Dia do Meio Ambiente: o permanente “bullying” a um planeta de recursos finitos

Milton Corrêa da Costa

Hoje, 5 de junho, é o Dia Mundial do Meio Ambiente, como se meio ambiente tivesse dia específico para ser lembrado. Chegamos a um ponto tal, com as notícias de constantes desastres ambientais e mudanças climáticas, que hoje ninguém precisa mais ser um grande mestre em meio ambiente, em desenvolvimento sustentável ou no estudo dos seres vivos, para perceber a gravidade da situação.

É fácil constatar que a emissão inconsequente e progressiva de gases poluentes, o desmatamento e a poluição de rios e mares vêm tornando a Terra um planeta em progressivo desequilíbrio ecológico, com risco iminente, daqui pra frente, da própria sobrevivência humana e do reino animal. Isso é fato real.

Como também é fato real que no Brasil, ruralistas, ambientalistas e o próprio governo até hoje sequer chegaram à conclusão sobre o texto mais equilibrado do novo Código Florestal.

Os ambientalistas afirmam agora que o pulmão do mundo não estaria no verde das florestas, mas sobretudo nos oceanos, de onde provêm boa parte do oxigênio que respiramos e absorvem o excesso do gás carbônico que lançamos na atmosfera. Eles controlam o clima e a água do planeta Terra. Uma riqueza incomensurável e um grande desafio. Sequer a maioria das espécies marinhas foi descoberta. Os oceanos são a maior fronteira da biodiversidade, afirmam.

Estudo publicado pela revista americana “Science” mostra inclusive que 41% dos ecossistemas marinhos sofrem de maneira grave com a impensada ação humana. Mais ainda: de acordo com os cientistas, não existe região da Terra que não tenha sido afetada pela presença do homem, embora nas áreas próximas aos polos o impacto seja menor.

Outro estudo aponta locais onde a poluição tem diminuído a quantidade de oxigênio na água, um processo chamado de eutrofização, com consequente morte dos seres vivos que precisam de oxigênio, como peixes e crustáceos.

Por sua vez, o norte-americano Peter May, naturalizado brasileiro, especialista em recuros naturais e coordenador da Conferência de Economia Ecológica, encontro mundial marcado para ocorrer entre 16 e 19 próximos, antes da Rio + 20, alerta: ” O princípio básico da Economia Ecológica é o fato de a natureza ter limites que precisam se contabilizados. Trata-se de uma questão óbvia: se há um planeta finito, a economia não pode atuar como se os recursos fossem infinitos”.

Até onde irão a falta de consciência e o descaso do homem com as permanentes agressões ao meio ambiente? Até onde a natureza permanecerá em sua ação repulsiva e com que intensidade?

Estes são os desafios da Rio + 20, da qual se espera não apenas a assinatura de protocolos de intenção, mas sobretudo que se honrem os compromissos firmados. O futuro do Planeta Terra, por enquanto, é sombrio.

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