Discutir Ideologia é perda de tempo, o governo precisa apenas fazer a coisa certa

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Na “Tribuna da Internet”, não se discutem frivolidades nem são divulgados modismos ou notícias de interesse popular, digamos assim. Por isso, o Blog é frequentado basicamente por pessoas intelectualizadas, que se interessam pela abordagem de assuntos políticos e econômicos do Brasil e do mundo. É natural que se discutam aqui temas de natureza ideológica, embora as ideologias já estejam totalmente ultrapassadas, tese que defendo desde a década de 70, quando minha tese foi discutida na Escola Superior de Guerra, conforme já expus aqui na TI.  

DEBATE INFINITO – É claro que as ideologias morreram e não sabem, o debate é apenas bizantino, mas está destinado a resistir in saecula saeculorum, como se dizia no Latim arcaico, e o dia a dia da “Tribuna da Internet” demonstra esta realidade à exaustão.

Como admirador do marxismo, hoje transformado em  socialismo democrático, porque as teses evoluem, acompanho com especial interesse essas discussões e posso garantir que neste Blog há muito mais comentaristas de direita do que de esquerda.

Com a ascensão de Jair Bolsonaro, trazendo a reboque teorias exóticas de Olavo de Carvalho, a direita floresceu no lodo, defendendo um retrocesso político-ideológico.

SUPERAÇÃO – Na vida tudo muda, nada é permanente, conforme ensinava Sidarta Gautama, o Buda. O editor da “Tribuna” admira os ensinamentos de Karl Marx e Friedrich Engels, mas procura atualizá-los, em função das mudanças ocorridas no mundo. Reconhece que não há exercitar o marxismo , é coisa para daqui a 5 mil anos, como diz Antonio Santos Aquino.

Nos artigos que escrevi na “Revista Nacional” em 1978, sob o título “A morte das ideologias”, assinalei que, se Marx e Engels estivessem vivos e morassem na URSS, teriam sido exilados nos Gulaps da vida. Eles jamais concordariam com os rumos da Revolução russa, seriam dissidentes.

EXAGERO – A cegueira ideológica que conduz ao radicalismo entre direita e esquerda (ou vice-versa) chega a ser ridícula e patética. A meu ver, as pessoas precisam se despir desses preconceitos e raciocinar com liberdade, para identificar o que é certo ou errado.

Chamar de marxistas os regimes da URSS, da China, da Albânia, de Cuba, de Angola, do Camboja, da Coreia do Norte  e da Venezuela, entre outros, é um tremendo exagero. O país que chegou mais perto do comunismo foi o Vietnã,que lutou para se libertar do imperialismo da França, da China e dos Estados Unidos, e que agora parece que está dando um salto rumo a um marxismo mais moderno, que Deus os proteja.

OS AVATARES – Nos últimos anos, tenho estudado um pouco os chamados avatares – aqueles líderes religiosos que na História da Humanidade têm ensinado os caminhos de uma vida melhor, entre os quais Jesus Cristo desponta como uma síntese de seus antecessores.

Tenho especial interesse pelo nobre hindu Sidartha Gautama, conhecido como Buda, que nasceu 560 anos antes de Cristo, na região que hoje chamamos Nepal. Foi ele quem criou o “caminho do meio”, baseado na moderação e na harmonia, sem cair em extremos. E ensinou as oito práticas para que nos libertemos do sofrimento:

“1) Entendimento correto; 2) Pensamento correto; 3) Linguagem correta; 4) Ação correta; 5) Modo de vida correto; 6) Esforço correto; 7) Atenção plena correta; 8) Concentração correta”– eis a síntese dos ensinamentos de Buda, que podem ser traduzidos como “faça a coisa certa. . No dia em que estas lições forem enfim assimiladas, a Humanidade será infinitamente melhor, sem necessidade de nenhuma ideologia.

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P.S.Os ensinamentos de Buda confirmam minha opção por um marxismo moderno, que aproveite o que há de melhor nas ideias de Marx e Engels e as misture ao capitalismo de nossos dias, fazendo um chiclete com banana, nem que seja para lembrar o genial cantor Jackson do Pandeiro. No Brasil de hoje, a realidade é negativa, pois o governo raciocina ideologicamente, ao invés de apenas tentar fazer a coisa certa, (C.N.)

16 thoughts on “Discutir Ideologia é perda de tempo, o governo precisa apenas fazer a coisa certa

  1. http://www2.planalto.gov.br/mandatomicheltemer/acompanhe-planalto/noticias/2018/10/entenda-o-que-e-o-estado-democratico-de-direito

    Com a premissa de que todo o poder emana do povo prevista na Constituição Federal de 1988, a nação brasileira enquadra-se na categoria de Estado Democrático de Direito. Suas principais características são soberania popular; da democracia representativa e participativa; um Estado Constitucional, ou seja, que possui uma constituição que emanou da vontade do povo; e um sistema de garantia dos direitos humanos.
    Como o nome sugere, a principal ideia da categoria é a democracia. Esse conceito está explícito e explicado no primeiro artigo da Constituição Federal de 1988. Está na Carta Magna: “Todo o poder emana do povo (isso significa que vivemos em uma República), que o exerce por meio de representantes eleitos (esses são os termos de uma democracia indireta, por meio das eleições de vereadores, prefeitos, governadores, deputados, senadores e presidentes) ou diretamente, nos termos desta Constituição (este trecho estabelece que, no Brasil, também funciona a democracia direta, em que o povo é o responsável direto pela tomada de decisões)”.
    Conceitos
    Para entender o conceito, é necessário compreender o que significa “democrático”, segundo o professor e mestre em direito constitucional Edgard Leite. Ele explica que essa palavra por si só concentra todo o significado da expressão. É justamente por isso que um Estado de Direito é totalmente diferente do Estado Democrático de Direito.
    “Resumidamente, no Estado Democrático de Direito, as leis são criadas pelo povo e para o povo, respeitando-se a dignidade da pessoa humana”, afirmou Leite.
    Já o Estado de Direito é pautado por leis criadas e cumpridas pelo próprio Estado. Um exemplo, segundo o professor, é o Código Penal Brasileiro, um decreto-lei de 1940.
    “Isso ocorre em uma ditadura militar, por exemplo, quando o governante dispõe de instrumentos como o decreto-lei, por meio do qual ele governa ainda que sem a aprovação do Congresso Nacional.”
    Origem do conceito
    A ideia de democracia surgiu na Grécia antiga junto ao conceito de cidadão ativo. “Foi quando surgiu a democracia direta. O cidadão ativo ateniense era aquele que poderia exercer poderes políticos. Naquela época, eram apenas homens livres com posses, que se reuniam em praça pública e decidiam os rumos da cidade-estado”, explicou o especialista.

  2. Ideologia se assemelha a um fármaco com princípio ativo único, vendido por diferentes laboratórios, com nomes distintos. A eficácia de cada droga vai depender da “honestidade” do laboratório e de como a doença, e o próprio remédio, vão-se matamorfosear nos organismos destinatários (o coletivo).
    Contudo, apesar das diferenças na igualdade, todos os ideólogos (laboratórios) têm o mesmo objetivo: poder curar? Não necessariamente: mas poder Poder mais!
    Quanto à especificidade de um escrito: todo texto ausente de dêiticos e transversalidade remete à receita de bolo para diabéticos. Além de revelar a pobreza intelectual do escriba.
    Nestes tempos de “reducionismo”, conforme dizia o literato francês, Maurice Druon, bisneto do nosso compatrício Odorico Mendes: quanto mais densamente informativo o teor, mais recompensado o leitor se sente pelo tempo despendido. Hoje o tempo urge!
    Mas, sobre tudo isso, deve prevalecer o compromisso de fidelidade à idea central.

  3. No livro um ateu budista, o autor mostra que mesmo o budismo, os líderes das escolas, são contraditórios e eles o que mais fazem é reforçar seus costumes sem reflexão.

  4. Mesmo que a direita fosse um regime perfeito, ela poderia fazer muito mal (assim como a esquerda) se interpretada por um discípulo de uma excrescência venenosa e fatal, que responde pelo nome de Olavo de Carvalho. Isto não é um ser humano É uma pústula fétida produzida em um momento de rara INFELICIDADE. Enquanto os boçalnatos seguirem as ideias dessa coisa nojenta, o destino do Brasil será a desgraça.

  5. “Eis, ó monges, a verdade sobre o caminho que leva à cessação do sofrimento: é o Caminho Óctuplo, cujos ramos são a fé correta, a vontade correta, a linguagem correta, a ação correta, os meios de existência corretos, a aplicação correta, a memória correta e a meditação correta.” Buda

    As Quatro Nobres Verdades

    1. A natureza do Sofrimento – o sofrimento do nascimento, da velhice, da doença e da morte. Há também o sofrimento da perda de entes queridos, de estar junto de algo que não se gosta, de não conseguir o que se deseja, e o de perder suas conquistas

    2. A causa do sofrimento – Segundo Buda, todos os sofrimentos, desde as menores discussões familiares até as grandes guerras, surgem do egoísmo e da cobiça. Somos escravos da sede.

    3. A cessação de extinguir o sofrimento – Acredita-se que acabando com a causa, o sofrimento desaparece.

    Nirvana: estado de total paz interior. Ter uma saúde mental perfeita. Sem arrependimentos do passado, sem especulações sobre o futuro, sem ilusões, vivendo inteiramente no presente, e gozando tudo o que temos de um jeito puro, sem auto projeções, sem ansiedade, egoísmo, ou orgulho.

    Talvez num dia muuuuuito distante possamos chegar próximos a essa filosofia. Hoje seria uma coisa utópica, como o comunismo, por exemplo.

  6. O grande e experiente Jornalista, nosso Editor-Moderador e Proprietário do Jornal Virtual TRIBUNA DA INTERNET, Sr. CARLOS NEWTON é Jornalista, e os Jornalistas quando tem que caracterizar uma Pessoa ou um Sistema Político, simplificam para uma palavra.

    D. PEDRO II que era Conservador, Constitucionalista, Nacionalista, etc, é caracterizado como “Conservador”.

    Presid. GETÚLIO VARGAS que era Nacionalista, Desenvolvimentista, Industrialista, Semi-Estatal, etc, é caracterizado como: “Nacionalista”.

    Gov. CARLOS LACERDA ( de quem sou Discípulo Politicamente), que era Nacionalista, Industrialista, Liberal, propugnava um CAPITALISMO BRASILEIRO, etc, é caracterizado como “Liberal”.

    O Século XIX e XX DC que foi dominado por 2 Ideologias Político-Econômicas: a CAPITALISTA ( Propriedade Privada dos Meios de Produção – Escolhas Individuais do que seria Produzido
    – Alocação dos Recursos Escassos via Mecanismo de Mercados):
    a SOCIALISTA ( Propriedade Estatal dos Meios de Produção – Escolha do que seria melhor para o Coletivo do que seria Produzido – Alocação dos Recursos Escassos via Plano Central Dirigista).
    Embora nenhum dos Sistemas fosse PURO, havendo Empresas Estatais, Mistas, Cooperativas, etc no CAPITALISMO, e alguma Propriedade Privada dos Meios de Produção no SOCIALISMO, os Jornalistas classificaram tudo em CAPITALISMO e Socialismo e o Socialismo foi logo caracterizado por COMUNISMO.

    Então modernamente tínhamos CAPITALISMO e COMUNISMO.
    O CAPITALISMO foi se transformando de uma predominância Industrialista, para Bancária-Financeira, criando mal-estar crescente na População pois atualmente “em média” não consegue proporcionar Padrão de Vida para os Filhos, maior do que o dos Pais, como vinha fazendo antes, daí os tumultos sociais nos EUA, UE, etc.
    O COMUNISMO ao se tornar claro para a maioria do POVO que na prática funcionava cada vez mais como um CAPITALISMO de um só Patrão, o ESTADO, dirigido por uma Classe (Partido Comunista que englobava +- 7% da População para o qual Todos queriam entrar mas estavam impedidos que não haver Vagas, implodiu em 1990 por Produzir bem menos do que Consumia.
    Daí os Jornalistas dizerem que as Ideologias MODERNAS, morreram.

    Sem dúvida que ser RICO no CAPITALISMO é bom, e ser Membro, especialmente graduado do Partido Comunista foi bom, no COMUNISMO.
    Quanto aos Proletários ( os que não são donos dos Meios de Produção e não Membros do Partido Comunista, acho que tem Vida dura em ambos os Sistemas-IDEOLOGIAS MODERNAS.

    Mas a nosso juízo, NOVAS IDEOLOGIAS substituirão as antigas. Quais serão ? Só o tempo dirá.

  7. Na verdade, comunismo nunca existiu. É uma utopia. Marx errou em suas previsões de fim do capitalismo, assim como tantos desconsideraram a dinâmica das coisas e as características inerentes dos humanos.

    Muitos que fizeram previsões em economia basearam-se no que ocorria no seu tempo e não consideraram o avanço da tecnologia que propiciou muitas mudanças, tanto para o bem, quanto para o mal.

    Hoje parece ser consenso que, a não ser que repensemos o nosso modo de viver ou que encontremos uma forma de energia limpa, com custo menor que a energia derivada combustíveis fósseis, a humanidade está próxima de encerrar o seu ciclo. Ou pode ser que algum fenômeno aconteça e diminua drasticamente o número de habitantes do nosso planeta.

    Mas pode ser apenas mais uma previsão que vai ser demonstrada furada com o tempo.

  8. Enquanto discutem ideologias se esquecem do principal: O SER HUMANO

    Me lembro quando criança no interior de MInas. Um cachorro morto apareceu e em seu corpo e alguns vermes brancos se alimentavam dos seus restos mortais. Estes, foram se multiplicando até que as reservas nutricionais acabaram. Assim, também as larvas pereceram.

    Em seu livro Escolha a Catástrofe, Isaac Asimov escolhe 5 formas diferentes para o fim da civilização humana no planeta Terra. A mais provável será a superpopulação. Esta. consumirá todas as reservas não renováveis e necessárias à sobrevivência humana, e como os vermes, provavelmente também vai sucumbir,

  9. Já li que se colocando bactéria(s) em ambiente propício com alimentação não renovada … elas percebem que a comida está a acabar … e passam a comer com mais intensidade … apressando a morte delas.

    Estamos vivendo a única era em que produzimos mais do que precisamos comer … a resolver a distribuição, né???

    Sobre o excesso populacional … deve-se considerar:

    1 – quando as famílias eram volumosas em filhos … geralmente, os gênios que ocasionaram o progresso … não eram os filhos que nasceram primeiro.

    2 – da época de Jesus até os Descobrimentos dos 1.500 … a população mundial ficou estagnada por 200.000.000 … e sem grande progresso … esse só veio com o aumento de seres humanos … baseado nisso, defendo a tese que há algo como uma Inteligência Coletiva – em semelhança a Jung no Inconsciente Coletivo e a tal Memória dos Freitas demonstrada pelo nosso colega Dr. Ednei.

    Sds.

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