
    LESA-PÁTRIA E, PORTANTO, CRIMINOSA

    Equipe de Paulo Guedes discute privatização do Banco do Brasil

    Segundo fontes, tema já foi abordado em reunião do PPI. Primeiro passo seria convencer Bolsonaro a aceitar a venda

    Manoel Ventura
    03/12/2019 – 04:30 / Atualizado em 03/12/2019 – 10:28

    BRASÍLIA – O ministro da Economia, Paulo Guedes, e sua equipe se preparam para iniciar um processo que pode levar à privatização do Banco do Brasil (BB), segundo fontes que acompanham de perto o programa de desestatizações do governo federal.

    O primeiro passo para essa medida será Guedes convencer o presidente Jair Bolsonaro a aceitar vender o banco público, de acordo com essas fontes.

    Descontos de até 92%: Bancos começaram semana de renegociação de dívidas

    A privatização do Banco do Brasil, porém, não seria feita no curto prazo, podendo ocorrer até o fim do mandato, em 2022. Em nota, o Ministério da Economia informou que o governo Bolsonaro “não pretende privatizar Banco do Brasil, Caixa e Petrobras”. O banco não comentou.

    Apesar da negativa, o tema já é alvo de discussões dentro do governo.

    A privatização do BB chegou a ser abordada durante reunião do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o braço de privatizações do governo federal, há duas semanas.

    Cheque especial: limitação dos juros pode afetar lucro dos bancos em 2020

    — O ministro tenta convencer o presidente a já colocar o Banco do Brasil nas privatizações que serão enviadas ao Congresso no próximo ano, para deixar uma lista mais parruda — disse outra fonte que participa da interlocução com os parlamentares.

    O presidente da instituição, Rubem Novaes, é um dos grandes defensores da medida dentro do governo. Ele já chegou a afirmar que a privatização do Banco do Brasil seria inevitável.

    Em entrevista ao GLOBO, publicada no domingo, Guedes disse que uma privatização particularmente poderia render R$ 250 bilhões, sem especificar a qual estatal se referia. Duas empresas públicas, com ações negociadas na Bolsa de Valores, teriam potencial para superar as centenas de bilhões: BB e Petrobras.

    Segundo a consultoria Economática, o BB tem hoje valor de mercado de R$ 133 bilhões. A parcela que pertence à União equivale a R$ 66 bilhões.

    A economista Elena Landau avalia como positiva a eventual privatização do BB, mas defende que mais empresas sejam incluídas na lista.

    Nos próximos 3 anos: Nova estratégia fará BNDES vender até 90% das ações que detém em empresas

    — A privatização vai na linha do Banco Central de aumentar a competição do setor financeiro. A modelagem ter que ser nesse sentido.
    Tem que ter capital estrangeiro. Apesar de achar pouco, está no caminho certo — afirmou.

    Para ela, o único problema político que poderia ser um entrave à privatização seria o crédito agrícola:

    — O BB já mudou governança, fez desinvestimentos, está sendo preparado
    para venda. O único nicho de oposição no BB é o crédito agrícola.

    Guedes tem o desejo de vender todas as empresas públicas, mas sabe das dificuldades políticas e burocráticas para atingir esse objetivo. Por isso, emissários do ministro começaram a sentir o clima do Congresso sobre como determinadas privatizações seriam recebidas pelos parlamentares.

    Analistas: Venda de estatais vai melhorar eficiência; modelo de privatização é desafio

    É preciso lei específica para privatizar Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. A avaliação inicial de integrantes da ala política do governo foi que haveria pouca resistência a uma eventual privatização do BB, gerando menos dificuldades ao governo, enquanto deputados e senadores não aceitariam vender a Caixa.

    A equipe do ministro vê numa eventual privatização do Banco do Brasil uma maneira de baratear e diversificar o acesso ao crédito no país. O setor é considerado altamente concentrado e pouco competitivo por integrantes da equipe econômica.

    E essa concentração, dizem os integrantes do governo, pune consumidores e empresas. Por isso, a preferência seria que o banco fosse administrado por uma empresa estrangeira.

    O banco já vendeu sua participação na resseguradora IRB, fez oferta secundária de ações, e vendeu fatia na BB Seguridade, na Neoenergia,
    na Cibrasec e na SBCE.

    Nota: o Banco do Brasil foi criado por Dom João VI em 12 de outubro de 1808, tendo portanto 212 anos como Banco Público (Sociedade de Economia Mista na qual o Governo Federal tem 50% das ações) e portanto é um Banco Público. Sempre foi lucrativo, e seus funcionários são admitidos por concurso público. Um MACHO, de que não me lembro o nome, da diretoria do BB, determinou, por volta de 1976, que os funcionários públicos do governo federal só fossem pagos através do BB. Depois disso, houve vários governos canalhas, mas nenhum deles ousou remover esta ordem. Até hoje os funcionários públicos federais recebem seus vencimentos pelo BB.

    FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL MOVEM AÇÃO CONTRA GUEDES, QUE DESEJA
    PRIVATIZAR O BANCO DO BRASIL

    https://blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/funcionarios-do-banco-do-brasil-movem-acao-contra-guedes-ele-disse-que-e-preciso-vender-logo-a-p-do-bb/

  2. O desmonte das empresas públicas e das estatais virá com gana avassaladora nos dois anos restantes do governo Bolsonaro. BB e CEF estão no radar de Guedes.
    Matéria de capa do jornal O Globo, deste domingo, descreve a visão de 14 presidentes e executivos de grandes empresas.
    A nata do empresariado disse que a retomada da Economia só ocorrerá após a vacinação em massa, com medidas para sanar o déficit público com reformas e privatizações.
    Os barões da indústria, do comércio, dos bancos e do agronegócio, quando falam em reformas, querem se referir especificamente a Administrativa e a Tributária.
    Sobre a Administrativa, o objetivo é a redução de salários dos servidores, de seus benefícios sociais e na flexibilização para demitir ao Bel prazer dos chefes.
    Em relação a Tributária, focam na redução de impostos das empresas, mas, mantendo e até ampliando a carga dos contribuintes ( cidadão assalariado).
    No que toca a agenda das Privatizações, o objetivo principal é a venda das empresas do Estado, por preços de banana, quase de graça, na bacia das almas, dos leilões combinados e com financiamento do BNDES, a juros abaixo do mercado.
    Se o negócio falhar, devolvem para a União e ainda pedem indenização polpuda. Um exemplo disso daí, está sendo da Concessionária do Aeroporto de Viracopus (Campinas), que desistiu da concessão, quer devolver, nas, exige 3 bilhões de indenização do Tesouro, sob a alegação de ter realizado investimentos na infraestrutura.
    A empresa americana Enron, que ganhou a concessão da Distribuição de Energia Elétrica de São Paulo, no governo de FHC, também abandonou o negócio e levou uma grana.
    Eles não perdem nunca, porém, o prejuízo, somos nós que pagamos, com as tarifas altíssimas.
    Quando essa sangria vai parar?

  3. Nas cidades de porte pequeno e médio, servidores do Banco do Brasil não eram bem avaliados pelos moradores e clientes: tachavam-nos de esnobes, arrogantes, elitistas…..
    Eu, embora fosse um fiscal federal, ostensivamente identicado, fui algumas vezes barrado nas agências.
    Existe, aqui fora, uma torcida superior às de Corinthians + Flamengo para ver esse pessoal desprovido de estabilidade e outras regalias. E a galera interna já pressentiu a trama.
    ABB era um cisto privativo da categoria. Percebendo que somente a arrecadação doméstica, não daria para manter a estrutura, decidiram abrir as portas da Associação para sócio externos, e assim incrementarem a capitalização.

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