Dilma afasta ideia de intervir (ou interferir) na CBF

Pedro do Coutto
Reportagem de Andrea Sadi e Valdo Cruz, edição de 17, da Folha de São Paulo revelou que a presidente Dilma Rousseff teria desvinculado o site do ex-ministro Franklin Martins do universo de sua campanha eleitoral por ter rejeitado a ideia de intervir diretamente ou indiretamente num processo de reformulação da CBF para reabilitar o futebol brasileiro dos desastres sofridos na Copa do Mundo contra a Alemanha e Holanda.
De fato, uma reestruturação se impõe, mas não por iniciativa do governo. A tarefa deve caber a Confederação porque constituiria um equívoco enorme misturar ações políticas com aquelas que devem caber singularmente ao mundo do futebol.
A presença exposta do poder executivo na matéria só traria ônus ao Planalto, caso a intervenção não funcionasse, e nada acrescentaria na hipótese de sucesso. Pois foi através da CBF e da arte e técnica dos jogadores que, de 58 para 2002, conquistamos o penta campeonato, além de participado de sete finais decisivas. Conquistamos o bicampeonato em 62 e, nem por isso, o presidente João Goulart tornou-se mais popular por causa disso. Levantamos o tri no governo Médici e a vitória não refletiu em nada de positivo para o sistema político militar. O tetra foi alcançado com Itamar Franco no Planalto. Nada mudou. O penta surgiu com Fernando Henrique. Exatamente no ano em que Lula venceu pela primeira vez nas urnas presidenciais.
Creio que esses exemplos, por si, são suficientes para assinalar enfaticamente uma desvinculação absoluta. Mas não é só. Acima de tudo há o risco de qualquer escolha não agradar o mundo e o pensamento esportivo, como as dúvidas reveladas pela pesquisa inicial do Datafolha demonstraram. Há um leque de preferências quanto aos nomes cogitados e uma pressa da própria CBF em pelo menos equacionar a questão, levando em conta as próximas competições em pauta, entre as quais, principalmente, o título de campeão mundial olímpico de 2016. Várias alternativas foram colocadas por José Maria Marin, entre elas a investidura provisória do ex-goleiro Gilmar, titular das seleções que levantaram o bicampeonato 58-62, na Suécia e no Chile.
SEGUNDO TURNO
Todos esses argumentos, de um lado, levaram ao posicionamento menos agressivo por parte da presidente da República. De outro, por qual motivo Dilma Rousseff deveria, no caso CBF, seguir a orientação de choque colocada por Franklin Martins? Em tal hipótese, ela não lideraria o esforço para recuperar a imagem do futebol brasileiro. Pelo contrário: seguiria um roteiro traçado por uma das assessorias. Mas é ela quem disputa a reeleição nas urnas de outubro. Tanto as do primeiro como de um possível segundo turno.
Sabe-se que Eduardo Campos está concorrendo em 2014 pensando em reeditar sua participação em 2018, daqui a quatro anos. Mas seus votos e mais os 4 pontos atribuídos ao pastor Everaldo podem fazer com que na última semana de outubro, depois dos números registrados no dia 5, Dilma tenha que retornar ao espaço eleitoral tendo Aécio neves como adversário. Isso inclusive dependerá também das disputas no primeiro turno, verificadas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul. E, ia esquecendo, também na Bahia.

5 thoughts on “Dilma afasta ideia de intervir (ou interferir) na CBF

  1. Não há como intervir ou interferir na CBF (empresa privada).
    O governo pode exigir da CBF uma contrapartida (EX.: CONSTRUÇÃO DE ESTRUTURAS ESPORTIVAS
    A SEREM GERIDAS POR MUNICIPIOS) para que a mesma
    possa continuar usando HINO, CORES E A DENOMINAÇÃO “SELEÇÃO BRASILEIRA, E SÓ.

  2. Como diz aquele jornalista da folha do serra, CBF casa bandida do futebol…..
    Dizem que não vai mudar nada, vejam que os dino$$auro# corruptos teixeia, marin e del poro não largam o osso…

  3. Gilmar rinaldi coordenador tecnico da CBF.
    A raposa tomando conta do galinheiro.

    Pior q isso so se nomeassem o pioneiro empresario do futebol tupiniquim, o uruguaio juan figger

    Fui

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