Dilma tem que reforçar ministério para superar crise

Pedro do Coutto

Nesta altura dos acontecimentos, nos quais se refletem com intensidade os inquéritos na Petrobrás e o que eles vêm revelando, não basta a presidente Dilma Rousseff adotar o critério de formar seu novo ministério apenas considerando as indicações partidárias da base aliada no Congresso. Esta escala é importante, mas exige que os nomes escolhidos sejam de peso e por suas qualidades refletirem na opinião pública a favor da imagem do governo.

A crise incluindo delações premiadas em série e até acusações procedentes da Holanda aprofundou-se consideravelmente e passou a exigir do Executivo uma resposta proporcional aos questionamentos. Estes são muitos e chegaram a um nível politicamente insuportável, sobretudo em função dos montantes de desvios que ocorreram. Alguns acusados dispõem-se a devolver, caso de Pedro Arbusco e Paulo Roberto Costa mais de 120 milhões de dólares, volume impossível de ser acumulado em decorrência dos vencimentos recebidos por ambos.

Dirigentes de Empresas Empreiteiras encontram-se presos no Paraná e o país vive uma fase de absoluta perplexidade, construída pela convergência de interesses de representantes da administração da estatal, empresas empreiteiras e políticos beneficiados pela trama. Neste final de semana a Revista Veja publicou reportagem sobre um personagem que se apresentou como distribuidor da propina. Mas isso não reduz a responsabilidade dos agentes da corrupção e de seus destinatários nacionais e internacionais. Entre eles doleiros vinculados ao sistema de operações bancárias no exterior.

TRANSPARÊNCIA

O governo para ir ao encontro da opinião pública precisa agir com firmeza, objetividade e transparência, sob pena de ser envolvido pelas sombras dos atos ilícitos. Para tanto não basta um ministério qualquer, exige-se um ministério especialmente constituído capaz de recuperar a credibilidade da administração junto a sociedade brasileira e também em relação ao cenário internacional. Está em jogo não só a estrutura da maior empresa brasileira, mas também a estrutura do próprio governo. Faltam poucos dias para o processo de escolha na medida em que se aproxima a passagem do primeiro para o segundo mandato da atual presidente da República.

6 thoughts on “Dilma tem que reforçar ministério para superar crise

  1. O antídoto para se combater efetivamente a corrupção no Brasil seria a instituição da carreira de “contabilidade pública”, profissionais concursados vinculados à Autarquia independente do Poder Executivo, como existente em países que “apresenta baixo nível de corrupção”. A CGU seria o embrião desse órgão, entretanto está vinculado politicamente à presidência, por isso, limitada em seu poder de “auditoria pública”. O TCU, a despeito da qualidade seu “corpo técnico” é um órgão a mercê das conveniências políticas de quem controla o Poder Legislativo.

  2. Não há como esse grupo que está no poder recuperar a credibilidade. Que, aliás, nunca mereceu. Não há como desvincular-se da roubalheira, pessoalmente, institucionalmente. Quem tem poder para tanto não deveria esperar mais; impeachment já. O Brasil não merece ser execrado dessa forma, cá e lá fora.

  3. Para REFORÇAR ministérios a Dilma1,99 terá que trazer homens públicos JAPONESES, COREANOS, SUIÇOS, SUECOS, AMERICANOS, ETC

    Os que temos aqui são TODOS, EU DISSE TODOS, C-O-R-R-U-P-T-O-S.

  4. Dilma não tem mais moral para continuar presidente!
    Tanto ela quanto o seu partido, o PT, perderam a ética e dignidade com relação aos episódios da Petrobrás e tantos outros escândalos.
    Dilma não tem mais credibilidade para pedir fiado no armazém do bairro, quanto mais seguir governando o Brasil por mais intermináveis QUATRO ANOS!
    Reitero:
    Se a presidente tivesse honra e vergonha, pediria a sua renúncia.
    Ela não tem como evitar – e por mais manobras que tente com os petistas – ser responsabilizada pelos prejuízos à maior estatal deste País, a sua abrupta desvalorização, o descrédito internacional.
    Dilma não terá como ser poupada das investigações sobre a corrupção e desonestidade que foram avassaladoras na refinaria, e deverá pagar caro pela sua negligência, irresponsabilidade e vistas grossas ao comportamento criminoso de seus diretores, nomeados por ela para administrarem a gigante brasileira!
    Ou renuncia ou será considerada tão desonesta e corrupta como estão sendo acusados as pessoas que tanto divulgava serem de sua inteira “confiança”.
    Bem se vê que precisavam mesmo ser íntimos da presidente, pois eis o resultado desta confiança irrestrita!
    Renuncia, Dilma, para o bem deste País!

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