Dívida descontrolada e teto de gastos são os maiores desafios ao futuro presidente

Charge do Glauber (Arquivo Google)

Alexandro Martello
G1, Brasília

O governo do presidente Michel Temer deixará como herança para a próxima gestão questões econômicas que terão de ser analisadas imediatamente, como as restrições impostas pelo teto de gastos e os desequilíbrios da “regra de ouro”. Mas o futuro presidente também terá de lidar com problemas históricos para a economia aumentar a produtividade e gerar mais empregos.

As restrições impostas pelo teto de gastos, proposto pelo governo e aprovado pelo Congresso, fortes desequilíbrios na chamada “regra de ouro” e a definição sobre o formato de cálculo do salário mínimo terão de ser enfrentados logo na largada do novo governo.

AS REFORMAS – Além disso, analistas também apontam que, para ganhar produtividade e poder competir em melhores condições com outras nações, questões estruturais também terão de ser enfrentadas. Para isso, defendem reforma da Previdência Social, reforma tributária e também novas regras e melhor gestão da máquina pública.

Os dados oficiais sobre o atual cenário econômico mostram que as contas públicas (com rombos bilionários sucessivos), o baixo ritmo de crescimento da economia e as taxas de desemprego ainda altas são dados negativos.

Por outro lado, o país tem bons números no setor externo, além de poder contar com os juros básicos mais baixos da história e a inflação dentro da meta.

ROMBO FISCAL – As contas do governo vão registrar, em 2018, o quinto ano consecutivo de rombo. A meta fiscal para este ano é de um déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar juros da dívida pública) de até R$ 159 bilhões.

Para lidar com os déficits fiscais, o governo do presidente Temer propôs e aprovou no Congresso Nacional um teto de gastos públicos. A regra prevê que os gastos da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) só poderão aumentar conforme a inflação registrada em 12 meses até junho do ano anterior.

O cumprimento do teto, porém, será um desafio para o próximo presidente. Como os gastos obrigatórios (com Previdência e pessoal, por exemplo) estão subindo acima da inflação, sobra cada vez menos espaço para as despesas não obrigatórias.

OUTRAS MEDIDAS – Para contornar, o governo apostava na reforma da Previdência Social para diminuir a parcela de gastos obrigatórios, mas desistiu da proposta no começo deste ano diante das dificuldades em aprová-la no Congresso. O governo também avalia adiar o reajuste dos servidores programado para o ano que vem.

Com o teto de gastos, a última previsão do governo é de que as despesas não obrigatórias devem ficar próximas de R$ 100 bilhões em 2019 – o menor orçamento de custeio e investimentos em 12 anos -, o que tende a restringir novas despesas.

Em 2017, com os gastos limitados pelo teto, houve falta de recursos para a impressão de passaportes, redução de verba para investimentos federais em infraestrutura e para as fiscalizações contra o trabalho escravo. A falta de recursos também atingiu as universidades federais, a área de Ciências e Tecnologia e ações da Polícia Rodoviária Federal, entre outras.

11 thoughts on “Dívida descontrolada e teto de gastos são os maiores desafios ao futuro presidente

  1. O articulista que me perdoe, mas não é o que ele afirma ser os maiores desafios do novo governo:
    a dívida descontrolada e o teto de gastos.

    O maior desafio É O DESEMPREGO!!!

  2. o MAIOR desafio – não para quem se eleger –
    mas para candidatos não envolvidos nas trapaças – não duvidem, HÁ, sim –
    é enfrentar ”’urnas”’ ”’eletrônicas”’ f.r.a.u.d.á.v.e.i.s !!!
    ainda vai nascer quem seja capaz de convencer-me, no Brasilzim atual, de que transferir votos do candidato 9384 para o candidato 6721, ou que numerais tenham, é algo impossível.
    qualquer um, bem formado pelas USP, UNICAMP, IME, ITA, e muitos outros mais da vida, fará isto com presteza de deixar-me de queixo-caído.
    Em 1992 – faz 26 anos! – o que vi fazer um jovem de um escritório de Contabilidade, apenas usuário de um computador, foi uma prévia do que DEVE ESTAR acontecendo nos dias atuais.
    o avanço da Informática e suas tecnologias nesse lapso de tempo reforça esta minha certeza.

    • Caro Sr. A. Luís.

      Concordo totalmente com sua colocação. A minha suspeita é que estas urnas sejam uma fissura na reprêsa. Caso haja um novo resultado fraudulento será um desastre de consequencia desastrosas para a estabilidade social.

  3. Na minha modesta opinião, a medida número um será dar uma descarga sanitária na diarréia esquerdista deixada.

    Vai ser muito difícil fazer qualquer outra coisa com a casa fedendo tanto.

  4. Francisco não sei o que é mais urgente.

    O desemprego é mais real, mais presente e afeta milhoes de pessoas a cada segundo, mas parece ser muito difícil de combate-lo.
    Recursos deverão aparecer para isso mas de onde?

    Mais empregos é menos gastos com segurança, com saúde e maquina girando, gerando mais impostos e diminuindo o deficit publico.

    mas em tese, é o que o PT fazia e deu a cacaca que deu.

    A divida publica é cruel, mas se o governo é bom pagador, o enfretamento desta divida, seu financiamento, seus custos de rolagem e até mesmo sua validade, seria o caminho. Mas e o Lula com toda sua esperança e apoio popular nao mexeu no sistema, como alguém agora, sem apoio popular e parlamentar mexeria?

    se continuarmos a gastar quase 50 % da receita para a divida, como fazer qualquer coisa?

    Mas quem é o topetudo que teria a coragem para dar um trompaço no sistema bancário para parar a sangria?

    Vai quebrar os bancos do jeito que existem, vai acabar com as poupanças, vai terminar os rentistas, enfim vai acabar com a forma histórica de viver no Brasil, de renda ao invés do empreendedorismo..

    Claro que o Collor fez uma barbeiragem e faltou fundamento e direção mas veja o trauma que causou. Como fazer diferente ??

    Talvez por não saber ou nao ter armas e coragem para faze-lo, ninguém toca no assunto, mas acho que a raiz esta aí.
    O resto todo é consequencia

  5. Concordo com nosso Colega Sr. Francisco Bendl, que nosso maior problema é o Desemprego.
    Para reduzir o Desemprego necessitamos Crescimento Econômico que é função de CONFIANÇA.
    Confiança de que?
    De que o próximo Governo, via Reformas, vai reduzir rapidamente o Déficit Primário e transformá-lo em Superávit Primário, com isso freando o crescimento da Dívida Publica e lá na frente reduzindo-a em relação ao PIB, com isso garantindo que o Departamento do Tesouro tenha plenas condições de honrar a Dívida Pública.

    Recuperada a CONFIANÇA, esse Gigante de 220 Milhões de Habitantes e quase 9 Milhões de Km2, oferece ótimas condições para Investimento uma vez que estamos longe ainda de ser uma Economia Madura, e portanto temos quase tudo ainda por fazer.
    E entre nossos 220 Milhões de Habitantes, temos muita Gente häbil e competente.

    Caso não recuperamos a CONFIANÇA, será Inflação crescente tendendo a acelerar.

    • Caro Sr. Bertolotto.

      Seria inocência da minha parte supor que, se o novo govêrno NÃO ATRAPALHAR mais a economia já seria um baita progresso dado ao potencial econômico no nosso país ?

      • Prezado Sr. FRED,

        A nosso ver, se o próximo Governo não atrapalhar já ajuda, mas não é suficiente.
        Ele tem que recuperar a Confiança perdida no Governo Dilma ( Nova Matriz Economica), quando a Presidenta Dilma começou a fixar Preços de Energia Elétrica, Combustíveis, Juros Básico , etc , etc, sem ligar para o Mercado. O Brasil caiu em Recessão de 8 pc, do PIB em 2014 e 2015, que só serão plenamente recuperados em 2020, se tudo correr bem.
        Hoje aínda temos um PIB menor que o pré-Crise 2014 e temos que manejar Despesas bem maiores. Mas a partir de 2020, tudo fica mais fácil.
        Recessão é fogo, porque cai a Receita mais de 20 p c, mas a Despesa continua aumentando. Por isso consideramos o trabalho do Sr. Henrique Meirelles muito bom. Não foi fácil a empreitada que ele pegou.
        Abrs.

  6. O articulista só esqueceu de falar que os 159 bilhões só foram conseguidos com a mão amiga do BNDES em 70 bilhões, ou seja, o déficit primário é muito maior do que isso. Some-se os juros que não estão sendo pagos, são mais 300 bilhões (conta de padeiro). Isto dá mais de 500 bilhões de déficit da máquina pública. Segura peão, que a roseira vai balançar ou então a inflação vai para cima para diminuir esta dívida. O país só tem a saída da inflação, já que diminuir despesas ou privatizar não acontece neste país atrasado.

  7. Parece-me que os juros bancários como estão sendo cobrados, se deve a uma modificação na Constituiçao feita por Nelson Jobim após ele ja ter sido votada.
    São três tabus de que nada se fala.

    1) – Artigo Constitucional fraudado por Jobin

    2) – Auditoria na dívida publica, exigida pela
    Constituição

    3 ) – Urnas criadas na Venezuela para fraudar
    eleiçoes (Smartmatic) O nome correto
    seria Bigmagic.

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