Dilma se livra de Erenice e vence no primeiro turno

Pedro do Coutto

A pesquisa do IBOPE divulgada pelo Jornal Nacional de sexta-feira e pelo Estado de São Paulo de sábado – ótimo texto de Daniel Bramati – não deixa dúvida quanto ao desfecho de sucessão presidencial, nesta semana  nas ruas, domingo próximo nas urnas. Dilma deve vencer no primeiro turno. Resistiu bem à explosão chamada Erenice Guerra, livrou-se de seu fantasma, manteve 50 pontos contra 28 de Serra e 12 de Marina Silva. São portanto 50 pontos contra 40. O Vox Populi, através do Jornal da Band, apontou vantagem ainda mais larga. Os  indecisos são apenas 5%. Os que vão anular 4. O recuo da ex-ministra foi pequeno. O avanço do ex-governador paulista também.

Não parece haver espaço capaz de alterar o panorama hoje visto da ponte. Lula elege a sucessora, primeira mulher a presidir o país.Enquanto isso, para o Senado pelo Rio de janeiro, consolidam-se as candidaturas de Lindberg Farias e Marcelo Crivella. Subiram na entrada da reta de chegada. Cesar Maia e Jorge Piciani desceram. Para o governo estadual, Sergio Cabral Filho disparou ainda mais. Sua reeleição no primeiro turno é assunto liquidado. Fernando Gabeira encontra-se a anos luz de distãncia. Deve disputar novamente a Prefeitora carioca no pleito de 2012.

Em São Paulo, Geraldo Alckmim mantém a ponta, Aloísio Mercadante pode diminuir a distãncia, mas não ameaça  o tucano. Em Minas Gerais, segundo colégio eleitoral do pais – o RJ é o terceiro – pelo IBOPE, Antonio Anastasia alcançou 42 pontos contra somente 32 de Hélio Costa. Sobe inclusive à medida em que descem os indecisos. Estes são muitos na terra de JK e Tancredo Neves. Atingem 19%, ao passo que no planpo nacional são 5%.

Assim o que se constata? Constata-se que as opções oferecidas aos eleitores brasileiros motivaram bem mais do que as alternativas mineiras. Caso contrário, o índice de vacilação em Minas não estaria tão alto como está. Aécio Neves aproximadamente 70% elege-se para o Senado, segunda vaga para Itamar Franco com 44 pontos. Fernando Pimentel em terceiro registrando 27.

Vitória espetacular do ex-governador que dessa forma se habilita para o processo sucessório de 2014. Poderá, sem risco de  perder a cadeira, tentar finalmente seu vôo rumo ao Palácio do Planalto.

Enfrentará Dilma ou então o próprio Lula da Silva, que bateria seu próprio recorde mundial tentando a presidência pela sexta vez. Mas as projeções quanto ao futuro, em política, não só na política, na ciência matemática também, são sempre precárias. O senador Magalhães Pinto foi quem definiu bem: a política é como a nuvem. Muda de direção a todo momento. Nem por isso, entretanto, deve-se deixar de pensar nas tendências de hoje que podem ou não se confirmar amanhã.

De qualquer forma, não devem surgir lideranças novas das urnas do dia 3. Perdendo em São Paulo, Mercadante fica fora de cogitação para o primeiro plano. Se perdendo no Paraná para Osmar Dias, Beto Richa, do PSDB, não ultrapassa a barreira do estado. Tarso Genro vence no Rio Grande do Sul, porém não faz sombra a Lula. O quadro nacional fica restrito a muito poucas hipóteses. Entre elas, não se pode descartar, a representada pelo governador Sergio Cabral, eleito em 2006, reeleito disparado agora em 2010. O PMDB terá de incluí-lo entre os poucos astros de sua constelação.

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