Dilma trai Suplicy e veta o projeto dele de combate à pobreza

Dilma sepultou de vez a carreira de Suplicy

Priscilla Mendes
Do G1, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff vetou integralmente nesta quarta-feira (31) projeto de autoria do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) que criava uma linha oficial da pobreza no país. O projeto era uma das principais bandeiras da vida política do petista e tramitava no Congresso Nacional há 15 anos. O texto foi aprovado no último dia 10, pouco antes de ele se despedir do Senado Federal.

Suplicy foi derrotado nas urnas em outubro após 24 anos como senador por São Paulo. Em seu lugar, foi eleito o ex-governador José Serra (PSDB-SP).

O projeto determinava que a linha oficial da pobreza seria o rendimento mínimo necessário “para que um grupo familiar ou uma pessoa que viva sozinha possa adquirir os bens e serviços necessários para uma vida digna”, dizia o texto, que era composto por apenas quatro artigos.

Ainda conforme o projeto, as políticas públicas de erradicação da pobreza deveriam conter “metas nacionais e regionais” de redução do número de famílias que estejam vivendo abaixo dessa linha de pobreza.

O texto, porém, não fixava um valor da linha de pobreza nem determinava quais medidas específicas o governo deveria adotar para evitar que pessoas vivessem abaixo dessa faixa.

SONHO DE SUPLICY

A matéria, que data de 1999, foi aprovada em 10 de dezembro pelo Senado após ter passado pela Câmara dos Deputados em 2011. Em novembro, recebeu parecer favorável da Comissão de Direitos Humanos do Senado e, desde então, Suplicy vinha pressionando para que o projeto fosse votado pelo plenário ainda em 2014.

Na mensagem de veto, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (31), a presidente Dilma diz que “apesar do seu mérito”, o projeto não leva em conta outras políticas públicas voltadas à erradicação da pobreza, como o Bolsa Família. A presidente ainda argumenta que a linha oficial de pobreza proposta “confunde-se com a política de salário mínimo, podendo resultar em entrave à sua concretização e desenvolvimento”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGÉ como se Dilma estivesse enfiando uma faca no coração de Suplicy, que lutou durante décadas por esse projeto, que é altamente meritório e desde o início era defendido ardentemente por Lula e por todo o PT. O veto presidencial será apreciado pelo Congresso Nacional, que pode rejeitá-lo, fazendo com que a proposta de Suplicy volte a ter validade. Seria uma lição para esta governante incompetente. (C.N.)

11 thoughts on “Dilma trai Suplicy e veta o projeto dele de combate à pobreza

  1. Conheço o Suplicy desde 82, já estive várias vezes com ele, em 90% das vezes ele falava do Renda Mínima. As vezes chegava a ser quase uma mania. Apesar de dar dó, é bom para ele ver como é a cúpula do PT e para de carregar os Padilhas da vida no colo.

    • Corrigindo um comentário que havia feito antes, o projeto de renda mínima foi aprovado em 2004 e continua sem ser aplicado, desde então, por falta de regulamentação da organização criminosa que só se interessa por programas assistencialistas de caráter eleitoreiro, que lhe garanta os votos de cabresto.

  2. Mais um pouco sobre a imprensa petista….
    Luis Nassif: Blogueiro pró governo fecha contrato de R$880 mil com a Petrobras, sem licitação.
    Luis Nassif, blogueiro pró-governo, defensor ardoroso de Lula, Dilma e sua companheirada petista, peemedebista e agregados, recebeu mais uma prenda do governo federal. Segundo o blog Imprensa Marrom, Nassif fechou um contrato sem licitação com a Petrobras no valor de 880 mil reais. Os dados podem ser verificados no site da Petrobras, nos descritivos de despesas. A contratação foi realizada no dia 07/06/2010 e a vigência é até 21/02/2011, tendo como parte contratada a empresa do blogueiro Luis Nassif, “Dinheiro Vivo Agência”, e objeto descrito “Brasilianas”; os números são “4600312034” e “0010016600”.

    Não há mais qualquer dado no site da Petrobras e, desse modo, é impossível saber que tipo de serviço a “Dinheiro Vivo Agência” presta à empresa petroleira a justificar os R$ 880 mil.

    Nassif já foi alvo de críticas por ter sido contratado como pessoa física pela TV Brasil, orgão do governo federal de comunicação sob a batuta de Franklin Martins – o todo poderoso secretário de comunicação do governo Lula. Na emissora, também dispensado de licitação, Nassif recebe 55 mil mensais.

  3. Fiz uma pequena pesquisa e descobri que em 24 anos no senado o Suplicy não tem nenhum projeto em benefício do Estado. Nada a serviço do Brasil.
    Bom, mas não é bem assim, tinha que sair da sua cabeça algum tipo de projeto, mesmo que não vá adiante, mas que mostre que o socialismo existe para dividir riqueza e acabar com as desigualdades.
    Então ele bolou o tal “Renda Mínima”, e alimentou por anos esta ideia “revolucionária”, mas que nunca foi adiante.
    Seu projeto “bondoso” se baseava em fazer uma transferência mensal paga pelo já inchado Estado a todos os cidadãos ricos e pobres.
    Deu pra entender? O projeto do cover de Bob Dylan e John Lennon era dar um dinheirinho todo o mês a cada um dos 202 milhões de brasileiros, não importa a situação socioeconômica do beneficiado.
    É ou não um projeto demagógico e esdrúxulo?
    Imagine, todos os meses pingar 80, 100 ou 150 reais na conta de Sílvio Santos, Eike Batista, Sarney, Roberto Irineu Marinho, Lula, membros da família de Antônio Ermírio de Moraes, José Safra, Abilio Diniz, Jorge Paulo Lemann, Pelé, Xuxa, Faustão e outros bilionários e milionários.
    Êta gente boa! É o típico progressista tupiniquim.

    • O conceito de “renda mínima” é apoiado pelas mais diversas correntes econômicas, desde os keinesianos aos seguidores de Milton Friedman. É um direito de todo cidadão já reconhecido há muito tempo pelas principais nações civilizadas. No debate do congresso, obteve apoio até mesmo de gente reacionária como o falecido ACM.
      Pessoas menos instruídas deveriam aproveitar o tempo ocioso em 2015 para estudar um pouco mais.

  4. Sem atacar a honra do ex-senador, trata-se de alguém que passou 25 anos sem deixar nada. Só dó de suas dificuldades e dos recursos públicos nele aplicados.
    No fundo, recebe o que merece: descobriu (ou ainda descobrirá) como o partido que ajudou a fundar é uma canalha só. Quem age assim com os “irmãos de sangue”, fará o que com os inimigos?
    Suplicy é uma das provas de que o Senado, em boa parte do seu tempo, é uma brincadeira. E que brincadeira cara!
    Ao derrubar o veto de Dillma, o senado estará apunhalando-a com a mesma faca que usou no ex-senador.
    O casal Suplicy é uma perda de tempo muito cara à nação.

    • Caro senador Suplicy,

      Estamos tão tristes quanto o senhor pelo que está sendo feito do nosso país. Vetar o seu projeto de renda mínima é só mais um desprezo à lógica: veja a qualidade dos projetos em educação, o brilhantismo como foi conduzida a economia, a erudição dos novos ministros nas suas respectivas pastas, a ética do toma lá dá cá, a Petrobras … Senador, continuamos precisando muito do senhor, mas em outro lugar, não nesse partido que não guarda nenhuma relação com o que sonhamos algum dia.

      Grande abraço.

  5. Acho que ela tem aversão a pobre, tudo que diz respeito a beneficiar o pobre ela veta, como os R$ 2,00 de aumento ao salário mínimo, esta senhora foi a pior coisa que aconteceu para o Brasil, mas o pobre tem sua parcela de culpa, insistiu no erro, agora ature por mais 4 anos, infelizmente.

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