Diplomata palestino prefere a embaixada brasileira em Jerusalém Oriental

Conflito enorme à vista: Bolsonaro diz que vai transferir embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém

Crianças sacodem a bandeira palestina na casa abandonada

Camilla Venosa
Correio Braziliense

Ao comentar a intenção do presidente eleito Jair Bolsonaro de transferir a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém, o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, disse confiar no equilíbrio por parte do novo governo federal, que toma posse no próximo 1º de janeiro.

“Não perdemos a esperança de que vai existir bom senso por parte do novo governo. Essa mudança seria uma afronta às resoluções da ONU e ao direito internacional. É um tema delicado”, afirmou Alzeben ao Correio.

EXEMPLO DOS EUA – Bolsonaro anunciou a intenção de seguir o exemplo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e mudar a embaixada de cidade, reconhecendo assim Jerusalém, alvo de disputa entre israelenses e palestinos, como capital do Estado judaico. Alzeben alegou não acreditar que o Brasil vá contrariar acordos internacionais. “O ponto de vista palestino é o ponto de vista da ONU, que redige as regras do convívio internacional”, ressaltou.

O embaixador disse também acreditar que ainda é possível manter diálogo com Bolsonaro e chegar a uma solução que também contemple o ponto de vista palestino. “Temos dois meses para conversar e estabelecer nosso ponto de vista. Existem duas Jerusaléns. Vemos com bons olhos que a embaixada do Brasil em Israel fique na Jerusalém Ocidental e que a embaixada brasileira na Palestina fique na Jerusalém Oriental”, que consideramos como capital da Palestina.

Mais cedo, Alzeben chegou a duvidar da intenção de Bolsonaro, divulgada primeiro pelo jornal Israel Hayom. “Eu não posso ter como fonte um país que reprime o meu povo, que não permite que tenhamos o nosso território. São fake news de Israel para criar polêmica”, disse, antes de se convencer que Bolsonaro realmente dera as declarações ao jornal israelense.

19 thoughts on “Diplomata palestino prefere a embaixada brasileira em Jerusalém Oriental

  1. É complicado escrever sobre Política Internacional e não saber o que move as Relações Internacionais de cada País:
    1 – EUA … Doutrina do Destino Manifesto … Dispensacionalismo;
    2 – Rússia … Cosmismo;
    3 – Vaticano … Autoridade Política Mundial – pedida pelo Emérito Bento XVI (quando da Crise Econômica de 2.008) e por Francisco Pedro (quando da Encíclica da Casa Comum – Ecologia);
    4 – Países Islâmicos … Mahdi;
    5 – Israel – Armagedon;
    6 – Brasil???

    Um aperto de mão.

  2. Miriam Leitão:

    O Brasil sofrerá retaliação comercial dos parceiros caso confirme a transferência da embaixada do país para Jerusalém.

    https://goo.gl/vuPKfn

    Nos últimos 12 meses, o país embarcou US$ 11,6 bilhões para os países da região. O saldo está positivo em US$ 7,7 bilhões. A participação de Israel, no entanto, é bem modesta. As exportações foram de apenas US$ 256 milhões, ou 0,14% do total. O Brasil registra déficit de US$ 527 milhões com os israelenses em 12 meses.

    • “…O Brasil registra déficit de US$ 527 milhões com os israelenses em 12 meses.”

      Isso é de Miriam Leitão? Digamos que seja.
      1. Nesse caso Israel teve mais o que exportar, certo?
      2. O Brasil exportou o que? (grãos, talvez). E Israel? (tecnologia, entre outras).
      3. O Brasil tem tecnologia para exportar para uma das maiores nações tecnológicas do mundo? Não. Então recolha-se à sua insignificância.
      4. E a Palestina? A Palestina exportou zero.

      O resto que o Alex Cardoso postou da Miriam Leitão é conhecido: Miriam não sabe perder. Aliás, eu torço para que ela não perca o emprego na GLOBO, muito embora eu desconfie que assim que perceberam que os comentários dela não rendem para a empresa, seu destino é pegar o beco.

  3. Um jornalista americano fez uma breve visita para Israel e descobriu que evangélicos apoiam e financiam o estado de Israel porque acreditam numa profecia-dispensação que prega que Israel precisa controlar todo o território da Palestina histórica para acionar o Armagedom-Apocalipse-Fim do Mundo-Arrebatamento, onde Jesus voltará. Os judeus morrerão ou serão convertidos. Os únicos que se salvarão serão aqueles cristãos que forem “nascidos de novo” – ou seja, evangélicos. Os cristãos da palestina, que fazem parte da população nativa daquela terra, também estão sendo lentamente cerceados e expulsos de suas terras pelo estado israelense, mas os evangélicos recomendam que eles aceitem tudo e se resignem a se preparar para o Fim do Mundo. Os evangélicos são a maior base de apoio político de Israel nos Estados Unidos e no mundo, assim como de forte apoio financeiro.

    https://www.youtube.com/watch?v=KCg6aJGyeoA

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