Djokovic-Nadal, 20 por cento da emoção e da sensação da véspera, Djokovic-Murray, o mesmo vencedor

Helio Fernandes

O espanhol perdeu o jogo, na tática-estrategia e na sorte. No momento, o sérvio é invencível nas bolas altas, o espanhol aceitou essa imposição. Um game teve 12 minutos, o sérvio venceu. No segundo, 15 minutos, também Djokovic venceu.

Isso não seria suficiente para mudança de jogo? Não. Nadal deveria modificar a distância das bolas, encurtar o toque. Continuou nas bolas longas, o sérvio devolveria e com esta observação: colocava milimetricamente em cima da linha, a ponto de algumas provocarem dúvidas. Mas eram realmente vencedoras, quase sempre o “bico” da bola, dentro da quadra.

Sacando em 5/3, Djokovic teve oportunidade de liquidar logo o set, teve o serviço quebrado. Mas a seguir, servindo em 4/5, Nadal facilmente “fechou” o set para o adversário.

O segundo game muito mais disputado, mas longe do entusiasmo e da tensão da véspera. Chegaram a 3/3, quem quebrasse ganharia o jogo, se confirmassem até o fim, iria para o tiebreak.

Mas Nadal insistiu no mesmo joguinho “capenga”, que não é o seu. O espanhol sacou, perdeu 3 bolas fáceis, o placar ficou 0/40. Mas conseguiu se recuperar, foi até 40/40, voltou a desperdiçar bolas, Djokovic fez 5 a 4, sacaria a seguir para fechar o game, o set e o jogo, ainda bem que acabou.

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PS – O ator Djokovic, sempre na quadra. Perdia um ponto, amarrava a cara, olhava para o céu, como se fosse católico ou evangélico, na verdade é ateu. Embora seja favorecido pelos “deuses”, diversas bolas iam morrendo na rede, “pingaram” matando Nadal.

PS2 – Não há esporte que produza tanto “sofrimento” quanto o tênis. Pais, mulheres, namoradas vão ao desespero quando a derrota ronda o espetáculo.

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