Dilma oferece dois ministérios ao PP, que não quer aceitar

 Barros vai esperar a decisão da Comissão do Impeachment

Valdo Cruz, Ranier Bragon e Débora Álvares
Folha

No balcão de ofertas aberto após o rompimento com o PMDB, o governo federal ofereceu ao PP o Ministério da Saúde, um dos principais da Esplanada, e uma troca de ministro na Integração Nacional, já comandada pelo partido. O objetivo é tentar evitar o desembarque da quarta maior bancada da Câmara dos Deputados.

A Folha apurou que a negociação é para tornar o deputado Cacá Leão (PP-BA) o novo ministro da Integração Nacional no lugar de Gilberto Occhi, que tem menor representatividade na bancada de 49 deputados. Occhi assumiria a presidência de alguma estatal ou autarquia federal.

A Saúde ficaria com o deputado Ricardo Barros (PP-PR).

Em reunião realizada na manhã desta quarta-feira (30), no gabinete do presidente do partido, Ciro Nogueira (PI), o partido decidiu marcar para o dia 11, véspera da votação do impeachment na Comissão Especial da Câmara, a decisão final se vai ou não permanecer no governo.

AINDA NÃO ACEITOU…

Logo depois da reunião, o deputado Ricardo Barros disse à Folha que não foi convidado para nenhum ministério e que nem poderia discutir qualquer assunto relacionado a isto porque seu partido decidiu marcar reunião para o dia 11 para decidir sua posição sobre o impeachment.

A Folha apurou, porém, que o nome de Barros faz parte da lista que o Palácio do Planalto montou para tentar garantir a manutenção do PP na base aliada e, com isto, evitar a abertura do impeachment.

Ciro se encontrou na terça-feria (29) com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comanda os entendimentos para tentar barrar o impeachment de Dilma Rousseff.

A Saúde é comandada hoje pelo deputado licenciado Marcelo Castro (PMDB-PI), cuja permanência se tornou difícil após a decisão do PMDB de romper com o governo

Além do PP, PR, PSD e outras legendas menores, como o PTN e o PHS estão sendo procuradas pelo governo com a proposta de ocupar o espaço que será aberto com a entrega de ministérios e cargos pelo PMDB.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGTradução simultânea: o PP se sente honrado com o generoso oferecimento, feito pessoalmente por Lula ao senador Ciro Nogueira, mas o partido já se acertou também com o PMDB. Por isso, vai esperar até o dia 11 para decidir se vai ou fica. Ou seja, se a Comissão recusar o pedido de impeachment, o PP aceita os dois ministérios e os outros cargos de segundo escalão etc. e fica no governo. Porém, se a Comissão aceitar o impeachment, o PP inteiro (49 deputados) se alia ao PMDB e vota contra Dilma. (C.N.)

5 thoughts on “Dilma oferece dois ministérios ao PP, que não quer aceitar

  1. Não entendo, as declarações de Dilma Rousseff de que não houve crime de responsabilidade, mas o que o TCU julgou por unanimidade, será que ela está louca, fala cada besteira e insiste que não houve crime de responsabilidade, é um absurdo, não fala coisa com coisa, o desespero para permanecer no poder é inacreditável, está metendo os pés pelas mãos, o Brasil não pode ficar a mercê deste desgoverno.

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