Dvida pblicacusta quatro vezes mais que o dficit da Previdncia

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Ilustrao reproduzida do Arquivo Google

Pedro do Coutto

Reportagem de Gabriela Valente, O Globo, edio de sexta-feira, revela que a dvida pblica brasileira atingiu em maro o montante de 4 trilhes e 500 bilhes de reais, equivalentes a 71% do PIB. Os juros da Selic so de 11,25% a/a. Portanto, em valores absolutos de R$ 506 bilhes anuais. Isso de um lado. De outro, como recentemente o governo anunciou, o dficit da Previdncia est projetado para 150 bilhes este ano, o desembolso com a rolagem do endividamento significa quatro vezes mais, praticamente. Logo, o que se espera, do Planalto, era atribuir a mesma importncia ao custo da dvida ao dficit do INSS.

Mas no. O governo prev uma estabilizao dessa dvida em 2021. At l, ao longo de quatro exerccios, ao que tudo indica, ser a emisso de novos ttulos para lastrear o dbito existente, j que dificilmente poder abater o montante dos compromissos.

CRESCIMENTO – Gabriela Valente ouviu especialistas em finanas e eles disseram que o problema maior no o estoque da dvida, porm seu crescimento. Ou seja, a emisso de papeis em escala maior que o resgate de ttulos existentes. Na interpretao de Newton Rosa, economista chefe da Sulamrica Investimentos, mesmo considerando a aprovao da reforma da Previdncia Social, a reduo do endividamento somente ocorreria em 2023 ou 2025.

Politicamente, a matria de O Globo fornece argumentos aos que se opem reforma previdenciria. Inclusive d margem a que se pense que as restries a direitos funcione para o abatimento de uma dvida para a qual no contriburam. Alm do mais os juros de 11,25% a/a representam uma remunerao excepcional uma vez que a inflao prevista de 4,5%. Tratamento muito diferente do que est projetado para os assalariados.

CONCENTRAO DE RENDA – A diferena entre uma correo e outra conduz inevitavelmente a uma concentrao ainda maior de renda. Uma vez que o ndice inflacionrio representa um marco entre um tratamento e outro. No por acaso, o surgimento de resistncia no bloco parlamentar do governo ao projeto de reforma do INSS.

Na mesma edio de O Globo, Geralda Doca, Martha Beck, Cristiane Jungblut e Ana Paula Ribeiro focalizam o problema poltico com que o presidente Michel Temer se depara. Coisas da poltica, especialmente do regime democrtico no qual os parlamentares precisam do voto para se reeleger.

DIVISO NO SUPREMO – Passando da questo previdenciria e ingressando nos habeas corpus concedidos pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, verifica-se o embate que ser travado em torno da Operao Lava Jato, com a iniciativa do ministro Edson Fachin de transferir para o plenrio as decises relativas a casos semelhantes ao de Jos Dirceu.

A presidente do STF, ministra Carmen Lcia, endossou a medida que no foi proposta por acaso. Muito pelo contrrio. Teve endereo certo e, pode-se avaliar, a ideia foi tomada na certeza de que o plenrio de 11 votos produzir um resultado diverso ao daquele trs a dois como aconteceu na Segunda Turma.

Inclusive, a reao da opinio pblica foi contrria ao habeas corpus concedido ao ex-ministro Jos Dirceu, condenado a 32 anos de priso pelo Juiz Srgio Moro. No caso, portanto, a liberdade foi concedida a um condenado duas vezes, no a condicionando ao que vai decidir o Tribunal Regional Federal de Porto Alegre.

9 thoughts on “Dvida pblicacusta quatro vezes mais que o dficit da Previdncia

  1. O grande e experiente Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO, chama ateno neste artigo de que o Custo Anual de nossa Dvida Pblica (Federal, Estadual, Municipal) +- 4 vezes o Deficit Anual da Previdncia Social.

    Mas a meu ver, h uma grande diferena entre esses dois Custos para o Governo, enquanto a Dvida Pblica pode ser “girada” ( pagando-se Dvida velha vencida com Dvida Nova, at aonde o Mercado aceitar, e a coisa sendo bem Administrada o Mercado sempre aceita), o Deficit da Previdncia tem que ser pago mensalmente ” a vista e em espcie”, por isso ele to importante.

    Agora, no resta dvida de que um Pas como o Brasil, ainda sub-Desenvolvido = Descapitalizado, de renda perCapita US$ 12.000, ou 1/5 da Americana, onde o Estado consome +- 44% do PIB ( +- 37% do PIB de Carga Tributria + 7% do PIB de Deficit Pblico + Custo de Endividamento), exige REFORMAS DIALOGADAS para reduzir o Endividamento Pblico em relao ao PIB, at +- 30% do PIB, hoje estamos prximos a 75% do PIB e o Custo do Estado de +- 44% do PIB para +- 25% do PIB.
    Tudo isso ser feito com CRESCIMENTO ECONMICO, que exige REFORMAS.

    S que as REFORMAS devem ser feitas com Justia Social, o que equivale a dizer que: o CUSTO dessas Reformas devem cair nas costas dos que tem maior capacidade de Pagar.

    Apesar de todas as turbulncias Polticas, a meu ver o Brasil far as Reformas, criar as condies de reduzir os Deficit, e aps criar Superavit Primrio, que reduzir a Dvida Pblica/PIB, voltando a Economia a crescer a partir de fins de 2017 em diante. Ser a princpio um crescimento lento, mas seguro e crescente.

    • Essa dvida pblica uma colcha de retalhos e continua aumentando.
      Vem de todos os lados, inclusive de programas sociais petistas, mal programados, mal executados, principalmente com finalidade politiqueira.

      Mais recentemente essa colcha de retalhos recebeu dois grandes pedaos: Copa do Mundo e Olimpada.

      O pas enterrou uma grana preta naquilo que diziam que iria ter muito dinheiro privado. Mentira.

      Os mandantes polticos j sabiam que no ia aparecer grana privada, mas, naquele momento, o importante era criar necessidade de obras, obras e mais obras, empreiteiras no rolo e muita propina.
      Uma verdadeira farra.

      O que restou foram vrios elefantes brancos e verdes e amarelos em todo o pas…
      …e dvidas, muitas dvidas.
      Pagar essa conta vai custar muito caro pra ns, os devedores de sempre.

  2. Entendo, que sem uma auditoria na dvida pblica do Brasil, essa dvida vai virar uma bola de neve impagvel, que levar qualquer governo futuro a no ter condies de atender as mais bsicas necessidades do povo. .

  3. Prezado Colega Sr. NLIO JACOB,

    A meu ver, se chegar nesse ponto, como o senhor diz: da Dvida Pblica virar “uma bola de neve”, a Inflao far o servio, reduzindo-a bastante. Isso j aconteceu antes, e no impossvel no futuro.
    Lgico, seria o fim do Plano Real.

    Mas no provvel, pelo menos a mdio Prazo
    ( +- 10 anos), uma vez que nossa Economia voltar a crescer, e essa situao muito boa para muita Gente. Abrs.

    • Caro mestre Flvio Bortolotto,
      Se houver inflao, a taxa SELIC, no ir aumentar para captar mais recursos, aumentando assim os juros a pagar?
      Independentemente de auditoria, s h uma maneira de liquidar a dvida: Diminuir os juros pagos e cortar gastos e viver com que ganha internamente.
      Nenhum pas fica rico com dinheiro emprestado, principalmente o dinheiro que entra a noite e sai pela manh levando uma parte da nossa riqueza
      Se no for com seu prprio esforo e trabalho, nenhum pas consegue ter um progresso seguro e independente.
      Um forte abrao, sade e paz.

  4. Que divida , qual sua veracidade ? Por que a auditoria desta referida divida , prevista na constituio de 1988 no foi realizada ate nossos dias , sempre defendi , que o sistema bancario destes pais e o primeiro poder desta nao , basta comparar seus interesses com os desmando do srdido , servil e apequenado “michel treme “

  5. Prezado Colega Sr. VICENTE QUINANE,

    O Brasil tem um PIB Oficial de +- R$ 6.500 Bi. Necessita todo ano “girar” ( Vender Dvida Nova) +- R$ 1.200 Bi. Quase 20% do PIB. De onde vir o Dinheiro se o Governo faz uma “Auditoria da Dvida Pblica”, uma CPI da Dvida Pblica, etc, tendo como argumento: Que todo Juro, sobre o Juro no pago que se acrescentou a Dvida, ilegal. ( Anatocismo).
    O Capital para giro da Dvida evaporar, o Governo emitir REAIS adoidado, e em pouco tempo a Inflao estar galopante.
    Fim do Plano Real e muita turbulncia Poltico-Social, principalmente Social.
    Somos refm da Dvida Pblica. O jeito ir girando-a. Abrs.

  6. E com o novo Refis vai aumentar… Patifaria !!! O relator devedor de tributos, valor pequeno, mas o que chama a ateno o relatrio da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional em PGFN/CGR N 001, de 4 de maio de 2017, onde consta que o nobre Deputado recebeu 780 mil reais para campanha de empresas que devem 100 milhes de tributos a Unio, fato raro: A Rio Rancho Agropecuria S/A deve R$ 498.205,42 e doou para a campanha, pasmem ! R$ 498.000,00… um ESCRNIO!!!

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