Dilma é vista como um misto de Collor e Sarney

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Não há como as pessoas comuns dissociarem o governo da roubalheira da Petrobras. O entendimento é de que Dilma e o PT transformaram o governo em um balcão de negócios no qual o único beneficiado foi o partido da presidente. Enquanto isso, as escolas estão sucateadas, a saúde não atende às necessidades básicas da população e a segurança pública é uma piada.

Nas ruas, Dilma está sendo vista como um misto de Collor de Mello, deposto por ter montado no governo um brutal esquema de corrupção, com José Sarney, que traiu os eleitores ao liberar os preços retidos pelo Plano Cruzado logo depois das eleições que fizeram de seu partido, o PMDB, o grande vencedor da disputa. A partir daí, Sarney se tornou um morto-vivo, tendo de se render às chantagens políticas para se manter no cargo, e o país mergulhou de vez na hiperinflação.

 

Dilma está tão próxima de Collor, que, neste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) terá queda superior a 2%, a maior desde 1990, quando a economia tombou 4%, devido à desastrosa política de confisco da caderneta de poupança.

IMPEACHMENT

É possível que a petista, como o atual senador alagoano, venha a ser afastada do poder por meio do impeachment. Mesmo que isso não aconteça e que ela não renuncie, não há como esperar a recuperação do país. Mantida no Planalto, Dilma sangrará e o Brasil ficará condenado a ter mais uma década perdida.

12 thoughts on “Dilma é vista como um misto de Collor e Sarney

  1. O negócio da Dilma e dobrar a meta , então se a meta orçamentária do governo é de -30,5 bilhões de reais para o ano que vem, e como eu já disse a meta da Dilma e dobrar a meta, como fica esse parangolé. Tai, falei Dilmês.

  2. Se ela ja estava numa situacao ridicula , agora dobrou a meta.
    Diante do desespero do falido orcamento ela convidou o Cunha para conversar….Jogaram LSD na caixa d’agua do Planalto.

  3. Perguntinha : Alguem sabe como estao as rigorosas investigacoes que o Cardozao mandou fazer sobre o ‘atentado ‘ contra o Institito Lula ?????????

  4. Dilma empurrou o país para uma armadilha econômica de estagflação de dificílima solução. Não há exagero algum em afirmar que, assim como a década de oitenta é considerada a década perdida, esta década já está comprometida, também.

  5. Lá vem as comparações esdrúxulas.Só pode ser um petralha. Fernando Collor,pegou o país quebrado das mãos do Sarney. Srº Nunes,RETER é bem diferente de confiscar,(AURÉLIO). Outra,”montou brutal esquema
    de corrupção”. ha..ha..ha..ha..ha. só pode ser brincadeira!!! FHC montou o que ??? e se beneficiou do que??
    Lula e os companheiros, montou o que??? se beneficiou do que????

  6. Souza, meu conterrâneo,
    Quanto às tuas gargalhadas com relação à corrupção no governo do ex-presidente Collor, que achas não ter existido, alguns episódios por mim pesquisados comprovam o teu engano ou esquecimento:

    Outubro de 1990:
    Petrobras e Vasp.
    O advogado e administrador público Luis Octávio da Motta Veiga acusou o ex-tesoureiro e o então secretário-geral da Presidência, Marcos Coimbra, de pressionar a estatal para fechar um financiamento de US$ 40 milhões, por meio da BR Distribuidora, destinado à empresa de aviação Vasp.
    Pela proposta de PC Farias, recusada por Motta Veiga, a Petrobras liberaria US$ 30 milhões em combustível e US$ 10 milhões em espécie, dívida que seria saldada em dez anos, sem juros.
    Em troca, a Petrobras seria a fornecedora preferencial da Vasp. A proposta foi rejeitada pelo conselho da estatal, mas PC Farias teria continuado a pressionar o presidente da empresa, que renunciou.

    Novembro de 1990:
    Renan rompe com Collor e ataca PC.
    Renan Calheiros (PMDB-AL), atual presidente do Senado, era aliado político de Collor. Ele assessorou o então candidato durante a campanha presidencial em 1989 e, após a vitória, assumiu a liderança do governo na Câmara dos Deputados.
    Em outubro de 1990, quando disputou o governo de Alagoas, Calheiros acusou seu adversário, Geraldo Bulhões, de fraudar a eleição e entrou em conflito com PC Farias, que havia sido o tesoureiro da campanha de Bulhões.
    Foi então que Renan rompeu com ex-presidente, acusou-o de traição e deixou o PRN (Partido da Reconstrução Nacional, extinto), legenda de Collor. Anos depois, em entrevista, disse ter avisado Collor sobre o esquema PC.

    Agosto de 1991:
    Rosane Collor e a LBA.
    Após acusações de irregularidades, a presidente da Legião Brasileira de Assistência (LBA), a primeira-dama Rosane Collor, abandonou o cargo na entidade filantrópica.
    Mais tarde, ela alegou que teve problemas com PC Farias quando foi presidente do órgão porque o ex-tesoureiro, segundo ela, queria interferir “colocando muitas pessoas para trabalhar em cargos importantes”.

    Maio de 1992:
    Pedro Collor acusa PC.
    Ex-diretor das organizações Arnon de Mello, que controlava grande parte da imprensa alagoana, Pedro Collor, irmão de Fernando Collor, disse à revista “Veja” que PC Farias era “testa-de-ferro” do presidente e possuía influência nas decisões de governo.
    Afirmou ainda que o jornal “Tribuna de Alagoas” – que o ex-tesoureiro pretendia lançar em Maceió – era, na verdade, de Fernando Collor, e que um apartamento em Paris comprado por PC também pertencia ao irmão.
    As declarações marcaram o início do processo que desencadeou o impeachment do ex-presidente. Dois anos após a destituição de Fernando Collor, Pedro Collor morreu devido a um câncer no cérebro.

    Junho de 1992:
    Contas da Casa da Dinda.
    Eriberto França, motorista da secretária particular de Fernando Collor, Ana Acioli, disse em entrevista à revista “IstoÉ” que a empresa Brasil-Jet, de PC Farias, pagava contas da residência presidencial, a Casa da Dinda. O ex-presidente chegou a fazer um pronunciamento para desmentir as declarações do motorista.
    Mais tarde, a chamada CPI do PC Farias no Congresso apontou depósitos de PC e de integrantes do “esquema PC” na conta de Ana Acioli. Além disso, localizou-se um cheque fantasma que teria sido utilizado para a compra de um carro Fiat Elba para a primeira-dama, Rosane Collor. O cheque era assinado pelo ex-piloto Jorge Bandeira de Melo, sócio de PC Farias.

    Agosto de 1992:
    CPI aponta ‘esquema PC’.
    A Comissão Parlamentar de Inquérito criada para apurar as denúncias contra Fernando Collor referentes às atividades de Paulo César Farias aprovou o relatório final do senador Amir Lando.
    Ele resumiu os depoimentos colhidos pelo grupo e analisou o que chamou de “esquema PC”. De acordo com o relatório, o ex-tesoureiro, auxiliado por seis funcionários, cometeu sete crimes, cujas penas, somadas, totalizariam 59 anos de prisão.
    A estimativa feita na época era que US$ 6,5 milhões tinham sido transferidos para pagar gastos pessoais de Fernando Collor em 33 meses de mandato.
    No relatório, o senador considerou que o comportamento do presidente fora incompatível com “a dignidade, a honra e o decoro do cargo e chefe de Estado”.
    Tentando permanecer no Planalto, Collor amparou-se numa farsa batizada por seu secretário, Cláudio Vieira, de Operação Uruguai. O presidente alegou que havia conseguido um empréstimo de 5 milhões de dólares com uma empresa de Montevidéu – e assim obtido o dinheiro com que pagava suas contas. O plano da Operação Uruguai falhou porque Sandra Oliveira, secretária da empresa ASD, do empresário Alcides Diniz, declarou na CPI ter presenciado reuniões nas quais os documentos apresentados por Collor em sua defesa foram forjados. O relatório da CPI apontou as ligações de Collor com o esquema e, em 1º de setembro, um pedido de impeachment foi entregue à Câmara. Vinte oito dias mais tarde, o pedido foi aprovado na Câmara. Encaminhado ao Senado, foi votado em tempo recorde: bastaram duas horas para que Collor fosse afastado do cargo.

    Junho de 1993:
    PC foge.
    Após um juiz da 10ª Vara Federal de Brasília decretar a prisão preventiva de Paulo César Farias por crime de sonegação fiscal, ele fugiu para Buenos Aires em um bimotor conduzido pelo piloto Jorge Bandeira de Mello, seu sócio na empresa de táxi aéreo Brasil-Jet.

    Outubro de 1993:
    PC é localizado em Londres.
    Após a fuga para Buenos Aires, em junho, PC Farias só foi localizado em outubro, em Londres. A Justiça inglesa decretou então a prisão preventiva de PC, que fugiu novamente, desta vez para Bangcoc, na Tailândia.
    Em novembro, foi capturado pela polícia tailandesa e enviado a Brasília, onde foi preso.
    PC foi julgado e condenado a quatro anos de prisão por sonegação fiscal e a sete anos por falsidade ideológica. Cumpriu um terço da pena e, em 28 de dezembro de 1995, recebeu liberdade condicional.

    Portanto, Souza, houve, sim, casos de corrupção no governo Collor que, no entanto, a soma de todos esses mencionados não chegam perto do confisco da poupança e do dinheiro do cidadão brasileiro.
    Simplesmente este crime, a meu ver, é o mais grave levado a efeito contra o povo na história republicana brasileira.
    Um abraço, gaudério.

  7. Newton;
    Afora a demora para que o comentário seja “aceito”, e tu bates várias vezes na tecla “Enter”, acontece a repetição involuntária do texto.
    Peço perdão pela duplicidade do comentário, mas a questão é técnica e não intencional.
    Obrigado pela compreensão tua e dos demais comentaristas.

  8. Conterrâneo Bendl. Boa tarde,Esqueceu de “DIZZER”,Fernando Collor,foi absolvido pelo STF,Dê tudo,por, absoluta FALTA de Prova. Com exceção do Min.Marco Aurélio Melo,Deu-se por impedido.Os demais Min. não foram de sua indicação,portanto,não tiveram qualquer,(digamos assim),constrangimento de julgá-lo. Me perdoa, se estou sendo mal educado,sua pesquisa,e dar inveja aos ARAPONGAS do SNI. Gostaria por questão justiça,(equilíbrio). Faça pesquisa dos governos FHC,LULA e os Companheiros…

    Repito,não votei no Collor,não sou seu cabo eleitoral,não recebi nenhuma propina p/defende-lo.

    obrigado…abs.

  9. Souza,
    Não preciso pesquisar sobre FHC, Lula e Dilma, desnecessário.
    Quanto ao que apresentei de Collor foi em decorrência do que afirmaste acima, então só poderia ter sido o meu comentário referente à corrupção flagrada no governo do ex-presidente.
    Sobre ter sido inocentado no STF não esclareceste quais foram as acusações, mas lembro que a punição maior que o senador alagoano recebeu foi o impedimento que, habilmente, minutos antes renunciou à presidência para fugir dos oito anos que ficaria impossibilitado de se candidatar à vida pública, que não surtiu efeito, pois teve os seus direitos políticos suspensos por aquele período.
    O meu recado é apenas um:
    Não existe ex-mandatário, de prefeito a presidente, que mereça a nossa defesa, pois todos, invariavelmente, praticaram seus atos ilícitos. Uns mais e outros menos. Collor cometeu o mais grave, em meu juízo, o confisco.
    Outro abraço, e espero que não se crie nesta tomada de posição minha e tua uma possível desavença, caso contrário deveremos ser severamente punidos por nos tornarmos inimigos ou desafetos por causa de bandidos, por favor!

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