Deu pena ver Miriam Belchior explicando o inexplicável

A imagem da TV mostra bem o clima de constrangimento na sessão

Carlos Newton

Foi constrangedora e patética a apresentação da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento, transmitida terça-feira pela TV Câmara.

Miriam tentou justificar o projeto de lei enviado ao Congresso para abandonar a meta fiscal fixada anteriormente para 2014 e continuar maquiando as contas públicas. O vice-líder do PSDB na Câmara, Vanderlei Macris (SP), então questionou a ministra sobre a meta de superávit primário real que o governo se compromete neste ano, e ela apenas disse que o compromisso do governo é de fazer o “maior superávit possível”.

“O comportamento da receita está muito errático neste ano. Seria muito arriscado cravar uma meta. Temos o comportamento do Refis [recursos de parcelamentos de impostos atrasados], que não sabemos ao certo como vai ser”, tentou argumentar.

SEM META FISCAL

Na prática, o governo abandonou a meta fiscal deste ano. A presidente Dilma Rousseff pegou um PIB crescendo 7,5% ao ano e termina seu primeiro mandato em estagflação (inflação e recessão simultâneas), com PIB negativo e caos nas contas públicas e perspectivas sombrias.

Seu antecessor e criador tem uma diferença brutal em relação a ela: Lula é carismático e sabe injetar otimismo nas pessoas, enquanto Dilma transmite uma sensação altamente negativa, que leva as pessoas ao desânimo. Vai ser muito duro aturar mais quatro anos de governo dessa suposta doutorada em Economia, que inventou a “contabilidade criativa”.

E quando acabar o segundo mandato (se ela conseguir chegar até o final, claro), Dilma já tem profissão certa – pode arranjar um emprego de maquiadora na TV Globo.

17 thoughts on “Deu pena ver Miriam Belchior explicando o inexplicável

  1. SOL QUADRADO – Não bastasse ter se transformado no alvo principal das investigações da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, a Petrobras agora está na mira das autoridades norte-americanas, que desejam apurar a conduta da companhia nos Estados Unidos. As apurações devem, mais uma vez, causar ENORMES DANOS à imagem da estatal brasileira, que também negocia suas ações na Bolsa de Nova York.

    De acordo com o jornal britânico “Financial Times”, em matéria publicada na edição do último domingo (9), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu investigação criminal contra a estatal. Já a Securities Exchange Commission (SEC) – órgão que regula o mercado de capitais nos Estados Unidos e equivale no Brasil à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – iniciará uma investigação civil contra funcionários da empresa.

    A situação da Petrobras nos Estados Unidos SE DETERIORA com o passar do tempo, pois uma empresa que é vulnerável a interferências políticas, começando por ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO, não pode ter suas ações comercializadas na Bolsa de Nova York, que impõe regras rígidas aos participantes do mercado acionário local.

    A investigação do escândalo conhecido como “Petrolão” poderá arranhar ainda mais a imagem do País e dificultar o acesso de outras empresas brasileiras ao mercado de capitais norte-americano.

    Na segunda-feira (10), o vice-presidente da República, Michel Temer, minimizou a investigação das autoridades dos EUA sobre suspeitas de desvio de recursos na Petrobras. Ele disse que se os EUA abriram a investigação, devem dar continuidade “como o Brasil está fazendo”. “A expressão doa a quem doer é muito correta em relação às investigações que já estão sendo feitas pelo governo federal”, disse Temer.

    É importante destacar que, ao contrário do que disse a presidente Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral, o governo federal tem feito tudo para impedir a investigação do maior escândalo de corrupção da história nacional. A ação da tropa de choque do Palácio do Planalto na CPMI da Petrobras, nesta terça-feira (11), impediu a aprovação de requerimentos, em especial de convocação dos envolvidos no esquema criminoso.

    A posição do governo brasileiro em relação às investigações que já estão em curso nos Estados Unidos é muito delicada, uma vez que para continuar comercializando ações na Bolsa de Nova York a estatal terá de reconhecer as ilegalidades, já explicitadas nas investigações, e submetendo-se, na melhor das hipóteses, a um termo de ajustamento de conduta, como informou um renomado operador do mercado financeiro internacional. Se isso acontecer, ou seja, a petrolífera reconhecendo o esquema de corrupção, O GOVERNO DO PT SERÁ ARRASTADO DE VEZ PARA O OLHO DO FURACÃO, sem direito a desculpas esdrúxulas.

    No caso de negar que o caso de corrupção tenha ocorrido, apesar do cipoal de provas incontestáveis, a Petrobras poderá ser banida da Bolsa de Nova York, o que deixaria a empresa em situação de dificuldade ainda maior. Isso significa que O GOVERNO BRASILEIRO TERÁ DE DECIDIR se salva a Petrobras ou poupa o Partido dos Trabalhadores.

  2. A Ministra do Planejamento MIRIAN BELCHIOR não pode dizer de público que se fez o que se fez, para manter o DESEMPREGO (entre os que procuram Emprego) BAIXO, e manter a INFLAÇÃO dentro do teto da meta de 6,5%aa, o que no frigir dos ovos “deu a Eleição para a Presidenta DILMA”. Agora que a Eleição está ganha, é ir consertando o que tem de ser concertado. A meu ver, nosso Editor/Moderador CARLOS NEWTON, exagera “um pouco” na crítica de nossa Presidenta DILMA, que se tem defeitos, tem também qualidades como: Defender os interesses Nacionais no estratégico setor da Indústria de petróleo/gás, hoje respondendo por +- 15% do PIB, com viés de alta, estabelecer no Pré-Sal Contratos de Partilha, Mínimo 45% do petróleo/gás para o GOVERNO FEDERAL que não Investe nada, exclusividade de exploração em Plataformas da PETROBRAS SA onde tremula a Bandeira do Brasil, para evitar perda de segredos da PETROBRAS SA e contrabando de Óleo/Gás, e determinar construir tudo da Indústria do petróleo/gás, (Plataformas, Navios Sondas, Navios Transportes, Auxiliares, Rebocadores, Equipamentos sub-Marinos, árvores de Natal, tubulações, etc,etc) no BRASIL, e tudo com mínimo de 65% de componentes Nacionais para fortalecer a Indústria Nacional; Estabelecer parceria com a França no estratégico setor NUCLEAR, cuja principal finalidade não é somente construir Sub-Marinos de propulsão Nuclear a Urânio,; na Força Aérea, construir os novos caças GRIPEN-NG da SAAB Sueca em parceria com a EMBRAER SA, e avionics e mísseis em parceria com Israel e Empresas Brasileiras, etc.
    As pressões não foram pequenas, e esse Mérito tem que lhe dar.

    • Desculpe, Flávio Bortolotto, é a primeira vez que discordo de você. Tudo isso que você citou foi decidido no governo Lula. Quem armou a reativação da indústria naval foi Carlos Lessa, então presidente do BNDES, que entrou em negociações diretas com a Petrobras/Transpetro. Dilma era ministra de Minas e Energia e sua participação maior foi não atrapalhar. A única decisão no governo dela foi a compra dos Gripen, mas tenho dúvidas se foi ela quem decidiu.

      Abs.

      CN

      • Quem trabalha e dá suporte técnico a tenologia de ponta sabe que os paises que investiram bilhões de US$ para desenvolver novas tecnologias, equipamentos e armamentos, primeiro em beneficio próprio. Depois que fica obsoleto eles vendem para quem não tem centros de desenvolvimentos.

        Basta ver o que aconteceu com a Argentina na Guerra das Malvinas e com o Iraque na Tempestade do Deserto.

        Só para ser uma idéia:
        A inglaterra neutralizou todos os radares do arquipelago em apenas 26 minutos. França, por ser membro da OTAN, antes do conflito retirou seus tecnicos qua assistiam a instalação dos misseis Exocet nos aviões e não forneceu o restante do pedido.

        Em 1984 tive a satisfação de visitar um centro de pesquisas da GE nos EUA. Lá observei a seriedade com que eles estimulam e conservam seus pesquisadores. Só no centro que visitei trabalhavam 180 PHDs dos mais diversos paises.

        Hoje, a GE esta inaugurando no Rio seu quinto centro de pesquisa e desenvolvimento no mundo. O centro carioca tocará projetos sob encomenda de empresas brasileiras.

        O foco são as áreas de petróleo e gás (“offshore”, águas profundas e pré-sal), sensores inteligentes, software de produtividade (especialmente para a aviação), locomotivas e biocombustíveis.

        Nesse último caso, as pesquisas estão voltadas para a máquina: melhorias em motores e turbinas para uso mais eficiente do biocombustíveis.

        O centro, na ilha do Bom Jesus (ao lado da ilha do Fundão), vai abrigar 160 engenheiros brasileiros, dos quais cerca de 30 estavam no exterior e foram repatriados. Com previsão de em dois ou três anos chegar a 400 engenheiros.

        PATENTES

        Uma das 30 maiores empresas do mundo, com faturamento de US$ 146 bilhões em 2013, a GE investe anualmente US$ 5 bilhões em pesquisa e desenvolvimento.

        Nos últimos dez anos, esse investimento gerou cerca de 2.000 patentes por ano; em 2013 foram 2.904.

        Apesar do caráter mais comercial do centro brasileiro, ele diz que o objetivo não é gerar lucro. As pesquisas deverão levar ao desenvolvimento de novas tecnologias, equipamentos e serviços que serão posteriormente comercializados pela GE.

        GE NO MUNDO/2013
        FATURAMENTO R$ 146 bilhões
        LUCRO OPERACIONAL R$ 16 bilhões
        FUNCIONÁRIOS 307 mil
        PRINCIPAIS CONCORRENTES Siemens (infraestrutura),
        Caterpillar (ferroviário), Rolls Royce (óleo e gás) e Pratt & Whitney (aviação)

    • Prezado Bortolotto,

      Não entendi o teu pensamento em “Manter o desemprego baixo”. O Brasil, tem hoje um desemprego maior que o da Espanha. É só somar, os desempregados, os que têm auxílio desemprego e aqueles que não estudam, não trabalham e nem procuram emprego. Ou tu pensas que as duas últimas categorias que citei não são de desempregados? E os mais de 40 milhões de recebedores da bolsa-família são o quê? Poxa, a tua “ídola” presidenta, acabou com a economia do Brasil, e tua ainda ficas defendendo a anta?

      • Ao divulgar a taxa de desocupação, excluindo no seu cômputo as pessoas que não estão procurando emprego e as que estão recebendo o Seguro Desemprego, o IBGE induz o usuário da informação a um erro de compreensão, de julgamento.

        Presta assim um desserviço à sociedade brasileira que deve observar, em verdade, outra informação dada pelo órgão – o nível de ocupação – que leva em consideração toda a população em idade de trabalhar, isto é, de 14 anos acima.

        No caso do seguro, é possível observar a distorção causada na estatística, observando a correlação entre a redução da taxa de desemprego e o aumento do Seguro Desemprego com o passar do tempo. Veja:

        ANO…….% DE DESEMPREGADOS……SEGURO DESEMPREGO (bilhões)

        2000……………..12…………………………..R$4,0
        2001……………..12,1…………………………R$4,9
        2002……………..12,6…………………………R$5,8
        2003……………..12,3…………………………R$6,6
        2004……………..11,4…………………………R$7,2
        2005……………..9,8…………………………..R$8,6
        2006……………..9,9…………………………..R$11,0
        2007……………..9,3…………………………..R$12,9
        2008……………..7,8…………………………..R$14,7
        2009……………..8,1…………………………..R$19,6
        2010……………..6,7…………………………..R$20,4
        2011……………..6,0…………………………..R$23,8
        2012……………..5,5…………………………..R$27,6
        2013……………..5,4…………………………..R$31,9

        Quanto menor é a taxa de desocupação, na unidade de tempo, maiores são os desembolsos da União vertidos no Seguro Desemprego.

        Ou o inverso, quanto maior o número de trabalhadores segurados, isto é, quanto maior é o volume de Seguro Desemprego pago pela União, menores são os números para a taxa de desempregados, já que, estatisticamente, os que recebem o benefício do Seguro Desemprego não são computados como desocupados pelo IBGE.

        Testada a correlação entre a taxa de desemprego e o volume pago em Seguro Desemprego, chega-se a um elevado índice de correlação (de -0,96%), que é negativo, na medida em que se percebe que, com o aumento do volume pago do Seguro Desemprego, há a diminuição da taxa de desocupação, ou vice-versa. O que comprava que o governo vem aumentando os valores pagos a título de Seguro Desemprego e que tal sistemática reproduz uma subavaliação da taxa de desocupação do mercado de trabalho.

        A não contabilização dos segurados na estatística dos desocupados acarreta uma falsa melhora nos índices de desocupação do mercado de trabalho brasileiro. Tal fato tem servido mais à propaganda de governo do que para indicar caminhos alternativos para a expansão efetiva dos postos de trabalho.

        A não contabilização do cidadão que está recebendo Seguro Desemprego no rol dos desempregados acarreta a subestimação da taxa de desocupação o que ajuda a camuflar a incompetência do governo na condução de suas políticas econômicas, que tem afetado às questões macroeconômicas e que se traduz em menor produtividade, menor competitividade e na desindustrialização da economia nacional. Estes fatos têm contribuído para aumentar o número de trabalhadores desocupados e dependentes do Seguro Desemprego; e que vai de encontro à estatística oficial.

        Mas, isto não é tudo.

        Para engrossar os números em favor do governo, existe um contingente enorme de pessoas dentro da população que está em idade de trabalhar, mas, que não está trabalhando e não está recebendo o Seguro Desemprego, mas, mesmo assim, não é contabilizado como desempregado, já que tanto a pesquisa mensal de emprego (PME) quanto a PNAD* contínua, produzidas pelo IBGE, o desconsidera; simplesmente pelo fato dessa massa de pessoas da ordem de 63 milhões de brasileiros não estar à procura de emprego.

        O último levantamento da PNAD contínua feito no segundo trimestre de 2014 aponta em 6,8% a taxa de desocupação da força de trabalho. Esta é a taxa oficial, que desconsidera todo o contingente de cidadãos que não estão à procura de emprego e dos segurados do Seguro Desemprego.

        Enquanto isso a taxa de ocupação – utilizando os dados da própria pesquisa -, no mesmo período, não passou de 56,9%.

        Ora, se a taxa de ocupação da população em idade de trabalhar, isto é, de 14 anos acima é de 56,9%, efetivamente, a de desocupação é de 43,1%.

        A propósito, a nossa população em idade de trabalhar é formada por 161 milhões de brasileiros, segundo o IBGE.

        Por isso, da próxima vez que o IBGE divulgar os números da PNAD, duvide da taxa de desocupação divulgada, e faça a contraprova com a taxa de ocupação que o órgão disponibilizar. Fazendo isso pode-se chegar a um valor mais aproximado para o índice de desocupação da população brasileira em idade de trabalhar.

        E, por favor, não dêem atenção à taxa de desocupação dada pela pesquisa mensal de emprego. Aí o erro é maior ainda!

        (*) PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio.

      • Prezado Sr. PAULO-2, Saudações.
        O meu pensamento em relação ao “Desemprego mais Baixo”, é em relação a antes. É inegável que apesar de tudo, o DESEMPREGO hoje, está menor do que antes, embora daqui para frente infelizmente vá crescer. Reconheço na Presidenta (Homenagem as mulheres, que ela pediu, mesmo agredindo o bom Português) DILMA, Defeitos ( Excesso de Estatismo, interferência exagerada nos Mercados, impaciência para ouvir Agentes Econômicos, pensar que a Teoria Econômica é igual a PRÁTICA, etc, etc,), mas também vejo nela grandes Virtudes ( Coragem para defender os Interesses do Brasil, como citado acima, idealismo e TRABALHO. Cito isso por Justiça.
        Não sou PT, sou LIBERAL-DEMOCRATA antigo PFL, antiga UDN secção NACIONALISTA, e meu ídolo Político, cujos Livros li todos, foi o grande Governador CARLOS LACERDA. Abrs.

  3. Depois da completa desmoralização do ministro Guido Mantega que se queimou com o mercado de tanto dizer mentiras e números falsos sobre as políticas do governo e expectativas macroeconômicas, e terminou sendo “despedido” antecipadamente pela gerentona que não gerencia nada, colocaram essa ministra boçal no lugar para dar declarações no lugar de Mantega e ver se cola.

    Mas, é como já dissemos aqui: no mercado não tem gente tola, e a credibilidade no governo é mesmo zero.

    • A Bolsa de Valores negocia ações das empresas que são avaliadas conforme a expectativa de retorno que estas ações proporcionam a quem está investindo.

      Assim, se a expectativa de lucro – mais especificamente do lucro por ação – cai, é natural que o índice da Bolsa de Valores brasileira (IBOVESPA), reflita a baixa expectativa nos lucros por ações dessas empresas (Sociedades Anônimas de capital aberto) negociada neste mercado de balcão.

      Ora, a economia vai de mal a pior. Este ano, dificilmente haveremos de ter um número positivo para expressar a taxa do nosso produto interno bruto – o PIB. O mais provável é que fiquemos mesmo com um crescimento nulo, isto é, 0,0%.

      É o reflexo direto do nosso processo de desindustrialização. O brasileiro já consome 23% de importados em substituição aos produtos manufaturados brasileiros da sua cesta de consumo. E isto tende a aumentar com a reeleição de Dilma, pois, o governo já demonstrou que não tem planejamento estratégico e atua com medidas emergenciais e pontualmente em relação a alguns setores econômicos.

      É exemplo a política de desonerações tributárias.

      É lógico que, uma medida fundamental para atacar o grave problema do Custo Brasil e injetar produtividade e competitividade na indústria nacional seria a execução de uma ampla, geral e irrestrita reforma tributária. E não esta ação restrita que tende a desonerar a folha de pagamento de alguns segmentos industriais que mais tende a produzir desequilíbrios na dinâmica de competição do mercado interno do que tornar o ambiente do nosso setor industrial algo mais competitivo em relação ao mercado externo, de fato.

      Se o mercado de ações vive da expectativa de crescentes taxas de retorno e da majoração do lucro embutido nas ações que negocia, o quadro vivenciado pela Bolsa de Valores é justamente o contrário disso.
      E o pior, nada indica que haverá política, por parte deste governo, para corrigir o rumo da economia.

      O mercado de ações tem percorrido um caminho antagônico com o dólar. É que os dois ativos são vistos como alternativas para compor uma cesta de investimentos, em que, a diversificação é elemento de segurança para o investidor.

      Assim, se a Bolsa de valores sobe, o dólar despenca. E o inverso, também, é verdadeiro.

      No início do de 2014 apostamos que o dólar descreveria uma trajetória descendente e as ações das empresas brasileiras empurrariam o IBOVESPA para cima, ratificando o comportamento antagônico entre o dólar e o índice da Bolsa. Isto é, seria um comportamento inverso do que ocorrera em 2013 onde o dólar subiu algo em torno de 15% e o IBOVESPA caiu o mesmo percentual.

      Não está sendo assim, pois, basicamente, o governo interferiu no mercado com sua política fiscal e sua política monetária, insuflando a inflação e o poder de compra do cidadão e restringindo o crédito, também, com os mesmos efeitos.

      Ora, se as perspectiva de rendimento das empresas expressa no lucro por ações faz derrubar o apetite do investidor por essas ações na Bolsa de Valores de São Paulo, o caminho é buscar segurança em outro ativo. O dólar.

      E é justamente por isso que o dólar, por conta da demanda, tem subido de valor ao contrário do que afirmamos no início do ano.

      É, de fato, uma pena que a indústria nacional e a nossa economia acabou perdendo para o mercado especulativo por conta de uma equipe econômica que se preocupou mais em manter a máquina administrativa em favor de seu grupo e de sua hegemonia política do que com o interesse econômico nacional.

      Por fim o mercado também sabe que o índice de desemprego divulgado pelo IBGE – da ordem de 4,9% – não passa de um dado que reflete uma manipulação por parte do governo.

      São duas as ações do governo, ou duas as frentes, que fazem refletir artificialmente o baixo índice de desemprego nos dois últimos governos:

      1º) O registro das pessoas desempregadas e recebendo o seguro desemprego como pessoas efetivamente empregadas;

      2º) A sustentação do capital de giro das empresas pelo BNDES, isto é, os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social não estão servido para produzir investimentos, mas, sim para manter o custeio operacional das empresas e com ele o quadro efetivo.

      Tanto no primeiro caso como no segundo o custo de sustentação é transferido ao Estado, isto é, ao contribuinte.

      Temos assim que, de uma maneira ou de outra, quem está arcando com o custo da opção administrativa do PT é a própria sociedade que paga e continuará pagando através da rolagem da dívida e do dos juros.

      Não é por competência, por competitividade ou por aumento de produtividade que a baixa taxa de desemprego no Brasil está sendo mantida, mas sim, pela transferência de custo com o trabalhador do setor privado para o setor público, com efeito direto no aumento da dívida pública.

      Ora, o setor privado bancário, maior financiador da dívida pública já indicou que vai cobrar mais juros para os títulos federais caso o governo queira seguir com esta política, uma vez que o próprio governo vem diminuindo a sua capacidade de pagamento dos juros, isto é, o superávit primário, ano após ano. Isto é, cresce o risco de calote por incapacidade de pagamento demonstrada pelo governo.

      A continuação desse modelo de sustentação artificial do baixo índice de desemprego está diretamente relacionada à capacidade do Tesouro Nacional em captar dinheiro dos bancos privados a fim de transferir tais recursos ao BNDES que, por sua vez, transferirá às empresas privadas que utilizarão os empréstimos como fonte de recursos para fazer capital de giro e manter o nível de pessoal efetivo. Como dissemos, tais empréstimos não estão sendo utilizados para fomentar o investimento. Que, aliás, vem caindo a ponto de atingir pífios 16,5% do PIB. Mas, isso é outro assunto.

      Da mesma forma, o Tesouro é que financia a previdência e o pessoal do Seguro Desemprego, que, como dissemos, estão fora das estatísticas de desemprego.

      Esse risco de descontinuidade da capacidade de pagar os empréstimos junto aos bancos privados e continuar mantendo artificialmente os índices de empregabilidade está, também, sendo refletido no decréscimo do índice Bovespa e na alta do dólar.

      Diferentemente dos eleitores, o mercado não aposta em quem conduz políticas derrotadas.

  4. Esse é um governo nefasto, ridículo, inoperante, inepto, incompetente, medíocre e que chafurda num mar de lama.
    Desde 2003 vivemos a era da mediocridade. O Brasil afundou, faliu; tanto é que o governo quer mudar a lei da responsabilidade fiscal para maquiar, mais uma vez, as contas públicas, para fazer o superávit primário afim de pagar as dívidas.
    Que me desculpem, mas aqueles que elogiam esse governo, só pode ter ameba na cabeça.Tenho dito!

  5. Caro Newton,

    Esse é um governo desastroso, que teremos de tolerar por longos quatro anos! Serão os quatro anos mais longos de nossa história…a não ser que ela renuncie antes, o que seria um bem geral para a nação!

  6. Vejo que ainda que muitos aqui ainda se iludem com a taxa de desemprego no Brasil , que o governo alardeia com uma das mais baixas, ficando em torno de 5% , arredondando.

    O mesmo governo diz que o bolsa família atende a 25% da população com sua esmola de 100 merréis.

    Então o DESEMPREGO REAL no BRASIL é de 30% .

    É muita enganação desse governo e muitos enganados.

    Repetindo : 30% é o desemprego no Brasil. Não se enganem mais.

    • Não!

      Não é de apenas 30%!

      É de 43,1% de toda a população em idade de trabalhar, isto é, das pessoas com 14 anos ou mais!

      Se esta população corresponde a 161 milhões, então a taxa de desocupação real – que é de 43,1% – se refere a 69,4 milhões de desocupados.

      Ocupados mesmo, só 91 milhões!

      Na verdade é como já dissemos aqui em artigo publicado: apenas 45% da população brasileira, de 203 milhões, trabalham para manter o país de pé.

  7. Se há um grupo circense, certamente está no governo.
    Desde 2003, tudo é “mascarado”. os dados, as informações, as explicações: tudo dentro da mesma lógica. O PT construiu o “mentirdromo”.
    É claro que temos de dar um desconto, um descontão.
    Com raras e desonrosas exceções, aqui na nossa TI estão cidadãos com conhecimento muito acima da média.
    A maioria dos temas aqui tratados está muito distante da realidade e da compreensão de grande, da imensa maioria dos brasileiros.
    Assim, Dillma, ministros e assessores ficam despreocupados. Pode dizer o que quiser, da maneira que quiser: a sociedade, no geral, não compreende e nem sabe do que estão falando. O povão não entende coisa alguma.
    Por esta razão é que o discurso tem de ser feito nos moldes do idiotez.
    Cuidem como se manifesta o Lulla, dependendo de quem o ouve. Para os classes altas, enrola e não diz nada. Para os pobres, utiliza ditados e comparações, ridículas mas que surtem efeito. PARA OS ÚLTIMOS, O QUE VALE É A PALAV4RA DE ORDEM.
    Se fossemos uma sociedade com um mínimo de conhecimentos teria Dillma sido eleita? E reeleita?

  8. Senhores,
    Esta Sra. Belchior é mais uma tragédia nacional.
    Ela transformou o Ministério do Planejamento em um nada de planejamento.
    Planejamento é atividade visando concebe rum plano ação para METAS serem alcançadas.
    Esta senhora não sabe o que é isso. E mais, os últimos governos deste infeliz País não sabiam o que esta atividade significa.
    O Brasil esta sem rumo. E nenhum partido sabe o que fazer deste País para participar como ator e ter credibilidade internacional.
    E é bom que se diga: orçamento não é planejamento. Pode ser fruto dele. Mas aqui é uma peça de ficção.
    SDS
    Vitor

  9. Brasil, o país do planejamento nas coxas, da corrupção escancarada, fruto da conveniência total dos poderes.

    Poderes que, constitucionalmente, deveriam punir,até mesmo sob a alegação de crime lesa-pátria, tantos desmandos dessa quadrilha instalada que. como Lula, nos primeiros dois mandatos, sangrou mas foi poupado de merecido impeachment.

    O resto, é de fato restos.. invenções, mentiras e irresponsáveis gestões que estão levando o nosso país para o precipício do Fundo Monetário Internacional…

    Chamem a polícia !..

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