Dilma recebe herana maldita criada por seu prprio governo

Joo Valadares e Grasielle Castro
Correio Braziliense

Daqui a trs semanas, a presidente Dilma Rousseff (PT) inaugura a prxima gesto sem ter conseguido se livrar de um dos maiores escndalos de corrupo da histria do Brasil. A lama que ainda mina da Petrobras atravanca o to propagado governo novo, ideias novas. A presidente, que pretendia aproveitar o incio do mandato para tentar emplacar as reformas prometidas e colocar novamente o Brasil no trilho do crescimento, recebe das prprias mos uma herana maldita. Leva para o novo mandato o derretimento contnuo da maior empresa brasileira, as implicaes criminais de companheiros de partido e o desgaste poltico decorrente das denncias sem-fim de desvios bilionrios.

Para piorar o incio da nova gesto petista, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai autorizar, no comeo do ano, a abertura de inquritos contra as dezenas de polticos, grande maioria da base aliada, envolvidos no esquema criminoso entranhado na petroleira. Os nomes de ministros, senadores, ex-governadores e deputados foram delatados pelo doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, considerados os lderes da organizao criminosa.

INCIO COMPLICADO

O professor de cincia poltica Paulo Calmon, da Universidade de Braslia (UnB), prev um incio de governo complicado. Ele avalia que a presidente perde a janela de oportunidade que se abre no incio de todas as gestes. Normalmente, h um espao para os reeleitos, uma janela de oportunidade no incio do governo, para novas iniciativas num perodo de mais boa vontade e disposio. uma janela que se abre para mudanas importantes, para se fazer ajustes.

Calmon alerta que o esquema criminoso descoberto na estatal fecha esta oportunidade. O escndalo da Petrobras afeta este momento e torna bem mais difcil que se aproveite este incio de governo, com uma nova equipe no ministrio, um novo Congresso, para fazer as mudanas planejadas.

Governistas ouvidos em reserva pelo Correio afirmaram de maneira unnime que o incio da nova gesto ser apenas para enxugar gelo. Um senador petista declarou, reservadamente, que no h como a presidente tocar as reformas com um escndalo desta dimenso em seu quintal. Para ele, no existe clima poltico para isso.

H o temor de que a carga de denncias contra o tesoureiro do PT, Joo Vaccari, possa aumentar e jogar o Planalto no centro do escndalo. Vaccari foi acusado pelos delatores de ser o homem do PT responsvel pela arrecadao dos recursos desviados na petrolfera para irrigar os cofres do partido e, consequentemente, campanhas polticas. Ele esteve frente da contabilidade da campanha vitoriosa da petista.

6 thoughts on “Dilma recebe herana maldita criada por seu prprio governo

  1. Palpites e temores, no faltam.

    Bom proveito, aclamada gestora do Barba, que anda escondidinho.

    A encrenca ,se que ela pode piorar, fica por conta da quase falncia da maior empresa do pas, transformada em outra lojinha…

    Vai que a presidente do Conselho de Administrao da Petrobras, seja convocada pelo Ministrio Pblico…

  2. Noticia de hoje, do Blog Veja Mercados (de Geraldo Samor) na
    Veja.abril.com.br

    18/12/2014 s 7:39 \ Petrleo, gs e minerao

    *Dilma considera Nildemar Secches na Petrobras*

    A Presidente Dilma Rousseff passou a considerar o nome de Nildemar Secches
    para o comando da Petrobras. Dilma Rousseff
    A Presidente j se convenceu da necessidade de substituir Graa Foster, e
    as duas esperam apenas que Dilma defina o nome e que haja uma trgua nos
    captulos da Operao Lava Jato para que a troca de comando acontea.
    O martelo ainda no est batido, mas na difcil equao de substituir uma
    CEO da absoluta confiana da Presidente com algum capaz de reerguer a
    Petrobras ps-Lava Jato, o nome de Secches atende a dois requisitos
    importantes: respeitado por Dilma e pelo mercado.
    Secches foi CEO da Perdigo de 1994 a 2007, indicado para o cargo pelos
    acionistas majoritrios da companhia: Previ, Petros e BNDES.
    Sua carreira marcada por uma srie de eventos em que ele demonstrou
    habilidade poltica e capacidade de execuo dois atributos
    imprescindveis para a cadeira mais sensvel da Avenida Chile, onde fica a
    sede da Petrobras.
    Junto com o empresrio Eggon Joo da Silva, um dos fundadores da WEG,
    Secches foi responsvel pela transformao da Perdigo, ento uma empresa
    familiar beira da falncia, numa corporao aclamada por sua governana
    corporativa exemplar, posio financeira slida e taxas de crescimento
    robustas. Exatamente o que a Petrobras precisa.
    Em 2006, Secches resistiu oferta de aquisio hostil feita pela Sadia.
    Dois anos depois, quando a Sadia perdeu 2,5 bilhes de reais com
    derivativos cambiais, Secches, j no conselho da Perdigo, liderou a oferta
    pela arquirrival e ganhou a parada.
    Foi presidente do conselho da BRF, a empresa resultante da fuso, at
    2013, quando foi substitudo no cargo pelo empresrio Abilio Diniz, numa
    articulao liderada pela Tarpon Investimentos e apoiada por outros
    acionistas.
    Para alm da BRF, Secches tem ampla penetrao no mundo empresarial.
    conselheiro de cinco companhias: Iochpe-Maxion, Ultrapar, WEG, Ita
    Unibanco e Suzano Papel e Celulose.
    Antes de sua carreira como executivo, Secches trabalhou no BNDES de 1972 a
    1990, e foi diretor do banco entre 1987 e 1990.
    Seu currculo acadmico ecltico. formado em engenharia mecnica pela
    Universidade de So Paulo, unidade de So Carlos, fez mestrado em finanas
    na PUC do Rio e doutorado em economia pela Unicamp.

  3. DEU NA INTERNET

    ***
    GOVERNO PREPARA VOLTA DA CPMF E LULA FAR PRESSO, DIZ DEPUTADO

    O governo federal est trabalhando para o retorno da CPMF, o enterrado e conhecido imposto do cheque, e o Planalto tambm estuda o retorno da CIDE, a tarifa em cima do litro de combustvel.

    O deputado federal Jernimo Goergen (PP-RS) quem coloca a boca no trombone.
    Acabo de ser procurado por um deputado do PT para assinar projeto de iniciativa da Cmara. Alm de tudo, o governo no tem coragem de bancar a proposta. E o pior que o ex-presidente Lula sair em campanha pela aprovao, entrega Goergen.

    Diante da recesso tcnica e de polticas paliativas sem resultado, o governo precisa aumentar a arrecadao e a rdua misso ficar com o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
    ***

    uma tima notcia, especialmente para 54.501.118 comparsas/cmplices/OTRIOS

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