Do jeito que as coisas vão, é melhor Temer entregar logo o poder aos militares

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Charge do Sinovaldo (Jornal VS)

Carlos Newton

Michel Temer nunca foi um líder, sempre foi eleito na rabeira, como se dizia antigamente. Na última eleição que disputou, em 2006, ficou como primeiro suplente e deu a sorte de um dos deputados ser cassado logo na abertura do mandato. Depois, em 2010, virou vice-presidente de Dilma Rousseff, continuou no jogo com o repeteco de 2014 e acabou na Presidência. Fraco e corrupto, gastou todos os seus recursos para evitar a cassação e permanecer na ilusão de um poder efêmero. Dois anos depois de assumir, é hoje um morto-vivo que ronda os porões dos palácios do governo e se recusa a morar no Alvorada, porque à noite costuma fantasmas disputando espaço nos salões.

Na verdade, Temer jamais governou. Preferiu delegar poderes ao ex-tucano Henrique Meirelles e aos companheiros da cúpula do PMDB, que formavam uma quadrilha de alta periculosidade. Três deles estão hoje na cadeia – Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Filho – e os outros respondem a processos e inquéritos. Romero Jucá teve de se afastar do Ministério, Renan Calheiros virou oposicionista e só restaram Eliseu Padilha e Moreira Franco. O último a sair que apague a luz.  

PATO MANCO – Não há dúvida de que Temer está sofrendo a chamada Síndrome do Pato Manco (“Lame Duck”), uma expressão muito usada na política americana, para caracterizar o final de governo de presidentes que não podem ser candidatos à reeleição.  São governantes que ficam sem poder algum e se limitam a aguardar o final do mandato, que será uma tragédia no caso de Temer, porque significa cadeia na certa.

Temer enfrentou os patos gigantescos da Avenida Paulista e até tentou a reeleição, com apoio entusiasmado de Padilha, Moreira e demais membros da quadrilha, mas a sucessão dos fatos veio a demonstrar que é uma possibilidade zero, não adianta sonhar com o impossível, embora o último casamento de Temer até indique que ele é bom nisso. 

A VEZ DE MEIRELLES – Ninguém pode confiar no que Temer fala. Por isso, ainda não se tem certeza se ele realmente desistiu da candidatura e cedeu a vez a Henrique Meirelles, ou se é mais uma jogada para sair candidato e colocar Meirelles de vice, no desespero de reforçar a chapa.

O pior é que o pato manco deu uma tremenda mancada, ao desprezar a gravidade da greve dos caminhoneiros, deixando Padilha e Moreira se virando no Planalto na quinta-feira, enquanto ele passeava no interior do Estado do Rio.

Somente no dia seguinte é que a ficha caiu e Temer mais uma vez decidiu recorrer às Forças Armadas. Desse jeito, seria melhor que o pato manco entregasse logo o governo aos militares, colocando um general na Casa Civil, para segurar a onda até o final do mandato.

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P.S. – A partir de 1º de janeiro, sem a cobertura do foro privilegiado, o pato manco começará a se depenado pela força-tarefa da Lava Jato, que já montou um dossiê enorme sobre ele e só aguarda o momento certo para fritá-lo ao molho do tucupi, com sabor amazônico. (C.N.)   

21 thoughts on “Do jeito que as coisas vão, é melhor Temer entregar logo o poder aos militares

  1. o nobre editor do blog esqueçeu de mencionar o membro mais perigoso da quadrilha,eduardo cunha outro presidiário bom dia a todos.

  2. Com a gasolina brasileira sendo vendida a menos de 3 reais o litro na Bolívia, logo outras greves vão começar aqui no Brasil. É um absurdo termos uma produção interna que supre a nossa demanda, termos o preço dos mais altos do mundo, e ainda ter que aguentar isso. Tem muita coisa errada ainda na Petrobrás pra ser revista. Isso é um tremendo achaque no bolso dos brasileiros. É restante mesmo.

  3. 64 começou também dessa maneira. Espero, que desta vez, façam como Fidel. Fuzilamento em massa.

    Como Atenas, o Brasil não deu certo. Como Esparta, foi razoável. Sugiro – nome de japonês -que se faça um parlamentarismo militar: o chefe de estado, um general. O chefe de governo, um civil. Todos eles eleitos pelo povo.

    • Tem fumaça nesse seu pensamento? Tá parecendo mais a poesia Funk:

      É preciso fuzilar
      Para consertar o país
      Bota um general pra mandar
      E um civil pra obedecer
      Mas tudo, como sempre, tem que ser
      Pela vontade soberana de você
      É isso aí, boy!

  4. Henrique Meirelles é ex-tucano teórico e ex-lulista prático. Afinal se projetou politicamente nos seus 8 anos do governo lula dominando e dando as cartas na economia do país.

  5. What?! Quer dizer que o convexo militar vai entrar no côncavo do povo? De novo a solução fálica para ferrar todo mundo? Respeitem pelo menos a minha masculinidade, meu senhor.

  6. Países com com esse tipo de estado (social-fascista, 1935, Getúlio-Brasil, Peron-Argentina, México-PRI), mesmo em seus melhores momentos, ou menos piores momentos, nunca chegarão a ser um país ingles, um tigre asiático, um país verdadeiramente capitalista, em que o trabalhador realmente tem uma vida tranquila.

    • Ou seja, são ingovernáveis, pois esse estado nunca pertencem a quem de direito e sim aos criminosos que o criaram e dele fazem parte.

  7. Ora senhor Newton, acho que a seu pensamento, em relação a prisão do famigerado, talvez não se concretize.
    Vai acontecer o de sempre, logo se alega que o bichinho está muito idoso, dodói, e por aí afora.

    Afinal, nós somos o país onde existe mais juízes, bondosos e de coração de manteiga, como se diz no popular….

    Então…..

  8. A anarquia tomou conta do pais. cada um faz as suas próprias leis e julga quem pode e quem não pode fazer determinadas coisas.
    O certo que a era PT ainda não acabou, o herdeiro do lula esta ai, mais perdido do que cego em tiroteio,
    mais parece um dos bonecos do carnaval de Olinda.
    A sanha arrecadadora, um dia iria criar problemas sérios, e este dia chegou, a “bugrada” esta berrando mais , que cabrito embarcado, ninguém aguenta mais pagar imposto, para ser roubado pelos políticos e assemelhados.
    Parece que o “vampiro” esta caindo na realidade e esta fazendo a transição discretamente para os militares, tudo sem golpe ou revolução.
    “Quartelada” saiu de moda, agora o negócio é a “Palaciada”, e seja o que Deus quiser.
    O autor “intelectual” disto tudo, esta curtindo um “friozim”, la em Curitiba.

  9. O problema do Brasil é o estado: estado socialista da corrente social-fascista, implantado por Getúlio, que era ditador em 1935. A Argentina também adotou essa linha de governo com Peron e o México com o PRI (dois países com os mesmos problemas do Brasil). As outras duas vertentes do socialismo são o social-comunismo e o nazismo. Todos essas três modalidades têm uma coisa em comum, o estado forte, controlando as atividades econômicas e “sociais” como apregoam. Isto custa caríssimo para o povo, que em vez de benefícios, acaba por pagar uma conta impagável, como estamos vendo agora no país, com altíssimos impostos para sustentar a gigantesca máquina pública desses tipos de regime.
    A URSS até faliu junto com seus satélites no leste europeu , Cuba, Coreia do Norte e agora a Venezuela estão na miséria.
    O que espanta é que tem gente ainda que acredita no socialismo sem saber que o Brasil nunca foi capitalista. Geralmente gente das piores universidades do mundo, as nossas.
    Mas pior mesmo é que não temos nenhuma perspectiva de sair dessa situação e sermos capitalistas como uma Austrália que, com a metade da idade do Brasil, já é um dos melhores países do mundo

  10. A Petrobras detém o monopólio do refino de petróleo, o que a permite estipular preços sem concorrência interna. Adicionalmente, os postos de combustível atuam em um setor fortemente regulado pelo governo: de um lado, as regulamentações restringem o surgimento da concorrência, o que é bom para os postos já estabelecidos; de outro, elas geram vários custos operacionais extremamente altos, o que é ruim para os postos.

    Ambos os fatores empurram os preços para cima e, no final, quem é o real prejudicado é o consumidor.

    Por isso, apontemos o dedo para os verdadeiros culpados pelo “cartel” do combustível: os governantes contrários à total abertura ao livre mercado desta atividade econômica, o que inclui a desregulamentação do setor de postos e a desestatização da Petrobrás (mas aí acabariam o aparelhamento e o loteamento de cargos para apadrinhados políticos).

    Por fim, é o paroxismo da ironia o governo, o real protetor dos carteis, dizer que irá “combater os cartéis”.

    Retomando a manchete lá do início, é possível fazer uma releitura do enunciado levando em consideração o exposto aqui, propondo uma versão mais condizente com os fatos:

    “Governo diz haver fortes indícios de manipulação de preços no setor, problema causado e mantido por ele mesmo”….

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