Dilma mentiu ao dizer que não foi alertada sobre a crise

Valdo Cruz
Folha

 

O mea-culpa tardio da presidente Dilma, que admitiu ter errado na avaliação da gravidade da situação econômica durante a campanha eleitoral de 2014, causou mal-estar entre ex-assessores de seu primeiro mandato.

Pelo menos três auxiliares ouvidos pela Folha nesta terça-feira (25), que integraram a equipe de Dilma no primeiro mandato, disseram que a presidente foi alertada de que era preciso fazer ajustes na economia no ano passado.

Os alertas, recordam, vinham inclusive de fora do governo, como do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendia mudanças na política econômica e pediu à sucessora a troca do ministro Guido Mantega (Fazenda).

As críticas de Lula à política econômica da presidente Dilma vieram num momento em que o país registrava, no segundo trimestre de 2014, uma retração de 1,4% do PIB (Produto Interno Bruto).

Um dos assessores destaca, inclusive, que a própria presidente reconheceu que teria de fazer ajustes na economia ao “demitir”, no início de setembro, o ministro Guido do seu segundo mandato.

NECESSIDADE DE AJUSTES

O auxiliar diz que, na época, Dilma, em conversas internas, fez questão de deixar claro que Mantega não seguiria no segundo mandato como sinalização ao empresariado e também a Lula de que reconhecia a necessidade e faria ajustes na política econômica caso fosse reeleita.

O movimento foi feito num momento em que o empresariado ensaiava abandonar a candidatura de Dilma Rousseff e aderir à oposição.

Outro assessor lembra, em defesa de Guido Mantega, que o então ministro da Fazenda e sua equipe sugeriram à presidente medidas para reduzir gastos públicos antes do início da campanha eleitoral do ano passado, como mudanças no pagamento do seguro-desemprego, abono salarial e das pensões.

As medidas visavam reduzir as despesas com estes benefícios para melhorar o resultado das contas públicas, que já apresentavam sinais de fechar o ano com déficit, mas a presidente preferiu postergar as medidas para depois das eleições.

Em dezembro do ano passado, antes de deixar o governo, a equipe de Mantega apresentou as medidas, anunciadas como as primeiras do ajuste fiscal do segundo mandato e que foram aprovadas neste ano.

PEDALADAS FISCAIS

Ao contrário do que diz a presidente, de que as dificuldades na economia só ficaram mais claras em novembro e dezembro de 2014, os ex-auxiliares lembram ainda que já no final do primeiro semestre o governo era obrigado a recorrer às chamadas pedaladas fiscais para melhorar artificialmente o resultado das contas públicas.

Na época, o Tesouro começou a intensificar o uso de bancos públicos para bancar o pagamento de benefícios como seguro-desemprego e Bolsa Família diante da falta de recursos em caixa.

Mesmo assim o governo federal fechou o ano com um déficit primário de R$ 17,2 bilhões, equivalente a 0,34% do PIB (Produto Interno Bruto), o primeiro desde 1997.

Além disto, sinalizando descontrole no combate à inflação, o IPCA fechou 2014 em 6,41%, quase no teto da meta, de 6,5%. E a economia ficou praticamente estagnada num ano eleitoral, com crescimento de 0,15% do PIB.

18 thoughts on “Dilma mentiu ao dizer que não foi alertada sobre a crise

  1. Percebe-se que nas atuais circunstâncias nada mais pode ser descartado. O governo comunista teve como objetivo deixar ao longo desta década e conseguiu criar uma sociedade perturbada mentalmente. Tem que prender o articulador de todas essas operações: o Luladrão que só acontece nos países participantes do Foro de São Paulo.

  2. Com tanto roubo, corrupção e demagogia instalados neste país desde 2003. Não dá para acreditar em nada que qualquer petista fale. Felizmente, este partido vai desaparecer. Ontem foi divulgado neste site que um deputado feral do pt de Minas vai sair do partido. Hoje, Paulo Paim como divulgado esta conversando com o PSB.

  3. Dora Kramer fragmento de artigo publicado no Jornal do Brasil, 18 de agosto de 2004:

    “O sindicalista Lula – ao contrário do que parece – não se absteve de estudar. Há relatos – nunca desmentidos – de sua preparação em cursos de AFL CIO, as centrais sindicais norte-americanas, quintessência do peleguismo e do anti-esquerdismo em geral e na John Hopkins University, em Baltimore, Estados Unidos (em 1972 ou 73), onde teria feito um curso de liderança sindical, desenhado sob medida para parecer de esquerda, apenas parecer, mas servir ao sistema dominante. Merece um doutorado honoris causa, ou seria horroris causa? E, além disso, já como diretor do sindicato dos Metalúrgicos, cursou o Instituto Interamericano para o Sindicalismo Livre, (Iadesil), sustentado pela CIA e passou a adotar sua própria “agenda”, livrando-se do próprio irmão, o Frei Chico, quadro do Partido Comunista.”

    Mário Garnero, testa de ferro do Barão Rothschild no Brasil conta sobre o “Lula Secreto”

    Mistério (e suspeita) na gênese desse lider politico

    “Um dos grandes mistérios da história politica brasileira é compreender por que, afinal, os próceres do regime militar deixaram um jovem e desconhecido metalúrgico Luís Inácio da Silva, sem origem partidária e sem referência, sem grandes articulações, de repente se transformar em grande líder. Lula tem estrela? Sorte? É um predestinado? Ou teria sido construído, meticulosamente, nos arquivos secretos da ditadura? Fala-se inclusive, entre os militares da repressão, que Lula seria invenção do general Golbery do Couto e Silva, em armação com o empresário Mario Garnero. Será? Esta última possibilidade, a de haver um “Lula Secreto”, sempre foi aventada, mas nunca provada.

    Recebi tempos atrás (de Alfredo Pereira dos Santos) cópia do capitulo de um livro de autoria do próprio Mário Garnero, “JOGO DURO”, relatando sua relação com Lula nos anos 70. O livro, já esgotado, foi editado pela Best Seller em 1988. O depoimento em questão vai da página 130 à 135. “Alguém já estranhou o fato do Lula jamais ter contestado o que o Garnero disse no livro nem tê-lo processado?”, indaga Alfredo Pereira Santos, autor da digitalização do trecho.

    Um dos motivos para a recusa de Garnero em comentar o assunto pode se dar ao fato de que quase 20 anos depois de ter sido banido do mercado financeiro, Mário Garnero voltou ao centro do poder abraçado ao governo Lula. À frente dos presidentes do Senado, José Sarney, e do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, dos ministros Dilma Rousseff e Ciro Gomes e de sete governadores, foi anfitrião das autoridades e dos 300 empresários presentes em seminário no ano de 2004.
    Foi em 2002 que Garnero entrou em ação e ofereceu seus serviços para aproximar o PT e os banqueiros internacionais. Uma resposta ao tal “lulometro”, um índice de desconfiança do capital estrangeiro com a possível eleição de Lula a presidência.

    Garnero até articulou uma viagem de José Dirceu aos Estados Unidos que incluiu desde palestras para investidores no banco Morgan Stanley até visitas a gabinetes de altos funcionários em plena Casa Branca.

    Eis a transcrição de seu livro de 1988:

    “Eu me vi obrigado, no final do ano passado, a enviar um bilhetinho pessoal a um velho conhecido, dos tempos das jornadas sindicais do ABC. Esse meu conhecido tinha ido a um programa de tevê e, de passagem, fez comentários a meu respeito e sobre o Brasilinvest que não correspondem à verdade e não fazem jus à sua inteligência.

    Sentei e escrevi: “Lula…” Achei que tinha suficiente intimidade para chamá-lo assim, embora, no envelope, dirigido ao Congresso Nacional, em Brasília, eu tenha endereçado, solenemente: “A Sua Excelência, Sr. Luiz Ignácio Lula da Silva”. Espero que o portador o tenha reconhecido, por trás daquelas barbas.

    No bilhete, tentei recordar ao constituinte mais votado de São Paulo duas ou três coisas do passado, que dizem respeito ao mais ativo líder metalúrgico de São Bernardo: ele próprio, o Lula. Não sei como o nobre parlamentar, investido de novas preocupações, anda de memória. Não custa, portanto, lembrar-lhe. É uma preocupação justificável, pois o grande líder da esquerda brasileira costuma se esquecer, por exemplo, de que esteve recebendo lições de sindicalismo da Johns Hopkins University, nos Estados Unidos, ali por 1972, 1973, como vim a saber lá, um dia. Na universidade americana até hoje todos se lembram de um certo Lula com enorme carinho

    Além dos fatos que passarei a narrar, sinto-me no direito de externar minha estranheza quanto à facilidade com que se procedeu à ascensão irresistível de Lula, nos anos 70, época em que outros adversários do governo, às vezes muito mais inofensivos, foram tratados com impiedade. Lula, não – foi em frente, progrediu. Longe de mim querer acusá-lo de ser o Cabo Anselmo do ABC, mesmo porque, ao contrário do que ocorre com o próprio Lula, eu só acuso com as devidas provas. Só me reservo o direito de achar estranho..

    Lembro-me do primeiro Lula, lá por 1976, sendo apresentado por seu patrão Paulo Villares ao Werner Jessen, da Mercedes-Benz, e, de repente, eis que aparece o tal Lula à frente da primeira greve que houve na indústria automobilística durante o regime militar, ele que até então era apenas o amigo do Paulo Villares, seu patrão. Recordo-me de a imprensa cobrir Lula de elogios, estimulando-o, num momento em que a distensão apenas começava, e de um episódio que é capaz de deixar qualquer um, mesmo os desatentos, com um pé atrás.

    Foi em 1978, início do mês de maio. Os metalúrgicos tinham cruzado os braços, a indústria automobilística estava parada e nós, em Brasília, em nome da Anfavea , conversando com o governo sobre o que fazer. Era manhã de domingo e estive com o ministro Mário Henrique Simonsen. Ele estivera com o presidente Geisel, que recomendou moderação: tentar negociar com os grevistas, sem alarido. Imagine: era um passo que nenhum governo militar jamais dera, o da negociação com operários em greve. Geisel devia ter alguma coisa a mais na cabeça. Ele e, tenho certeza, o ministro Golbery.

    Simonsen apenas comentou, de passagem, que Geisel tinha recomendado que Lula não falasse naquela noite na televisão, como estava programado. Ele era o convidado do programa Vox Populi, que ia ao ar na TV Cultura-o canal semi-oficial do governo de São Paulo. Seria uma situação melindrosa. “Nem ele, nem ninguém mais que fale em greve”, ordenou Geisel.

    Saí de Brasília naquela manhã mesmo, reconfortado pela notícia de que ao governo interessava negociar. Desci no Rio com as malas e me preparei para embarcar naquela noite para uma longa viagem de negócios que começava nos Estados Unidos e terminava no Japão. Saí de Brasília também com a informação de que Lula não ia ao ar naquela noite.

    Mas foi, e, no auge da conflagração grevista, disse o que queria dizer, numa televisão sustentada pelo governo estadual. Fiquei sabendo da surpreendente reviravolta da história num telefonema que dei dos Estados Unidos, no dia seguinte. Senti, ali, o dedo do general Golbery. Mais tarde, tive condições de reconstituir melhor o episódio e apurei que Lula só foi ao ar naquele domingo porque no vai-não-vai que precedeu o programa, até uma hora e meia antes do horário, prevaleceu a opinião de Golbery, que achava importante, por alguma razão, que Lula aparecesse no vídeo. O general Dilermando Monteiro, comandante do II Exército, aceitou a argumentação, e o governador Paulo Egydio Martins, instrumentado pelo Planalto, deu o nihil obstat final ao Vox Populi.

    Lula foi a peça sindical na estratégia de distensão tramada pelo Golbery – o que não sei dizer é se Lula sabia ou não sabia que estava desempenhando esse papel. Só isso pode explicar que, naquele mesmo ano, o governo Geisel tenha cassado o deputado Alencar Furtado, que falou uma ou outra besteira, e uns políticos inofensivos de Santos, e tenha poupado o Lula, que levantava a massa em São Bernardo. É provável que, no ABC, o governo quisesse experimentar, de fato, a distensão. Lula fez a sua parte.

    • kkkkkkkk. Quantos “cumpanheiros” o Lula traiu. E quantos morreram em decorrência das denúncias por ele feitas?
      Onde está a comissão da verdade?

      • Prezado Paulo_2,

        Como você pode ler na extensa matéria que colhi sobre o maior traidor dos metalúrgicos, que foi Lula, ele usou os metalúrgicos, manipulou as greves, tudo de acordo com Golbery do Couto e Silva. Fala-se que ele, ferrenho anti-comunista, que por isso até descartou a presença do próprio irmão, Frei Beto, era também um espião da ditadura no meio operário que ele manipulava. Aos que para seu entendimento eram julgados “comunistas” ele os entregava ao DOI-CODI. Não há como quantificar quantos ele entregou.

        Mas se você tiver paciência de ler o que recolhi de documentação logo acima, verá que Lula foi treinado por Golbery, pelos Pelegos norte-americanos e pela CIA para fazer frente ao prestígio de Brizola e para polarizar em torno dele os operários que a ditadura temia que viessem a simpatizar com o comunismo.

        Enfim, Lula, de grande traidor de sua classe (operária) passou depois a ser um traidor da própria Pátria onde nasceu, entregando as finanças aos banqueiros internacionais e associando-se aos capitalistas brasileiros e norte-americanos. O indigente moral que Lula é está explicado no meu comentário acima.

        Saudações.

    • Pois é, Sr. Luís Hipólito Borges. É preciso fazer o uso da História Recente do Brasil para mostrar que, ao contrário dos que embarcaram na ideia de que Lula e o PT (que se confundem) eram comunistas, o papel de Lula e deste partido foi forjado na ditadura exatamente para combater o comunismo. E tem muita gente que confunde Lula com a esquerda. Falta de conhecimento da História. Lula e o PT foram criados pela CIA, em em cursos de AFL CIO, das centrais sindicais norte-americanas, quintessência do peleguismo e do anti-esquerdismo em geral e na John Hopkins University, em Baltimore, Estados Unidos (em 1972 ou 73). No Brasil, pelo DOPS e por Golbery do Couto e Silva, a eminência parda da Ditadura Militar. Mal sabem os anticomunistas que frequentam este blog que Lula sempre foi o seu principal aliado. Deveriam perdoar-lhe pela roubalheira e voltar a votar nele, porque não tem ninguém mais eficiente que ele para afastar do poder os comunistas.

  4. Aqui está, com todas as letras, a política da AFL CIO onde Lula foi fazer curso nos Estados Unidos:

    “International policy[edit]
    The AFL–CIO is affiliated to the Brussels-based International Trade Union Confederation, formed November 1, 2006. The new body incorporated the member organizations of the International Confederation of Free Trade Unions, of which the AFL–CIO had long been part. The AFL-CIO had had a very active foreign policy in building and strengthening free trade unions. During the Cold War it vigorously opposed Communist unions in Latin America and Europe. In opposing Communism it helped split the CGT in France and helped create the anti-Communist Force Ouvriere.[26”

    Com todas as letras no item Política, está escrito “A AFL-CIO vem tendo um papel muito ativo em política externa em construir e aumentando a força (os laços) da união de livre comércio. Durante a Guerra Fria vigorosamente se opôs às uniões comunistas na América e na Europa. Em oposição ao comunismo ajudou a separar (fragmentar) a CGT e criar a Força Operária Anti-Comunista.” que é o que está escrito em inglês aqui : “. During the Cold War it vigorously opposed Communist unions in Latin America and Europe. In opposing Communism it helped split the CGT in France and helped create the anti-Communist Force Ouvriere.[26″”

  5. dilma mentiu, e continuará a mentir, assim como o gerardo pinockiomin que dizia que não ia faltar água, não há racionamento, não há crimes em SP, não há violência,
    Aliás, o Mestre dos Mestres em mentiras criou uma cobrinha perfeita……
    A proposito, quando o Dr, Super-Mega-Hiper-Juiz Moro vai investigar o Roubo do Metrô???

  6. Até o Dr, Super-Mega-Hiper-Juiz Moro investigar todo o roubo praticado no País ele se aposenta e o assalto continua…. O Brasil vai ficar parado até que a mulher sapiens seja deposta. Observe que as tais ‘crises’ só acontece nos países participantes do Foro de São Paulo.

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