Discurso velho num governo velho

Carlos Chagas

Não propriamente pronunciamentos, que devem ser densos e profundos, mas pelo menos dois discursos protocolares a presidente Dilma deverá pronunciar na quinta-feira, início de seu segundo mandato. Um no Congresso, quando jurar pela segunda vez cumprir a Constituição. Outro no parlatório, se não estiver chovendo, ou no salão de recepções do palácio do Planalto.

Houve tempo em que os pronunciamentos dos presidentes da República despertavam as atenções gerais, quando de suas posses. Novos sistemas ou pelo menos novos personagens empolgavam ou desanimavam o país. Agora, será o mais do mesmo. Dilma não terá nada a anunciar em termos de mudanças capazes de sensibilizar a população. Sem o carisma de alguns antecessores, cumprirá apenas a rotina. Por certo terá palavras de otimismo quanto ao futuro, mesmo fazendo referências à necessidade de sacrifícios. É provável que fale da reforma política, ainda que sem muitos detalhes. Assim como da importância de a economia ser agilizada.

Ninguém deve esperar que prometa acabar com o latifúndio, muito pelo contrário.Ou que acabará com a farra da remessa de lucros para o estrangeiro. Muito menos que ampliará os direitos trabalhistas, restabelecendo a estabilidade no emprego. Sequer a participação dos empregados no lucro das empresas. Transportes públicos gratuitos para quem ganha pouco, nem pensar. Nem extinção dos recursos jurídicos fajutos que tiram os criminosos da cadeia, em especial se dispõem de recursos para movimentar os tribunais.

Em suma, nenhuma proposta daquelas em condições de caracterizar mudanças institucionais, sociais e econômicas. A composição de seu novo ministério, aliás, lamentável, dá bem a medida da pasmaceira que assola o governo e o PT. Ficará no plano das intenções evitar a corrupção, porque nenhuma iniciativa de vulto está prevista para punir com rigor corruptos e corruptores. Falta ao segundo governo Dilma a eloquência das convicções.

OS RICOS E OS POBRES

No auge dos excessos que marcaram a Revolução dos Cravos, em Portugal, o todo-poderoso do dia, brigadeiro Otelo Saraiva de Carvalho, visitou Olof Palme, primeiro-ministro do governo socialista da Suécia. Em dado momento, o governante português anunciou que seu propósito era de acabar com os ricos, em seu país. O sueco, malicioso, retrucou que seu governo tinha objetivo diametralmente oposto: acabar com os pobres…

4 thoughts on “Discurso velho num governo velho

  1. Acaba de sair, pela editora Objetiva, o livro “Os 18 dias – quando Lula e FHC se uniram para conquistar o apoio de Bush”, de Matias Spektor. Ora… essa brigalhada que petistas fazem contra FHC é pura ciumeira. Cada vez mais, PT e PSDB assemelham-se. Fonte: 247. Duas faces da moeda Poder. Cara e Coroa, uma não vive sem a outra.

  2. “ESQUERDOPATA
    (Veja se não é exatamente isso!)

    Por Edson F. Nascimento – Psiquiatra e Psicoterapeuta

    Depois de 55 anos de vida, enquanto psiquiatra, parei para refletir sobre o perfil psicológico da imensa maioria dos esquerdopatas.
    Foram péssimos estudantes, a maioria com várias repetições de ano. Mas são de família de classe média, onde sempre sofreram pressão pra “ser alguém na vida”. Como são preguiçosos, sem disciplina e folgados, precisam arrumar um jeitinho para se dar bem e se fazerem passar por coisas que não são, pensam ser! Fingir que é culto, “engajado”, e “crítico”, o que rende pontos. Assim, prestam vestibular sem concorrência, de preferência em um curso de Geografia, Ciências Sociais e História.
    Então, começam sua carreira de charlatanismo. Alguns pouquíssimos estão em cursos como Direito, Medicina, Engenharia, Administração, Economia mas, como não são chegados a estudar, terminam por trancar a matrícula ou mudam de curso. E, muito dificilmente, se enturmam quando tentam esses cursos acima e assemelhados.
    Ali, na universidade, encontram todas as ferramentas: professores barbudinhos, livros de esquerda, palestras com “doutores” no assunto; e até o assédio de políticos “guerreiros” do PT, do PC do B et caterva.
    É claro que não estudam nada! Vivem o tempo todo no DCE, ligam-se à UNE, deitados no chão, passeando no campus com aquelas mochilas velhas, calças cargo, sandálias de couro e cabelos ensebados.
    Alguns começam a se infiltrar nos sindicatos e nas reuniões dos sem-terra. Já começam a se achar revolucionários e reserva intelectual das massas proletárias exploradas; e também das causas revolucionárias.
    Assim, se passam por intelectuais, cultos, moderninhos e diferentes.
    Sentem-se mais seguros para atacar as mulheres, achando que elas são doidas por esse tipo de gente. Começam a ver os amigos que estão trabalhando ou cursando Engenharia, Direito, Medicina, Administração ou Economia como pobres coitados que não tiveram a chance da “iluminação”. Como não trabalham e vivem apenas da mesada, estão sempre sem grana. Aí começa a brotar a inveja, o ódio de quem se veste um pouco melhor ou tem um carrinho popular. Estes, são os chamados “porcos capitalistas” ou “burgueses reacionários”!
    Começam uma fase ainda mais aloprada da vida quando passam a ouvir Chico Buarque e músicas andinas. Nessa fase, já começam a pensar em se tornar terroristas, lutar ao lado dos norte-coreanos, admiram Cuba e, muitos deles, apoiam o Irã e não acreditam no holocausto judeu!
    Fingem esquecer do episódio do muro de Berlim e da queda do comunismo na antiga União Soviética. Não usam mais desodorante e a cada 5 minutos aparece nas suas mentes a imagem de um MacDonald’s totalmente destruído.
    Mas é claro que o que querem não é a revolução, isso é apenas uma desculpa. Como são incompetentes pra quase tudo, até mesmo para bater um prego na parede, e como sentem vergonha de fazer trabalhos mais simples, por serem arrogantes o suficiente para não começar por baixo, querem saltar etapas.
    Querem, no fundo, a coisa que todo esquerdista (esquerdopata!) mais deseja, mesmo que de forma sublimada: um emprego público! Mas, aí surge um outro problema: é a coisa mais difícil passar em um concurso! É preciso estudar (argh!).
    Por isso, sonham com a “revolução” proletária, com a tomada do poder por uma elite da esquerda, nas quais eles estão incluídos, obviamente, afinal são da mesma tribo!
    Consequentemente, ocuparão, por indicação, um cargo comissionado em alguma repartição qualquer, onde ganharão um bom salário para poder aplicar seus “vastos e necessários conhecimentos” adquiridos durante anos na luta pela derrubada do sistema capitalista imundo.
    Nessa fase, mudam e se contradizem: cortarão o cabelo, usarão terno, passarão a apreciar bons vinhos e restaurantes. E, dependendo do cargo que ocuparão, até motorista particular terão! E, sem dó, enfiarão a mão – e com muito tesão – no dinheiro dos cofres da nação!!! Claro, que pela nobre causa socialista e para o bem dos trabalhadores, postura sem noção!
    Tenho certeza que, após esta leitura, você lembrou de vários vizinhos, conhecidos, parentes etc…

    EU CONHEÇO VÁRIOS!!!”

  3. Depois de fazer toda aquela demagogia, perguntando ao Janot os nomes de possíveis envolvidos na Lava Jato, a Dilma Youssef recebe um apenado no Palácio. Trata-se do reeducando José Dirceu. Por muito menos o Pedro Henri ganhou tornozeleira.
    ” Há poucos dias o ex-ministro o ex-apenado José Dirceu visitou a presidente Dilma
    Rousseff no Palácio da Alvorada, a residência oficial, antes das férias da chefe da
    nação. Uma fonte que trabalha no Palácio confirmou a passagem.
    Foi uma longa conversa. Livre, leve e solto – por uma decisão de ministro do STF
    nomeado pela presidente Dilma – o apenado, que passou do regime semiaberto
    (dormir na prisão) para o domiciliar comemora a nova fase: praticamente um ano
    após a condenação já saiu da cadeia. Caso raro para muitas outras centenas de
    apenados humildes que mofam nas celas, já demonstraram levantamentos da
    Justiça.
    É um mistério o teor da conversa da presidente com o ex-colega de governo. Sabese
    que Dilma deve parte de sua ascensão a ele. Foi Dirceu quem se esforçou, como
    então chefe da Casa Civil do primeiro governo de Luiz Inácio, a levá-la ao
    presidente. O labrador ‘Nego’, fiel guardião de Dilma e acompanhante de
    caminhada dela nas poucas horas vagas, foi presente de Dirceu. Mas nada disso
    deve ter entrado na conversa a dois.
    Fato é que a visita sigilosa à presidente Dilma neste momento (um mensaleiro
    apenado recebido com especial dedicação no Palácio) pode também ter relação
    com o famigerado ‘petrolão’ – o esquema de corrupção descoberto pela PF na
    Petrobras. Renato Duque, o ex-diretor da estatal detido, era apadrinhado do grupo
    político no PT comandado por Dirceu. Duque era Dirceu e vice-versa no governo
    Lula dentro da Petrobras, quando Dilma já compunha o Conselho de Administração
    da petroleira”.

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