Diante do quadro político atual, pode-se entender a decepção de Deodoro por ter proclamado a República

Dom Pedro II, um governante respeitado no mundo inteiro

Celso Serra

Em meio a essa acesa discussão sobre a possibilidade de um golpe de Estado, poucos lembram da primeira revolução que deu certo e foi liderada por um general que era monarquista, amigo e admirador de Dom Pedro II, que jamais imaginou participar da derrubada do imperador.

Manoel Deodoro da Fonseca, proclamador da República e primeiro presidente constitucional do Brasil, nasceu em Anádia (hoje, Deodoro), na Província de Alagoas, a 5 de agosto de 1827, e faleceu no Rio de Janeiro, a 23 de agosto de 1892.

GRÃO-MESTRE – Foi Iniciado maçom na Loja “Rocha Negra”, de São Gabriel (RS), então na jurisdição do Grande Oriente do Brasil, a 20 de setembro de 1873. Depois, viria a ser eleito Grão-Mestre do Grande Oriente, a 19 de dezembro de 1889, e empossado a 24 de março de 1890, tendo Josino Nascimento e Silva como Adjunto, na época em que era membro da Loja “Dous de Dezembro”, do Rio de Janeiro, que até hoje é um das mais importantes da Maçonaria.

A 18 de dezembro de 1891, vinte e cinco dias depois de ter renunciado à presidência da República, Deodoro, doente e desencantado com a República, renunciava também ao Grão-Mestrado do Grande Oriente e ao cargo de Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Grau 33, já que ambos os cargos, desde a fusão de 1854, eram exercidos pelo mesmo maçom.

TRISTES RESULTADOS – O golpe de Estado foi vitorioso, porém muito triste e decepcionante para o próprio Deodoro.  Na verdade, o homem que impôs a Republica no Brasil morreu desencantado com ela;

Pedro II, o Chefe de Estado brasileiro, era um homem honesto, culto, falava 23 idiomas e era respeitado pelos maiores pensadores e cientistas de seu tempo. Na República, o Brasil já teve como Chefe de Estado pessoas corruptas, desonestas, incultas e que nem o idioma português falam corretamente.

O desencanto que matou Deodoro é doença contagiosa e hoje contaminou a grande parte de brasileiros que lê e entende o que leu. Assim, espera-se que o comandante do Exército reflita sobre o exemplo de Deodoro e preserve a democracia brasileira, já que governante como Pedro II certamente o Brasil jamais terá.

10 thoughts on “Diante do quadro político atual, pode-se entender a decepção de Deodoro por ter proclamado a República

    • A título de lembrança, a Revolução Russa aconteceu em 1.917, quando o comunismo passou a ser conhecido no mundo.

      Após a Proclamação da República, a família imperial foi expulsa do Brasil, e D.Pedro II morreu no exílio em 1.891 em França.

      Logo, o último imperador, se teve conhecimento do comunismo, foi através do livro O Manifesto Comunista, publicado em 1848.

      O presidente que nos governou de 1914 a 1918 era Venceslau Brás, passando pela sua administração a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa.

      Não havia razão nenhuma para o imperador e Deodoro se preocuparem com o comunismo no Brasil,
      Este movimento teve o seu início no país em 1.922, com a Fundação do Partido Comunista.
      Até 15/11/22 o presidente foi Epitácio Pessoa;
      a partir de 15/11/22 tivemos Artur Bernardes.

      Logo, para os presidentes que tivemos em 1922 não perceberam perigo no comunismo, deixando de ser uma questão de inteligência de ambos, porém a manutenção da democracia na República recém proclamada.

  1. Não foi desencanto. Foi arrependimento pela grande traição que cometeu com seu protetor e amigo Pedro II. O resultado é esta Ré Pública em que vivemos. Quem quiser saber melhor o que é esta porcaria deodoriana ( parece até margarina) é só ler aqui no Google o que Rui escreveu em O ABC DA MONARQUIA

  2. É tb por essas e muitas outras, que em verdade eu lhes digo que Lula e Bolsonaro são dose pra Leão, porque o resto é puxadinho dos me$mo$. DEODORO e os republicanos da época não erraram na ruptura, mas, infelizmente, erraram feio na medida da ruptura, face ao gigantismo do Brasil, quiçá por medo de levar a ousadia emancipacionista ao tamanho máximo possível, no caso GG. Tivessem optado pela confederação (cobertor grande) ao invés da federação (cobertor pequeno), é bem possível que hoje seríamos a Nova Europa Brasuca, sonhada pelos nossos bisavôs, avôs e afins, que para cá afluíram movidos pelo sonho da construção do Novo Mundo, que, em que pese 131 anos de ilusões vãs, vidas perdidas, frustrações, perda de tempo e tempo perdido, ainda é possível, antes tarde do que nunca, como propõe a RPL-PNBC-DD-ME, o megaprojeto novo e alternativo de política e de nação,a Terceira Via de Verdade, extraordinária, a Democracia Direta com Meritocracia, a nova política de verdade, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso, o novo de verdade a ser colocado no lugar do velho que já morreu, para recuperarmos o tempo e as gerações perdidas. RPL-PNBC-DD-ME, saudações, com otimismo, fé, foco, força e Esperança.

  3. A monarquia também jamais será uma opção inteligente ou sinônimo de Evolução.

    Com relação à Pedro II ter sido amante e defensor das ciências e das artes, e fluente em línguas – ele foi e continua sendo uma EXCEÇÃO à regra de monarquias e monarcas obtidos, sanguinários, autoritários e medíocres.

  4. O último estadista que o Brasil teve morreu há um século atrás, ou seja, há 100 anos que não temos chefe de estado que mereça este nome. Nem falo do atual, este nem para chefe da torcida do time da estrela solitária serviria.

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