Discurso vacilante está tirando a competitividade da campanha de Alckmin

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Charge do Mário Adolfo (Arquivo Google)

Thais Bilenky
Folha

Uma lista de poréns preocupa o entorno de Geraldo Alckmin (PSDB) quanto à competitividade de sua candidatura presidencial. Evidenciada nesta semana com a polêmica sobre a caravana do ex-presidente Lula, a oscilação de seu discurso, ora pacificador, ora belicoso, incomoda aliados. Interlocutores mais dados ao confronto criticam a incapacidade ou a falta de vontade do tucano de bancar uma linha mais dura.

Nesta semana, o exemplo foi contundente. Primeiro, Alckmin disse que “o PT colhia o que plantava” ao comentar o ataque a tiros contra a caravana de Lula no Paraná. Depois, disse que a pergunta não foi clara o suficiente e “condenou veementemente a violência contra quem quer que seja”.

INCONSTÂNCIA – Mas não é desta semana que vem a inconstância. Quando assumiu a presidência do PSDB, em dezembro, Alckmin fez um discurso, para os seus padrões, inflamado, contra o “método lulopetista”. “Vejam a audácia dessa turma. Depois de ter quebrado o Brasil, Lula diz que quer voltar ao poder. Ou seja, meus amigos: ele quer voltar à cena do crime”, declarou.

Dez dias atrás, em sinal contrário, o tucano voltou ao figurino apaziguador. “Deixo de lado os pesadelos do passado. Não vou ficar brigando por coisa de PT, vou olhar para o futuro”, afirmou.

A oscilação, por si só, seria menos preocupante, afirmam aliados do tucano, não fosse a expectativa de que a eleição seja inflamada e polarizada.

EX-TUCANOS – A candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSL) agrega, entre outras, uma porção do eleitorado azul desiludido e irritado. Ainda que tenha um teto de crescimento, a campanha do ex-capitão do Exército pode se tornar um problema sério para o tucano quanto mais nomes que se colocam como de centro pulularem.

Em sua equipe, há quem avalie que a disputa por esse espaço será fratricida, podendo pôr no segundo turno Bolsonaro e um candidato de esquerda, seja Ciro Gomes (PDT), seja um petista.

“Será o fim do mundo se isso acontecer em pleno século 21”, disse o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG). Ele cita a eleição de 1989 para pregar a união do que chama de centro democrático e reformista.

TERRENO PERDIDO – A tarefa começa por São Paulo, em que Alckmin precisa recuperar terreno perdido para Bolsonaro, como mostram as pesquisas. As candidaturas de João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) ao governo dispersam a base do tucano, que pretende crescer 10% em seu estado para então se jogar pelo país.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) sugeriu, e muitos o seguiram na análise, que se começasse pelo Sul, onde o ex-tucano Alvaro Dias (Podemos) avança sobre o território azul.

“Lógico que o Alvaro vai tirar muito voto, porque ele é do Paraná”, disse o governador desse estado, Beto Richa (PSDB). “Mas tenho expectativa de que Alckmin tenha um bom tempo de televisão para expor as suas propostas e a sua experiência como governador do importante estado de São Paulo.”

OUTROS PROBLEMAS – O cerco ao presidente Michel Temer (MDB), com a prisão de amigos e aliados nesta semana, reduziu a expectativa de que leve adiante sua candidatura à reeleição. Para conselheiros de Alckmin, o efeito recairá também sobre aqueles que teriam a bênção do governo, como o ministro Henrique Meirelles.

Tampouco Alckmin escapará do noticiário policial.  Citado na Lava Jato por delatores da Odebrecht que o acusam de recebimento de caixa dois, o tucano tem um pedido de inquérito tramitando em sigilo no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e a sombra de Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, apontado como operador do PSDB.

Assessores do tucano já disseram que estão nas contas de sua campanha o avanço de investigações e o questionamento da imagem proba que o tucano gosta de cultivar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, ocorre o seguinte: fora do congelador, o picolé de chuchu está azedando. (C.N.)

7 thoughts on “Discurso vacilante está tirando a competitividade da campanha de Alckmin

    • O que vai sair pela coacra é a pressão dos esquerdopatas e esquerdóides caviar sobre os Ministros do STF. Até invasão de gabinete houve. O advogadinho dos petralhas, Sr. toffoli, bombado duplamente em concursos para juiz, deve ser considerado suspeito, porque se dermos um chute nos testículos do chefe da maior quadrilha mundial, haverá alguns dentes quebrados.

  1. E Doria provou ser o maior vigarista da historia!

    Saltou fora da Prefeitura exatamente antes das chuvas, das árvores caindo, dos carros boiando, verdadeiros dilúvios diários na capital.
    Uma catástrofe anunciada…
    Ele vence para governador de SP? por falta de imbecil maior?

  2. Discurso vacilante? Nada disso, ele é socialista tentando disfarçar os esquerdismo, assim ele não vai ter os votos dos socialistas, que já preferem alguém do petismo, e não terá votos dos conservadores, que vão votar em Bolsonaro. Os votos do psdb são basicamente anti petismo, comunismo, esquerdismo, antes não tinha opção, então os votos iam para o psdb, agora que tem Bolsonaro, essas pessoas vão votar no capitão e ate fazer campanha de gratis.

  3. fez poucos Km de metrô
    casas populares foram poucas
    deixou para inaugurar obras em ano eleitoral
    saúde muito fraca, Santa Casa num só caos
    Sabesp servido água de esgoto por membrana ultrafiltrante
    Funcionalismo Educação sem aumentos
    Pouquíssimas obras de infra estrutura
    Enrolado nos roubos do metrô
    Enrolado nos roubos da Cptm
    enfim, este cara não engana o povão
    Ademais o FHC + Lula organizaram o Foro de SPaulo sendo então farinha do mesmo saco

  4. Prezado editor

    O picolé de chuchu é azedo a muito tempo ,o tal é um socialista Fabiano todo enrolado $$$.
    Esse picolé está é derretendo rapidamente e ao que tudo indica vai fazer água podre.
    Forte abraço.

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