Dia dos Namorados, poemas, canções e flores – na visão de Paulo Peres

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Peres edita o site “Poemas&Canções”

Carlos Newton

O advogado, jornalista, analista judiciário aposentado do Tribunal de Justiça (RJ), compositor, letrista e poeta carioca Paulo Roberto Peres homenageia o dia de hoje através deste “Soneto dos Namorados” e festeja seu amor à bela Cristina Peres.

SONETO DOS NAMORADOS
Paulo Peres

Dia dos Namorados.
Corações iluminados,
Beijos, abraços, amores,
Poemas, canções e flores.

Nos salões dos sentimentos
Sob luz de velas e violinos
Casais eternizam momentos,
Sonhos reais, cristalinos.

O namorar é o vital sabor
Da idade, descoberta e valor
Cuja beleza maior está na grandeza modesta.

Invoco à bênção futura
Cultivar do passado a ternura
Aos hoje namorados em festa.

5 thoughts on “Dia dos Namorados, poemas, canções e flores – na visão de Paulo Peres

  1. Paulo Peres, mais uma vez, dando conta com o seu dom de ver e sentir com o coração, o que de fato conta e vale na vida.
    Parabéns, poeta da Tribuna da Internet.
    Grande abraço.

  2. Dia dos Namorados
    Haroldo Lobo / Milton De Oliveira

    Hoje é dia dos namorados, toda a terra está em flor
    Só se vê menina e moça, de braço dado com seu amor
    Hoje é dia dos namorados, toda a terra está em flor
    Só se vê menina e moça, de braço dado com seu amor
    Quem não tiver amor, pede a Santo Antonio
    Que Santo Antonio dá, rezei e fiz novena
    E ele me atendeu, pois está fazendo um ano
    Que o nosso amor nasceu
    Hoje é dia dos namorados, toda a terra está em flor
    Só se vê menina e moça, de braço dado com seu amor

  3. QUEM NÃO TEM NAMORADO – Artur da Távola
    Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.

    Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

    Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.

    Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.

    Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.

    Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.

    Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

    Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

    Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

    Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.

    Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

    Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre mas você pesa duzentos quilos de grilos, ponha a saia mais leve, aquela renda de harpa e, passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.

    Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.

    Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.
    Enloucresça

    Távola, Artur. Amor a sim mesmo. Crônicas. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1984. P. 131

  4. Minha Namorada
    Vinicius de Moraes e Carlos Lyra

    Se você quer ser minha namorada
    Ah, que linda namorada
    Você poderia ser
    Se quiser ser somente minha
    Exatamente essa coisinha
    Essa coisa toda minha
    Que ninguém mais pode ser

    Você tem que me fazer um juramento
    De só ter um pensamento
    Ser só minha até morrer
    E também de não perder esse jeitinho
    De falar devagarinho
    Essas histórias de você
    E de repente me fazer muito carinho
    E chorar bem de mansinho
    Sem ninguém saber por quê

    Porém, se mais do que minha namorada
    Você quer ser minha amada
    Minha amada, mas amada pra valer
    Aquela amada pelo amor predestinada
    Sem a qual a vida é nada
    Sem a qual se quer morrer

    Você tem que vir comigo em meu caminho
    E talvez o meu caminho seja triste pra você
    Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos
    Os seus braços o meu ninho
    No silêncio de depois
    E você tem que ser a estrela derradeira
    Minha amiga e companheira
    No infinito de nós dois

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