Direção do PSB tenta abortar a candidatura rebelde de Lacerda em Minas

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Candidatura de Lacerda virou uma guerra judicial

Bernardo Miranda
O Tempo

A novela que envolve a candidatura do ex-prefeito Marcio Lacerda (PSB) ao governo de Minas nas eleições deste ano ganhou mais um capítulo. O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, negou o pedido de Lacerda para uma reunião destinada a aparar as arestas e dar um fim ao imbróglio. Na sexta-feira (10), Lacerda enviou uma carta para Siqueira pedindo um encontro nesta segunda-feira (13). O objetivo seria chegar a um acordo com o partido para manter sua candidatura ao governo de Minas, sem precisar de uma disputa judicial.

Porém, no sábado (11), o presidente nacional do PSB enviou uma carta com a resposta, referendando o posicionamento anterior, de retirada da candidatura do socialista. Siqueira reafirma que houve decisão unânime pela anulação da convenção estadual do partido que lançou a candidatura.

RECURSO AO TRE – Siqueira ainda criticou a ação judicial que Lacerda impetrou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) pedindo que fosse considerada inválida a ata da legenda baseada na convenção nacional.

“Vossa senhoria apresentou em juízo narrativa fática totalmente distorcida da realidade, deixando de elencar a vossa contínua indecisão quanto à candidatura, bem como deixou de noticiar as inúmeras críticas dos segmentos organizados do PSB de Minas quanto à falta de prioridade às candidaturas proporcionais”, diz o texto assinado por Siqueira.

Na ação citada pelo presidente do PSB, a defesa de Marcio Lacerda afirma que a ata feita com base na convenção nacional tem informações falsas. A peça diz que em nenhum momento o ex-prefeito afirma que retiraria a sua candidatura ou que concordava com a anulação da convenção estadual realizada um dia antes. Uma perícia técnica com a transcrição das falas durante o encontro nacional foi anexada ao processo.

OUTRA AÇÃO – Neste sábado, a direção do PSB mineiro entrou com outra ação no TRE-MG em resposta a Lacerda. Nessa ação, o partido reafirma que Lacerda aprovou a anulação da convenção que referendou a sua candidatura. “Márcio Lacerda participou como delegado do XIV Congresso Nacional do PSB, em março, em Brasília, quando foi aprovada resolução definindo o leque de partidos do campo de alianças. E também aqueles que não o são: como o MDB, PSDB, DEM etc. Resolução que explicita que coligações com os partidos que estão fora do campo de alianças estão condicionadas a aprovação da Executiva Nacional. Marcio Lacerda também foi delegado no Congresso Nacional de 5 de agosto. Ele próprio votou pela anulação da ‘convenção’ que tentou realizar no dia 4 de agosto”, disse o presidente do PSB de Minas, Renê Vilela.

No sábado, Lacerda se posicionou sobre a negativa de Siqueira de tentar buscar uma saída política para a questão. Ele voltou a criticar o acordo firmado entre PSB e PT para a retirada de sua candidatura.

PERGUNTAS – “Quem construiu este acordo para impor que eu me candidate a senador na chapa do atual governador Fernando Pimentel, a quem faço oposição? A quem interessa este golpe contra os mineiros que desmerece toda a história do PSB, a qual me levou a filiar ao partido em 2007? A quais interesses este acordo serve? A quem ele beneficia? Uma certeza eu tenho: ao povo mineiro não é”, disse Lacerda.

No TRE-MG, há duas atas de convenções do PSB registradas. Uma com a convenção estadual, que referendou a candidatura de Lacerda, e outra com decisão nacional do partido, que orienta a coligação com o PT.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO presidente do PSB em Minas diz que Márcio Lacerda votou e foi filmado ao participar da decisão que agora contesta. Mas o candidato rebelde não aceita a afirmação, o que significa que um dos dois está mentindo. Isso é muito feio e logo saberemos que é o mentiroso. (C.N.)

8 thoughts on “Direção do PSB tenta abortar a candidatura rebelde de Lacerda em Minas

  1. Se Lacerda quiser ser vereador pro resto da vida é só ele ficar de quatro nessa cama de gato que o pt armou pra ele.
    É morte politica se ele não se candidatar, ainda mais que é o unico que tem chances de ir ao 2ºturno contra Anast azia.

  2. Enquanto existir a radicalização na mídia é uma coisa, por mais danoso que seja.

    O pior é que o que acontece na mídia tem se refletido na violência cotidiana.

    Em 2017 houve no Brasil quase 64.000 assassinatos intencionais. Isso é apenas um dado da violência, dentre tantos outros números.

    Se percebemos a intolerância nos comentários, imagine em situações do dia-a-dia.

    Portanto, quando incentivamos essa intolerância nas redes sociais, isso afeta diretamente a relação entre as pessoas.

    Na política, por exemplo, já vivemos esse clima e as eleições somente tendem a piorar, não importa quem sejam os vencedores.

    Nessa era de ódio crescente, não se pode ser otimista. Os números da violência, infelizmente, só colaboram com previsões alarmistas e pessimistas toda vez que são divulgados.

  3. Penso, salvo melhor juízo, que a maior batalha a ser travada por quem for sufragado em 2018 para administrar o país é o extermínio da insegurança pública que grassa em todo o território nacional e não a recolocação dos mais de 13 milhões de desempregados, pois do que adianta pujança econômica se não poderemos desfrutá-la por causa da violência desenfreada que assola o Brasil.
    Lula presidiário, pois condenado a 12 anos e 1 mês de reclusão por CORRUPÇÃO e LAVAGEM DE DINHEIRO, e que responde a mais cinco processos por CORRUPÇÃO e com duas investigações abertas contra ele, nesse momento, diz a mídia brasileira que está liderando as pesquisas para a campanha eleitoral para a presidência da república, almejando obter o foro privilegiado de Presidente do Brasil, e assim escapar da justiça, no ano de 2003 sancionou o Estatuto do Desarmamento, que desarmou os cidadãos de bem desse país, no entanto mantendo os bandidos fortemente armados, impossibilitando-nos de legítima defesa.
    Pois bem, foi realizado no Brasil um referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições, ocorrido no dia 23 de outubro de 2005, o qual não permitiu que o artigo 35 do Estatuto do Desarmamento (Lei 10826 de 22 de dezembro de 2003) entrasse em vigor. Tal artigo apresentava a seguinte redação: “art. 35 – É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6º desta Lei”.
    O aludido referendo estava previsto e tinha, inclusive, data marcada no próprio Estatuto do Desarmamento. Pela gravidade do assunto, a necessidade de submeter o artigo 35 a um referendo já havia sido constatada durante o projeto e desenvolvimento da lei. A sua realização foi promulgada pelo Senado Federal a 7 de julho de 2005 pelo decreto legislativo n° 780. No artigo 2º deste decreto ficava estipulado que a consulta popular seria feita com a seguinte pergunta: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”. Os eleitores brasileiros puderam optar pela resposta “sim” ou “não”, pelo voto em branco ou pelo voto nulo. O resultado final foi de 59.109.265 votos rejeitando a proposta (63,94%), enquanto 33.333.045 votaram pelo “sim” (36,06%).
    Embora a maioria do povo brasileiro decidiu pelo “não”, ou seja, sendo a favor da comercialização das armas e munições, a restrição continuou como estava desde o fim de 2003.
    É crível que Lula ainda receba apoio para acabar de vez com essa nação?
    E não me venham dizer que se trata de intolerância nas redes sociais, de era de ódio crescente e, sobretudo não são previsões alarmistas e pessimistas, pois se tratam de fatos, e contra fatos não há argumentos.

  4. Prezado Editor e comentaristas do blog

    Se examinarmos sem paixões, qualquer uma que seja, os comentários deste blog, chegamos a uma triste conclusão:

    A estratégia de dividir o Brasil em grupos fundamentalistas raivosos, por crença, imbecilidade, desconhecimento ou estratégia de sobrevivência frente aos ataques, deu muito certo.

    Somos uma nação fragmentada, dividida, impossível de juntar alguém em ideias e movimentos que possam ser convergentes e de interesse nacional comum.

    Quando se inicia uma discussão e vemos textos sérios, posicionados buscando abrir novos patamares de discussão, ficamos com a impressão de que agora vai….e lá vem um fanático, um robô, um imbecil (de qualquer matiz, embora sejam predominantes na esquerda ou seja o que se deve chamar ) que literalmente c…. tudo.

    Nada dá mais liga.

    A esquerda nos empurrou, como estratégia ou por soberba ou burrice ou arrogância ou miopia para um confronte aberto onde a unica estratégia parece ser o confronto buscando a sobrevivência e em consequência a aniquilação do adversário.

    Meus Deus, como considerar brasileiros co noção de cidadania, de moral, de justiça, quem prega aberta e repetidamente a liberdade de Lula?

    Mas existe alguma dúvida de seus crimes?
    Se outros também fizeram e não estão presos é outra história isto não o absolve e nem quem o defende.

    Então se aqueles que confiamos para mudar o Brasil a pouco tempo, são aqueles que insistem em defender um grupo de ladrões e incompetentes , por e para que discutir com eles?

    Talvez não seja isto que muito comentaristas e articulistas que nos atraíram para o Tribuna, como o dr Jorge Beja, não aparecem mais?

    Aquela piada de que esquerda no Brasil é como jogar xadrez com pombos é mais que verdade

    Isto nao absolve quem não é PT (são todos inimigos na logica petista) mas o confronto é a unica estrategia para sobreviver e erradicar esta triste pagina de nossa história.

    Se vai ser pior? Provável mas chega desta dominação.
    Por isso srs, não percamos mais tempo.

    Se tivermos que deixar os comentários da Tribuna para estes fanáticos deixemos e criemos grupos de discussão com algum filtro de racionalidade minima e deixemos estes “visionáros” para o editor enquanto tiver paciência.

    Vou reler um livro que tenho a muito tempo, analisando o periodo pre-64

    “Como se coloca a direita no poder ” do Paulo Schilling, da turma do Brizola.

    Acho que ficou atual

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