Do jeito que as coisas estão indo, Magno Malta acaba líder da oposição, uma função que hoje inexiste.

Carlos Newton

A política brasileira é tão confusa que hoje o maior oposicionista é integrante da própria base parlamentar do governo. Trata-se do senador capixaba Magno Malta, que é líder do PR e não tem poupado os petistas.

Depois de subir à tribuna do Senado na última quarta-feira e esculhambar o ministro Gilberto Carvalho, chamando-o de mentiroso, cara-de-pau, safado e camaleão, agora Malta dirige sua metralhadora giratória conta o ex-ministro Fernando Haddad, ex-ministro da Educação e pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo,

O primeiro ataque foi motivado por sua insatisfação com uma declaração do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) no Fórum Social Temático, no último dia 27. Malta o acusou de pregar uma batalha ideológica contra os evangélicos, por ter afirmado, entre outras coisas, que eles têm a “visão do mundo controlada por pastores de televisão”. Malta recomendou que o ministro lavasse a boca com álcool antes de falar dos evangélicos.

O Planalto imediatamente pediu desculpas aos evangélicos, mas Magno Malta não sossegou e agora investe contra o ex-ministro da Educação. “Nós [religiosos] vamos derrotar o Haddad e qualquer um que acredite em ‘kit gay’ e aborto”, disse Malta, que integra a bancada evangélica e ameaça mobilizar os evangélicos para desestabilizar o petista Fernando Haddad na eleição municipal de São Paulo.

Malta voltou a ligar o ex-ministro da Educação ao chamado “kit gay” – material que seria distribuído em escolas para combater preconceito contra homossexuais. E avisou que não dar sossego a Fernando Haddad.

A constatação que fica é de que Magno Malta é mais oposicionista dos que os líderes do PSDB, DEM, PPS e PSOL, os únicos partidos que se mantêm contra o governo.

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