Dilma, antes de ser empossada, sinaliza: não vai radicalizar em ponto algum. Por isso, deixou bem claro na entrevista sobre nomes, que não nomeará radicais como Franklin Martins e o pessoal ligado a ele.

Helio Fernandes

Quando a presidente eleita deu sua primeira entrevista, citou nomes que integrariam seu ministério. Não falou em Franklin Martins, poderoso Ministro da Comunicação Social, ou em qualquer um pertencente ao grupo dos “direitos humanos”, que provocaram tremenda radicalização no meio do segundo mandato de Lula.

O “esquecimento” do nome de Franklin Martins não repercutiu na mídia, apesar dele ser tido e havido como ministro certo e garantido. Demitido da GloboNews, foi levado para o governo precisamente por Dona Dilma.

Em pouco tempo foi elevado ao primeiro time do Planalto, a ponto de vários deputados e senadores me dizerem: “Helio, fique atento. Hoje, no Planalto, a voz mais ouvida é a do Ministro da Comunicação Social”.

Atento,confirmei, era isso mesmo. Discreto, silencioso, arrogante e sempre radical, era ouvido quando presente, chamado (pelo próprio Lula) quando ausente, e ouvidíssimo.

O motivo de Franklin não ter sido aproveitado: foi radicalíssimo na “questão da censura à imprensa”, e Dona Dilma quer marcar posição rigorosamente a favor da Liberdade de Expressão. O que se pergunta: tendo fechadas as portas do governo, Franklin terá que ir para um órgão de imprensa que pretendia censurar.

Quem contratará o jornalista? Fala-se que encontrando dificuldades e desempregado, seria nomeado embaixador num pequeno país da África ou Ásia. Se isso acontecer, sua carreira terminará como começou: aprisionando um embaixador e aprisionado como embaixador.

O pessoal dos “direitos humanos” ficará desempregado mesmo. A nova Dilma não quer o menor contato com eles.

CELSO AMORIM 

Futuro duvidoso. Queria ser senador, mudou para deputado, desistiu de tudo por falta de repercussão. O que se diz: ficará no cargo mais ou menos 1 ano, até vagar a embaixada que ocupará. Ocupará mesmo?

MARCO AURELIO GARCIA

Os petistas não lulistas (por represália) e não dilmistas (por enquanto) não têm muita admiração e nenhum respeito pelo polêmico assessor internacional. Seu destino é incerto e duvidoso. Menos para ele, que se diz e se julga insubstituível.

GUIDO MANTEGA

Num país como o Brasil, que surpreendentemente importa pneus usados, o ministro da Fazenda pode ser utilizado como um estepe quase jogado fora. Sem saber o que fazer com ele, pode continuar ministro, dentro da “filosofia” da nova presidente: “Quero mandar na economia e na Fazenda. Puxa, “inventaram” o Mantega.

O QUE FAÇO?

Dona Dilma vai viajar com Lula e está ansiosa pela viagem. É a última como presidente eleita e ainda não empossada. Depois já será o inverso. Agora vai se queixar com ele: não sabe quem o PT e o PMDB indicarão para o ministério, tem receio de que os nomes não estejam à altura. Vai perguntar a Lula: “O que faço?”

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