Dilma transformou Guido Mantega num morto-vivo, uma espécie de zumbi sem palmares

Carlos Newton
Para a presidente Dilma Rousseff, que decididamente não foi contemplada com o dom da oratória, dar entrevistas à imprensa e participar de debate são atividades que exigem um sacrifício realmente enorme. Tem de prestar atenção em tudo, pensar no que vai dizer, não pode falar nenhuma bobagem, é um inferno.
Nessa reta final de campanha, a situação não está nada fácil. Em busca da recuperação dos votos perdidos, Dilma Rousseff se vê obrigada a dar seguidas entrevistas, que acabam complicando sua vida. Na semana passada, por exemplo, numa entrevista em Fortaleza, Dilma foi questionada especificamente sobre o futuro do ministro Guido Mantega, titular da Fazenda, caso vença as eleições. “Eleição nova, governo novo, equipe nova”, disse a presidente e logo tentou remendar:
“Quero dizer o seguinte. Só faço uma coisa. Não nomeio ministro em segundo mandato. Eu não fui eleita. Como é que eu saio por aí nomeando ministro? Não sei se vocês lembram quando sentaram na cadeira antes da eleição”, completou a presidente, numa referência a Fernando Henrique Cardoso, que sentou na cadeira de prefeito de São Paulo às vésperas das eleições de 1985 e acabou derrotado em seguida por Jânio Quadros.
A repercussão foi a pior possível. Mantega ficou completamente desprestigiado. Só não pede demissão porque é um homem sem fibra, que se agarra ao poder como uma ostra. chega a ser patético. Hoje, é um ex-ministro, uma espécie de morto-vivo no Planalto, onde ninguém lhe dá mais a menor confiança.
REPETINDO A DOSE…
No domingo, em entrevista coletiva de imprensa no Palácio do Alvorada, a presidente Dilma Rousseff voltou a ser abordada a respeito de Mantega e confirmou que, se reeleita, contará com uma nova equipe no governo. Mas ressalvou que não vai anunciar os nomes dos novos ministros durante o atual mandato. E contou novamente o caso de FHC, que sentou na cadeira antes da eleição.
“Um governo novo fará uma equipe nova. As pessoas que vão compor essa equipe podem vir do governo anterior, mas é uma nova equipe. Meu querido (em referência ao jornalista que fez a pergunta), eu não vou discutir minha equipe de governo e nem escalar nessa altura do campeonato. Eu não vou indicar ministro antecipadamente. Acho que isso é sentar na cadeira antes. Eu não vou fazer isso, porque dá azar. Vou conversar sobre o meu ministério em 1º de janeiro de 2015, caso eu seja eleita. Alguns poderão ficar, outros eu irei trocar”, disse Dilma, visivelmente atrapalhada.
E assim ela deixou Guido Mantega com um encontro marcado com o fracasso. Hoje ele é um ministro sem pasta, uma espécie de zumbi sem palmares, que ao anoitecer se esgueira pelos jardins da Esplanada dos Ministérios, a cantar “Ninguém me ama”. Um cena verdadeiramente triste. Mas cadê coragem para pedir demissão?

11 thoughts on “Dilma transformou Guido Mantega num morto-vivo, uma espécie de zumbi sem palmares

  1. Ah, meus Deus, que lástima.
    Olha a linguagem de uma Presidente em entrevista à imprensa.
    Linguagem, ou sei lá, PALAVREADO DE BOTEQUIM.
    Que saudades de outros tempos.
    Milton Campos, Ulysses Guimarães, Prado Kelly, Gustavo Capanema, Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda, Bilac Pinto ,
    Salgado Filho, Lúcio Bitencourt, e tantos e tantos outros.
    Se respeitavam , e, também ao eleitor.
    E, também a Lingua Pátria.
    Mais, mais e mais… Concorda, Carlos Newton?

  2. Aqui no sul, quando alguém fala desta maneira, dizemos que a pessoa é “grossa”. É uma expressão que define a incapacidade de alguém verbalizar o que sente ou que pretende transmitir como ideia e termina dizendo bobagens ou grosserias.

    Tenho tentado mostrar, por onde ando, que para oportunizar a todos o que o mundo oferece, os “pedagogos de ocasião” baixam e pedem para todos baixarem seu nível cultural afim de que a maioria, sem cultura e sem vontade melhorá-la, consigam entender e participar.

    Alem de desconhecer o que conhecemos como a “liturgia do cargo”, dona Dillma não se coordena, no que faz e no que fala.

    Mantega, herdado de Lulla, bem que poderia tomar uma dose se “semancol”, pedir para ir ao banheiro e sumir. Certamente tem alguma competência, não muita, mas maior do que Dillma tem. Com o segredos que detém, terá emprego em inúmeros lugares. basta saber se tem amor próprio.

  3. Excelente texto,Carlos Newton.
    Ela diz ter doutorado em economia. Como é que uma pessoa se diz possuidora de curso superior, por mais “peba” que seja o curso, tem tanta dificuldade de se expressar num Português compreensivo.
    Será que ela não se manca, e não ver que está sendo ridícula.
    Pobre do Brasil!

    PS. “Peba”, aqui no nordeste, é uma gíria que significa: fraco, ruim, sem capacidade.
    Por exemplo: Aquele jogador é “peba”.

    • César
      Os mestrado e doutorado foram eliminado do currículo – bocudos denunciaram e ela teve de retirar. Foram colocados “sem querer”.
      A vida da presente é repleta de contradições. Assim se manifestou a jornalista Lucia Hippolito: “As confusas explicações da ministra Dilma – Dilma Rousseff parece ter especial vocação para se deixar envolver em situações esquisitas. Vive cercada de histórias mal contadas, versões retocadas, relatos conflitantes.”
      Com a palavra a UFRGS, uma das maiores universidades da América latina, local onde Dillma se formou.
      Nota – naquela época, ainda não existia aprovação por decurso de prazo.

  4. POR QUE AO MENOS UMA VEZ NA VIDA ESSA SENHORA NÃO CRIA VERGONHA NA CARA, ASSUMA SUAS RESPONSABILIDADES E DECLARE QUE O MINSTRO DA ECONOMIA É ELA MESMA E CONTINUARÁ SENDO SE O POVO TIVER A INSENSATEZ DE REELEGÊ-LA !

  5. O que terá dito (ou não tido) o ministro Mantega, para que a Sra. Dillma ficasse com expressão tão reprovadora?
    Quem souber, concorre a uma banana de dinamite do homem bomba.

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