Desmoralização das pesquisas eleitorais agora é inevitável

Carlos Newton

É impressionante e inaceitável o que está acontecendo com os chamados institutos de pesquisas, que se transformaram em máquinas de fazer dinheiro e manipular resultados eleitorais.

No rastro do Ibope, que foi o pioneiro no país e desfruta de um monopólio estranhíssimo, sendo o único a pesquisar audiência de televisão de forma permanente, surgiram muitos outros “institutos”. Alguns já desapareceram, mas hoje o mercado é disputado por grande número de empresas (é melhor chamá-las assim, pois são movidas pelo lucro) que atuam em termos nacionais ou apenas regionais.

No âmbito nacional, as principais empresas são Ibope, Datafolha, Sensus e Vox Populi, segundadas por MDA, Veritá e Gerp.

DISPARIDADES RIDÍCULAS

As disparidades entre seus resultados são surpreendentes e até ridículas.

No caso da eleição presidencial, duas dessas empresas já apresentaram seus resultados finais. Uma delas foi a Veritá, que deu Aécio Neves com 53,2% e Dilma 46,8, ou seja, 6,4 pontos na frente de Dilma Rousseff, em levantamento contratado pela Rede Record (na pesquisa anterior da Veritá, o tucano tinha os mesmos 6,4 pontos de frente). E a Sensus, divulgada quinta-feira, deu resultado também favorável ao tucano: Aécio com 54,6% e Dilma 45,4, com 9,2% de diferença.

Na mesma quinta-feira, o Ibope apresentou números totalmente contrários: deu Dilma 8 pontos na frente (54% a 46%), enquanto o Datafolha veio mais contido, com 6 pontos de diferença a favor da candidata do PT (53% a 47%).

Comparando-se as pesquisas, as discrepâncias são assustadoras. Em qual empresa acreditar ou confiar?

Ora, se todas elas, sem exceção, erraram completamente as previsões do primeiro turno, que significa apenas uma pré-eleição, não podemos confiar em nenhuma delas. E como não se deve desperdiçar o voto, vamos apontar em um dos candidatos, e fim de papo.  Na situação em que estamos, só resta escolher o menos pior.

 

8 thoughts on “Desmoralização das pesquisas eleitorais agora é inevitável

  1. Concordo com o título do artigo. A desmoralização, pelo menos dos dois maiores institutos de pesquisa, é inevitável.

    Mas, parece-me que o que os interessa é o lado econômico, e nada mais. Desprezível.

    • Esta inversão de números que vemos entre os dois maiores institutos (Ibope e Datafolha) e os outros dois (Veritá e Sensus) guarda a mesma lógica da inversão nos índices de rejeição que os dois primeiros institutos justificam em suas pesquisas.

      Por óbvio que foram invertidos propositadamente para justificar os números divulgados por esses dois institutos agora no segundo turno.

      Vou ficar com o Veritá e o Sensus e a manutenção dos índices de rejeição captadas desde o primeiro turno em que a maior rejeição fica para a candidata Dilma e a menor para o candidato Aécio.

  2. CUIDADO com a urna eletrônica BRASILEIRA ! ! ! Sem aferição, sem conferência!

    Esses números são apresentados para dissimulação do que pode vir.

    Trocar voto nulo, branco e de um determinado número por um outro número NÃO É inexequível.

    CUIDADO com os que dizem: Também Somos Enganadores !!!

  3. ibopi, data f e voquis p já se demoralizram definitivamente.

    Resta-nos acreditar então nos Sensus, Veritás e MDA.

    Quanto fraudes nas apurações, elas também ocorriam no sistema antigo.
    Temos que torcer para isto não acontecer agora.

  4. Newton Verita e Sensus são os” whisky paraguaios” das pesquisas. Com todos os males que podemos ter com whiski verdadeiros, o Ibope firme parceiro da Globo que tenta de todas as formas um golpe para derrubar o governo, seria um whisky mais palatavel junto com o Data Folha, que é fruto de outro orgão golpista da FSP.
    O Sensus para quem não sabe é ligado por parentesco com Clesio Andrade que foi vice governador com o Aecio na titularidade do cargo, muito precaria por sinal.

  5. Em tempo Clesio Andrade, que tem o cunhado como dono da Sensus, foi o mentor da arrecadação de Furnas para a compra da reeleição. Ta explicado o desespero da sensus com sua pesquisa.
    Talvez o Newrton que entende tanto de patologia, explique para nos seus simples leitores, se esses surtos da Sensus Verita e Veja, não tenha ainda companheiros como Globo e Folha.

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