Dívida pública bruta do Brasil, na realidade, já chega a 4,6 trilhões de reais

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Charge do Cicero (ciceroart.blogspot.com)

Pedro do Coutto

A informação foi divulgada na sexta-feira pelo Banco Central e publicada na reportagem de Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues, O Estado de São Paulo de sábado. Há poucos dias escrevi um artigo neste site dizendo que a dívida pública era de 3,2 trilhões de reais. Explico a diferença: a dívida federal direta é de fato de 3,2 trilhões, mas adicionados os endividamentos dos estados, municípios e da Previdência Privada, acrescenta a matéria, eleva-se a 4,6 trilhões.

Trata-se do maior encargo que recai sobre o governo federal. Basta dizer que a dívida bruta é girada à base da SELIC anual de 10,25%, A soma de tal encargo ultrapassa os 400 bilhões por ano, para chegar-se a essa conclusão basta calcular a incidência de 10,25% sobre o total de 4,6 trilhões de reais.

JUROS EXPLOSIVOS – A produção dos juros, assim, atinge uma quantia fabulosa de quase 500 bilhões de reais por ano. Várias vezes mais do que o déficit da Previdência Social Pública, a qual, na informação do BC atingiu 170 bilhões de reais nos doze meses que separam maio de 2016 de maio de 2017. Entretanto não houve nenhuma declaração do Ministro Henrique Meirelles sobre a dimensão do problema. Pelo contrário, ele concentra sua preocupação maior no déficit da Previdência Social, gerida pelo INSS.

Aliás, com base na matéria de O Estado de São Paulo, deve-se fazer a pergunta sobre qual a diferença apontada pelo Banco Central entre a Previdência Social Privada e a Previdência Social Pública, já que o próprio governo separa os dois setores ao focalizar a dívida bruta da ordem de 4,6 trilhões de reais.

Dá a impressão de que a Previdência Privada refere-se aos fundos de pensão de empresas estatais, como a Previ, do Banco do Brasil, a Petros da Petrobrás, a Funcef da Caixa Econômica e o Postalis da Empresa de Correios. Sim, porque não faria sentido que planos de Previdência Particular como os do Bradesco e Itaú, por exemplo, fossem deficitários. Ao contrário. São Bastante sólidos e têm captado recursos sempre crescentes por parte de famílias que temem sofrer prejuízos em consequência da perda de direitos com a reforma da Previdência Pública.

E AÍ, MEIRELLES? – Qual a solução do problema para reduzir a dívida interna? Eis aí uma pergunta que deve ser feita ao MInistro Henrique Meirelles.

Para conter o déficit do INSS, O Estado de São Paulo publica que o governo cogita suspender o pagamento do abono anual aos aposentados e pensionistas que recebem até dois salários mínimos.  A medida produzirá reflexos negativos, uma vez que 40% dos aposentados e pensionistas do INSS encontram-se nessa faixa salarial. Punir os mais pobres não é solução.

8 thoughts on “Dívida pública bruta do Brasil, na realidade, já chega a 4,6 trilhões de reais

  1. Meirelles, como os demais manda-chuva que nos desgoverna, está podre de rico, a custa da miséria do povo trabalhador. Esta sexta-feira 30/06, deu uma amostra, do que pode acontecer: virarmos uma Venezuela. Os 3 poderes estão podres, Temer, a trabalhar para transformar o Brasil em Senzala com 220 milhões de escravos, a sustentar e enriquecer um milhar de patifes, como amos e senhores.
    A Justiça dos homens, é corrupta, mas a Justiça Dívina, no Tribunal da Consciência, cobra as nossas obras, maléficas: Ranger de dentes. Um STF que está stf, com sinistros, tirando os raros, que se podem designar como Ministros.
    Roubar dinheiro do Cofre Público, é crime hediondo, não deve ter prescrição, devolver o roubo, e prisão perpetua, sem regalias, pelo alcance desse crime.

  2. Que eu saiba, nunca houve uma auditoria da dívida pública, os bancos ganham bilhões de reais e o governo paga criteriosamente, será que é este valor monstruoso que o povo brasileiro deve, sim, pois esta dívida deixa de investir em saúd, educação, segurança e infraestrutura do país.

  3. E o Dr. Meirelles é o capataz, suportado pelo jornalistas e a imprensa atrelada aos grandes interesses financeiros, os políticos funestos que regem este Pais e uma elite eminentemente predadora.
    Na realidade querem entregar o País a algum interesse não declarado!
    Artigo importante este pois este assunto deve ser discutido pelo homens de boa vontade e os brasileiros patriotas!

  4. O grande e experiente Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO analisa nossa grande Dívida Pública ( Federal, Estaduais e Municipais) de R$ 4.600 Bilhões, e critica o Ministro da Fazenda HENRIQUE MEIRELLES por não falar muito dessa Dívida geradora do maior Custo para os Cofres Públicos ( Federal, Estaduais e dos maiores Municípios), e se fixar nas REFORMAS DIALOGADAS. Quer as REFORMAS aprovadas o mais rápido possível.

    A nosso ver, é porque as Dívidas Públicas são consequências dos Deficits Públicos ( Governos gastarem bem mais do que Arrecadam, no pico, nosso Governo Federal tinha Deficit Fiscal de 10% do PIB, bota Deficit nisso ), e as Dívidas Públicas se aceleram na Recessão Econômica quando a Receita cai +- 25% e as Despesas continuam aumentando, quando mínimo na Taxa de Inflação, uma vez que não se pode demitir Funcionário Público, nem mesmo reduzir os Salários Públicos, nem mesmo dos Altos Salários Públicos.
    Assim, é natural que as Dívidas Públicas acelerem na Recessão, e só devem diminuir relativamente ao PIB, quando voltarmos a crescer forte e pudermos produzir grandes Superavits Primários.
    Agora, temos que fazer de tudo para sairmos da Recessão, assim reduzir nossos Deficits Públicos, e só a partir de 2021 contermos e começarmos a reduzir nosso Endividamento Público em relação ao PIB. Em termos absolutos as Dívidas Públicas devem sempre continuar a crescer. Nossa Economia e nossa Própria MOEDA são Títulos de Débitos.
    Abrs.

    • Admiro e respeito o Sr. Bortolotto, mas precisamos sim de uma auditoria na dívida e mandarmos esses tamboretes (…).
      Chega de atrelar a dívida pública à SELIC. É caso de polícia. A SELIC só serve para resguardar o retorno do investimento improdutivo e especulativo e injusto.

      • Pedro Rios, concordo,mas acho que deveria ter uma cpi da dívida pública, nenhum deputado ou senador propõe abrir a caixa preta da dívida pública brasileira.

        • Prezados Srs. PEDRO RIOS, e Sr. ROBERTO,
          Muito Obrigado Sr. PEDRO RIOS pelas palavras amáveis, mas no caso da Auditoria das Dívidas Públicas, especialmente a Federal, nos parece que os Corpos Técnicos do Banco Central, vivem Auditando a Dívida. Está tudo aí na Internet de forma Transparente.

          O que nos parece mais correto é a ideia do Sr. ROBERTO de se fazer uma grande CPI das Dívidas Públicas especialmente a Federal.

          Uma CPI é uma análise POLÍTICA da Dívida Pública desde a sua origem, responsabilidades, etc, enquanto que uma Auditoria, que já é feita continuamente pelo Banco Central é uma análise simplesmente Financeira.
          Abração.

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