Dilma se compromete a combater violência contra catadores e moradores de rua, mas esquece o resto da população.

Flávia Albuquerque (Agência Brasil)

A presidenta Dilma Rousseff assumiu o compromisso de se empenhar durante o próximo ano no combate à violência contra moradores de rua e catadores de material reciclável. Durante o Natal dos Catadores, encontro anual que reúne integrantes do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis e do Movimento Nacional da População em Situação de Rua, na capital paulista, Dilma considerou inadmissível que essas pessoas continuem sofrendo atentados e sendo mortas no país.

Dilma em tempo de Natal

“Defendemos o Plano Brasil Mais Seguro. É preciso uma parceria entre os governos dos estados e municípios e o federal. No governo federal não temos Polícia Militar, mas nossa ação é dar suporte para os estados e municípios. Gostaria que no ano que vem, quando chegássemos aqui, disséssemos que conseguimos realizar todas as reivindicações.”

Dilma ressaltou a necessidade de combater também a impunidade. “Proponho a participação de todo o governo na questão. Mas só tem um jeito de combater a impunidade, que é mobilizando a sociedade e as igrejas. Não só a católica, mas a evangélica, a espírita. Também é importante a presença do Ministério Público nesta questão.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGRealmente, é louvável a preocupação da presidente da República com os moradores de rua e os catadores. Mas não se pode esquecer o restante da população. Na última sexta-feira, como faço sempre na véspera de Natal, fui visitar uma família amiga, em um bairro popular aqui no Rio, o Parque União, na entrada da Ilha do Governador.

Quando cheguei, uma surpresa. A casa estava toda trancada, as crianças não estavam brincando na rua. Motivo: um grupo de fumadores de crack se estabeleceu do outro lado da rua, ocupando a calçada de uma pequena loja, que foi obrigada a fechar as portas. “Agora, vivemos trancados, não temos mais segurança. Eles roubam tudo”, disse minha amiga Amanda.

Como se sabe, os viciados em crack são moradores de rua e, portanto, estão protegidos pelas autoridades. Ao invés de serem removidos e internados compulsoriamente em hospitais especializados, que existem, entre eles o Pinel,  são tratados como se as ruas pertencessem a eles, numa inversão de valores inadmissível. O resto da população que se dane. Como dizia Francelino Pereira: “Que país é esse”? (C.N.)

 

 

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