“Do jeito que está, eu não vejo como este governo possa dar certo”, diz Collor sobre Bolsonaro

“Estou revendo um filme que a gente já viu”, diz Collor

Bernardo Mello Franco
O Globo

Trinta anos depois de sua eleição, o ex-presidente Fernando Collor diz que Jair Bolsonaro está cometendo os mesmos erros que o levaram ao impeachment. “Continuando do jeito que está, eu não vejo como este governo possa dar certo. São erros primários”, afirma.

Collor vê semelhanças entre o antigo PRN (atual PTC) e o PSL . Ele diz que caiu por se recusar a dividir poder e negociar com partidos. “Estou revendo um filme que a gente já viu”, alerta. Ao lembrar a campanha de 1989, o senador diz que se arrepende de ter explorado acusações de uma ex-namorada de Lula em sua propaganda eleitoral.

ARREPENDIMENTO – “Eu me senti mal depois que assisti ao vídeo”, afirma. Aos 70 anos, faz mistério sobre o livro de memórias em que promete revelar segredos do poder. Os originais ainda estão armazenados num disquete. “Preciso tirar isso de lá, porque estraga. Mas está num lugar bom, refrigerado”.

A eleição de Bolsonaro foi muito comparada à sua, em 1989. Em que o governo dele se parece com o seu?
Vejo semelhança entre o tratamento que eu concedi ao PRN e o que ele está conferindo ao PSL. Em outubro de 1990, nós elegemos 41 deputados. O pessoal queria espaço no governo, o que é natural. Num almoço com a bancada, eu disse: “Vocês não precisam de ministério nenhum. Já têm o presidente da República”. Erro crasso.

O que está acontecendo com o Bolsonaro é a mesma coisa. A bancada do PSL foi eleita na onda bolsonarista, é verdade. Mas quando a pessoa chega e assina o termo de posse, ela vira entidade.

Logo no início, ele tinha que ter dado prioridade aos 53 deputados do PSL. E, a partir desse núcleo, construído a maioria para governar. Ele perdeu esse momento. Agora reúne a bancada para dizer que vai sair do partido? Erro crasso. Estou dizendo porque eu já passei por isso. Estou revendo um filme que a gente já viu. Vai ser um desassossego para ele.

Qual o futuro do governo?
Continuando do jeito que está, não vejo como este governo possa dar certo. São erros primários. Bolsonaro esteve na Câmara por 28 anos, viu como se forma um movimento numa casa em que o chefe do Executivo não dispõe de maioria.

Ele tem que entender algo fundamental: o presidente da República é o líder político da nação. Como líder, ele tem que fazer política. E política se faz por intermédio dos políticos e dos partidos.

O senhor vê risco de impeachment?
É uma das possibilidades. Bolsonaro não vem se preocupando com a divisão da sociedade brasileira, que se aprofunda. O discurso dele acentua a divisão. Com a soltura do Lula, a tendência é que essa divisão se abra ainda mais.

O governo tem que ser bombeiro. Tem que entender que não está mais em campanha. Hoje uma boa parcela dos eleitores que não queriam o PT está desiludida. É preciso que alguém acorde neste governo e diga: “O rei está nu”.

Os filhos do presidente podem fazer isso por ele?
De jeito nenhum. Os filhos exercem uma ação deletéria sobre o governo Bolsonaro. É uma coisa nociva. Nem na época da monarquia funcionava desse jeito. Como é que o presidente dá a senha do seu Twitter? Depois é muito fácil: “Isso não fui eu, mandei tirar”.

Não tenho nenhuma dúvida de que tudo o que os filhos falam é discutido com o presidente. Depois ele aparece contemporizando. Isso atrapalha. É outro fator de desagregação da base social dele.

Como viu a fala de Eduardo Bolsonaro sobre um novo AI-5?
Isso é absolutamente inadmissível. São declarações que vêm do núcleo duro do presidente, com o assentimento dele. Essa questão de fechar o Supremo com um cabo e um soldado. O que é isso? Onde é que nós estamos? Ele não podia ter falado nada parecido.

Acredita que Bolsonaro planeje medidas de exceção?
Não vejo espaço para isso. Ele tem uma sensibilidade maior que nós, civis, para medir a temperatura da caserna. As Forças Armadas estão trabalhando dentro dos moldes constitucionais. Não temo (um golpe) porque confio nas Forças Armadas.

Em 1989, o senhor era um personagem pouco conhecido e virou fenômeno eleitoral. A que atribui sua arrancada?
Existia um vácuo na política naquele momento. Os convites eram seguidos. A mídia me apoiava por um motivo simples: naquela época, a polarização era entre Lula e Brizola. E eu recebi apoio pelas mudanças que íamos fazendo em Alagoas (eleito governador em 1986, Collor prometia combater privilégios e era apresentado como caçador de marajás).

O senhor também foi visto como um produto do marketing.
Não havia marketing como a gente vê hoje. A última eleição presidencial tinha sido em 1960, com a vitória do Jânio Quadros. Foi o marketing da vassourinha.

Mas sua campanha foi pioneira no uso de pesquisas.
Eu precisava de pesquisas porque não queria sair para uma aventura sem perspectiva de êxito. O Marcos Coimbra (diretor do Vox Populi) fez uma pesquisa extensíssima. Um dia ele me chamou: “Se você continuar como está, sem mudar nada, vai estar no segundo turno”. Eu disse: “Mas não é possível”. Ele insistiu: “Vai estar no segundo turno”.

A criação do PRN foi sugestão do Marcos. O nome do partido, a bandeira do Brasil (no logotipo). Tudo criação dele.

Por que o senhor torceu para enfrentar Lula, e não Leonel Brizola, no segundo turno?
O Brizola tinha um apoio forte na área empresarial. Sem ele, eu estaria sozinho no segundo turno.

Tive muitos votos que não eram meus, mas eram contra o PT. A classe empresarial tinha um enorme receio da vitória do Lula. Agora se deu a mesma coisa. O Bolsonaro teve um percentual de votos dele e outro de quem não queria o PT. O então presidente da Fiesp, Mario Amato, disse que 800 mil empresários deixariam o país se Lula fosse eleito.

Isso teve efeito imediato na opinião pública. Aumentou o receio do PT. Eu fui tido como o candidato da direita. E acabei sendo, em função do receio do Lula. Isso aglutinou votos a meu favor.

O senhor se arrepende de ter usado uma ex-namorada de Lula na propaganda eleitoral?
Se tivesse assistido antes, não teria deixado ir ao ar. Mas a responsabilidade foi minha, o candidato era eu. Hoje não faria nada sequer parecido. Eu me senti mal depois que assisti ao vídeo. Mas aconteceu.

O dinheiro garantiu a eleição?
No primeiro turno, foi uma campanha difícil. Não tínhamos esses recursos todos. O dinheiro que entrou no segundo turno foi a origem de todos os problemas que eu iria enfrentar posteriormente. Foi uma coisa absurda. A gente queria parar e não conseguia.

O Paulo César (Farias) era o tesoureiro da campanha. Eu dizia pra ele: “Paulo César, para com esse negócio”. Ele dizia: “Eu não tenho o que fazer. É uma avalanche”.

Lula diz que o resumo do último debate exibido pelo Jornal Nacional foi decisivo para sua vitória. Concorda?
O Lula não foi bem no debate. Tem a história de dizer que a Globo editou. Não houve nenhuma edição (tendenciosa). Depois do debate, as ruas de São Paulo ficaram cheias de bandeiras, carros buzinando. A sensação era de vitória.

Como você edita um jogo em que o Flamengo ganha de 5 a 0 do Botafogo? Os melhores momentos são de quem ganhou. Do Botafogo, vão passar os piores momentos, a canelada na bola.

Em setembro, Bolsonaro pediu ao povo para ir às ruas de verde e amarelo. O senhor também fez isso em 1992. O que se lembra desse episódio?
Eu estava muito pressionado pelo impeachment. Foi uma tirada de marketing que deu errado. No domingo, todo mundo saiu de preto. Quando eu liguei a TV, pensei: “Não tem mais jeito. Agora é esperar o desfecho desse processo, que não vai ser nada bom”.

67 thoughts on ““Do jeito que está, eu não vejo como este governo possa dar certo”, diz Collor sobre Bolsonaro

  1. Collor não aprende. Deram o golpe nele, e ele ajudou a dar o golpe em Dilma. Agora o JB, apesar de brigar com todo mundo, tem o Toffoli de aliado. Vai conseguir cumprir seu mandato sem percalços.

  2. Os ladrões do congresso, antro de venais, descobriram um meio de aliviar-lhes o peso de acusações comprovadas de suas traições, seus roubos contra o erário e povo, suas maldades e planos permanentes de enriquecimento ilícito porque rápido:
    Acusam os governos atuais, sejam eles municipais, estaduais e federal.

    Collor, mais uma vez envolto em falcatruas porque esta é a sua índole, e nada pode mudar o caráter de um indivíduo péssimo à sociedade e ao país, julga-se com moral para alertar Bolsonaro.

    Curiosamente, Bolsonaro não tem o seu PC Farias, uma quadrilha de ladrões travestida em partido político, e não permitiu a destruição de estatais, de extinções de Fundos de Pensão pelos desvios de verbas, criado o propinoduto com a Copa e Olimpíadas, logo, receber de Collor, um ladrão, torturador, responsável pela maior violência contra o povo brasileiro desde a descoberta desta terra, Collor se mostra uma pessoa abjeta, deplorável, inescrupulosa, que não se dá conta do mal que fez e ainda o pratica contra o povo e país!

    Nessas horas, caso Collor tivesse um mínimo de respeito por ele mesmo, ficaria calado, quieto, sem opinar, escancarando a sua imoralidade nessa sua advertência inoportuna, desnecessária e inadequada.

    Mas, tem a política no sangue, essa maldita dependência que faz sucumbir a honra e honestidade de todos aqueles que se envolvem neste jogo deletério nacional.

    Collor que apontar defeitos de outras pessoas com o seu dedo sujo e fedorento!

  3. Nossa , o amor e lindo e raivoso quando acaba, basta ver o tempo que esse sujeito perdeu escrevendo tanta asneiras sobre a revolta que sente bem la no fundo , isso e o que eu chamo de um ser mal amado e revoltado, menos seu vicente., chega a ser ridiculo a sua narrativa

    • O comediante ataca novamente!

      “Grande COLLOR MELO,com muita humildade … como nenhum ex.governante o fez.”

      ÓÓÓINC!!!!!!!

      Ok, deixamos o desgraçado escolher onde quer o furo da bala! ?

      Cara, você merece a quinta!
      E os quintos…

      Teus comentários a base de “rivotril com oxy” são corrosivos á dignidade brasileira…

      Houve galo preto no porão da Dinda que morreu mais lúcido….

        • Souzza,

          Comenta o que quiseres, mas não mintas a meu respeito, não sejas venal!

          Não tenho santo algum, e todos sabem disso neste blog!
          Muito menos que seria esta “famiglia” que escreveste.

          Respeita-me, pois nunca fui mal educado contigo.

          Não concluas errado sobre quem não conheces, pois vais enveredar por um terreno lamacento, podre, e poderás afundar nele!

          Leva em conta as minhas cãs, e vamos nos dar bem, menos dessa forma.

          • a tá, não voltou e nem fez campanha aqui no blog, por Bolsonaro..

            Disse várias vezes Bolsonaro era anjo,q.iria arrumar este país que os genocida e comunistas deixaram etc tal.

            Disse horrores do Ciro Gomes.
            Também vai negar..

            PS: Não tenho nada pessoal,nossa discordância é alguns pontos de vistas,as vezes diferente.
            Agora, posa di bonzinho,se fazendo de vítima..

            Antes de pedir respeito, dê o exemplo..

  4. Collor de Mello sempre foi uma figuras mais detestáveis da política brasileira. Isso desde a campanha presidencial de 1989, quando vendia aos incautos seu moralismo falso como uma nota de três dólares. Sinceramente, não tenho a menor paciência de ler suas entrevistas e suas lições de novo “velho sábio” da política brasileira, cheias de “humildade”. Aliás, quando seu governo resvalou para o processo de impeachment, ele já vinha se tornando bastante “humilde”, entregando o poder nas mãos de Jorge Bornhausen, só que já não tinha mais jeito de salvá-lo, diante do fracasso acumulado.
    O problema hoje não é só os Bolsonaros, como a mídia quer fazer crer. Se o problema fosse esse, ele não teria sido eleito presidente. As pessoas estão saturadas e enojadas daquilo que a mídia pensa ser a “boa” política, e dos governos com “boas” relações com o Congresso, sabemos a que preço. O Temer tinha “boas” relações com o Congresso, e era detestado pela população e não conseguiu desempenhar nenhum papel ativo na sua sucessão. A classe política devia dar um pouco mais de ouvidos aos anseios da população, e menos aos próprios interesses e aos de lobbistas endinheirados, antes de vir a público com suas liçõezinhas de moral. A ascensão de figuras como Bolsonaro ou como o próprio Collor em 1989 ocorre quando a classe política joga fora qualquer vestígio de credibilidade. Significativamente, o segundo turno de 1989 foi entre Collor e Lula, os candidatos que mais se diziam “contra o que está aí”. A forma como se faz política no Brasil precisa ter alguma mudança.

  5. O Brizola tinha um apoio forte na área empresarial. Sem ele, eu estaria sozinho no segundo turno.

    Tive muitos votos que não eram meus, mas eram contra o PT. A classe empresarial tinha um enorme receio da vitória do Lula. Agora se deu a mesma coisa. O Bolsonaro teve um percentual de votos dele e outro de quem não queria o PT. O então presidente da Fiesp, Mario Amato, disse que 800 mil empresários deixariam o país se Lula fosse eleito.

    Isso teve efeito imediato na opinião pública. Aumentou o receio do PT. Eu fui tido como o candidato da direita. E acabei sendo, em função do receio do Lula. Isso aglutinou votos a meu favor.

    ALGUMA SEMELHANÇA ENTRE 2018 E 1989? PARECE ATÉ MESMO UM REPLAY! SUBSTITUA BRIZOLA POR CIRO GOMES E LULLA POR HADDAD! BOLSONARO É O COLLOR! E O GRANDE CENTRO, OU CENTRÃO, PARA OS INTIMOS COM CANDIDATOS REPUDIADOS PELO ELEITOR. TEM ALGUMA COISA MUITO ERRADA NO ATUAL DESENHO INSTITUCIONAL! URGE UMA REFORMA POLITICA, DO JEITO QUE ESTÁ TEREMOS CADA MAIS RADICALIZAÇÃO QUE PODE DESCAMBAR PARA NÃO SEI O QUE(é bom bater 3 vezes na madeira) . Voto distrital misto deveria ser uma das primeiras medidas. Mas para o futuro deveria se pensar seriamente na adoção do parlamentarismo. A própria Constituição foi moldada muito mais para o parlamentarismo do que para o presidencialismo. Enquanto os politicos não quiserem enxergar essa realidade óbvia, estaremos sujeitos a andar em circulos e cair sempre na mesma situação. 2018=1989~1961~1964 =~ a algum ano no futuro. Acho que esses simbolos e esses anos resumem bem a situação

    • E mais um importantissimo detalhe nas semelhanças entre 1989 e 2018. O principal responsável pelas eleições de Collor e de Bolsonaro foi exatamente o mesmo sujeito, com nome e sobrenome
      LUIS INÁCIO LULLA DA SILVA e seu partido o PT! O próprio Collor reconhece isso afirmando que não teria ganho de Brizola num 2º turno e muito menos de Mário Covas. O mesmo tipo de afirmação poderá fazer no futuro o Bolsonaro, declarando que num 2º turno não teria condições de derrotar o Ciro Gomes, isso é tão verdadeiro como uma nota de R$ 50,00. Mais uma vez o PT é o maior cabo eleitoral da extrema-direita, ainda mais ficando mais de 13 anos no poder.

  6. Newton; informação em forma de esclarecimento. para quem tem por norma ser isento e decente.
    “Houve o bloqueio dos ativos, e não só da poupança. Mas esse dinheiro foi devolvido em 18 parcelas. a última, paga em agosto de 1992, um mês antes do meu afastamento- até o último centavo com juros acima dos juros que remuneravam a caderneta de poupança a época Naquela ocasião, a inflação era de 90% ao mês, e era impossível implementarmos qualquer programa econômico. Tinhamos que esfriar a economia, reduzir o volume de recursos em circulação. Havia um volume enorme de recursos, que, em função da inflação, estavam sendo direcionados para o overnight, aplicações de curtíssimo prazo que rendiam fortunas de um dia para outro. Para implementar nosso plano econõmico, tínhamos que ter um espaço. Assim, primeiramente, era necessário congelar os preços. Tínhamos que dar uma segurada na liquidez, aí procuramos ver o perfil do poupador em caderneta de poupança e veio o estudo do Banco Central demonstrando que 70% dos poupadores tinham de 50 mil cruzados para menos. Daí nasceu a questão dos 50 mil cruzados. Sem o programa, não teria havido a abertura comercial, não teria havido a quebra das reservas de mercado, não teria havido a introdução da telefonia celular, os novos computadores, mais avançados, de acordo com os últimos lançamentos do mundo. Enfim, não teríamos tido oportunidade de fazer nada, porque estaríamos em uma espiral inflacionária enlouquecedora, que levaria o país ao debaque”( Collor de Mello, em entrevista ao Correio braziliense, edição de 3 e novembro, e boa parte dela reproduzida na tribuna da internet)

    • Medida tão absurda quanto a mente corrupta de quem o executou!!!!

      Jamais qualquer atitude para debelar a inflação poderia recair sobre a população, jamais!!!!

      Não era o povo que enriquecia com as aplicações noturnas, muito menos comprava produtos com a tabela do mês em vigor, para vendê-los no mês seguinte com reajustes conforme a desvalorização da moeda.

      Collor tomou a medida mais arbitrária e violenta contra o inocente, contra o trabalhador, contra o pequeno poupador, deixando de punir os verdadeiros responsáveis e que ficaram riquíssimos com a inflação, os banqueiros, o sistema financeiro do país!

      Pois a fortuna confiscada do povo permaneceu nos bancos.
      Fábulas de dinheiro que caíram nas mãos dos sugadores de recursos da população, deixando-os mais poderosos que nunca!

      Collor confiscou a poupança e o dinheiro do cidadão, para começar a devolvê-lo 18 meses após, e levando outros 18 meses para integrar o que havia surrupiado!

      O patife ex-presidente não considerou em nenhum momento da sua vida ordinária como político, o mal, o prejuízo, a infelicidade que ocasionou ao povo brasileiro com esta medida INCONSTITUCIONAL, arbitrária e violenta!!
      Os suicídios, as mortes de milhares de brasileiros que ficaram sem as suas posses até o momento que o canalha decidiu começar a devolver o dinheiro que confiscara de inocentes!!!!

      Collor não foi impedido de governar no dia seguinte à promulgação desse decreto inédito, que sequer em tempos de guerra nossas autoridades ousaram tanto, pelo fato de o congresso, o judiciário, amigos íntimos, retiraram o dinheiro dos bancos!!!!
      Então não houve quem reivindicasse o seu impeachment!

      Trazer à Tribuna explicações de Collor, só rindo!

    • A alegação de que o bloqueio dos valores depositados em bancos era para combater a inflação não fazia sentido. Afinal, quando o prazo do bloqueio terminasse, tudo voltaria à mesma. E a inflação continuou alta, acho que por volta de 20% ao mês nos tempos do ministro Marcílio Marques Moreira, e só caiu quando veio o plano real.
      E devemos louvar o Collor por dar início ao processo de desindustrialização do Brasil, continuado por FHC, Lula e Dilma?

  7. Marcos, te liga:

    O sapo barbudo teve uma grande responsabilidade na eleição de Collor, o flagelo do brasileiro!

    Sem condições de disputar com o carioca o Planalto, Lula impediu que Brizola ou mesmo Covas, avançassem para o segundo turno, então aconteceu a tragédia!

  8. Acho que não vale a pena ficar esculachando o Collor! Ele já pagou pelos erros que cometeu, eu mesmo e creio que a esmagadora maioria do eleitorado brasileiro jamais voltaria a votar nele. Mas boa parte do eleitorado alagoano, infelizmente não acha isso e fez elle voltar ao Senado, mas fiquem tranquilos que daí não passa. Antes nossos problemas atuais se resumissem ao Collor, Calheiros e outras figuras do mesmo naipe. É muito mais profundo que isso nossos problemas, como se diz, o buraco é bem mais embaixo. Nesse momento, o principal algoz da nação são uns ministros do STF, as vezes conseguem formar maioria de 6×5 ! Contra essa meia dúzia de 6 ou 5 é que devemos ficar atentos no momento.

  9. Sandoval,

    Se não vale a pena esculachar Collor nessas alturas, então comenta quem ofende as pessoas na defesa que faz do ladrão e corrupto!

    A TI, acredito, não permitirá que se comente sobre quem o comentarista desejar porque um ou outro não concorda.
    Lastimo que os insultos, as ofensas, as agressões pessoais sejam postadas, querendo o mal intencionado, o mal educado, o desrespeitador, alijar do debate o crítico deste ou daquele parlamentar e/ou político.

    Agora, por favor, dizer que Collor já pagou pelos seus erros, com licença, Sandoval, mas falta ao teu conceito um mínimo de empatia com aqueles que tiveram as suas vidas arruinadas!

    • Eu só quiz dizer que há muito o FC deixou de ser o inimigo público nº1! Poderia facilmente citar uns 10 na frente dele, se fosse para se mandar para pelotão de fuzilamento ele com certeza não seria mais o 1º, talvez o 10º, talvez o 31º, sei lá!

  10. Nossa…..o nivel baixou de tal forma que sugiro ao SR CARLOS NEWTON, tomar uma atitude , isso não faz parte da TI , aguardo um pronunciamento do senhor pra acabar com esse baixo nivel

  11. Raramente comento aqui na TI, mas estou chocada com o a feiura dos comentários deste senhor Vicente… Me fez lembrar o carioca da gema, agressivo igualmente e com a mesma pessoa, o Sr Francisco Bendl. É senhor Bendl, criticar, e com embasamento, incomoda. Estive na campanha do Collor de Mello, como jornalista integrava uma das bancadas na assembléia legislativa do RS que apoiava o alagoano, o vi poucas vezes, mas achei com jeito de psicopata trajando o manto de jovem salvador. Deu no que deu, um ano e rua. Porém, alagoanos ainda o elegem, mas certamente não por muito tempo.

  12. Minha prezada Rosela Prestes,

    Agradeço penhoradamente o teu comentário, ainda mais vindo de uma mulher, de uma jornalista, que possui infinitamente melhor que os homens o senso de justiça, de correção, e de não se deixar levar por defesas de ladrões e corruptos por alguns comentaristas neste blog.

    Pois digo que escrevam o que quiserem, mas não podem e não devem ultrapassar as barreiras do debate e invadir o terreno pessoal, principalmente com ofensas até mesmo aos familiares do “oponente”.

    Basta eu postar o meu comentário contra Collor, que farei isso até o fim da minha vida – CONTRA COLLOR! -, que recebo ofensas, impropérios, insultos, agressões e palavras de baixo calão de alguém que se acha no dever não de contestar as minhas críticas, mas de ser mal educado e desrespeitoso pelo fato de eu relembrar o que foi o período Collor para o povo e país!

    Olha, até alguns dias atrás, eu responderia do mesmo jeito. No entanto, eu estaria incorrendo no mesmo erro e ofensas aos comentaristas e leitores da TI, logo, entendi que eu deveria agir diferentemente, pois os insultos não me ofendem porque mentirosos, escritos com ódio, pois não há como contestar as minhas afirmações contra o senador e ex-presidente da República.

    E por mais que se rasguem, Rosela, se arranquem a pele, caiam no chão e batam as pernas, vou continuar postando o que a minha mente e vontade quiserem, e conforme as minhas conclusões e entendimento dos fatos que prejudicaram o povo e país indiscutivelmente.

    Só não me digam que Collor se viu obrigado a agir contra o povo, confiscando a poupança e dinheiro do cidadão porque não havia outra alternativa!

    Mesmo que tal medida violenta, arbitrária, autoritária, despótica, tivesse resolvido a inflação, que não aconteceu, mesmo assim eu seria o mesmo crítico do dinheiro confiscado, pois haveria muito mais alternativas que prejudicar, lesar, de ocasionar gravíssimos prejuízos ao trabalhador, e foram deixados de lado!

    Grato pela tua intervenção.
    Ela me enobrece, me honra, me anima, e me deixa disposto a continuar criticando os corruptos e ladrões que tentam posar de conselheiros, de experientes, e que almejam o bem do povo e país, cambada de cínicos e hipócritas, mentirosos e inescrupulosos!

    Um forte abraço, Rosela.
    Saúde, muita saúde.

  13. Caro Bendl,estou dirigindo busão,rumo a Gramado, não posso nem escrever,mas não me contive…

    És, espontâneo,e culto,mas não queira ser censor das opiniões diferentes da sua.

    Eu prefiro cara chapado,que não deixou a EMBRAER,ser vendida,prefiro chapado de grande visão destinou verbas para as crianças,(CIAC-CIEP), prefiro chapado que sempre cultivou os amigos..

    Do que,um psicopata,(definição Dr. Ednei),entreguista,facista, baba ovo do Trump..

    • Observo que segues não entendo alguns comentários, Souzza.

      Nessas alturas não sei se por má vontade ou porque não os interpretas direito, mas vamos lá:

      No caso de Collor não é uma questão de opinião como escreveste, porém de avaliação.
      A minha, com relação a este ladrão e corrupto é diferente da tua, e não quer dizer ou eu dar a entender que deves concordar comigo ou eu reformular o que postei.

      Trata-se do que penso sobre aquele que, a meu ver, é o pior presidente que tivemos desde a Proclamação da República.

      E quem está me criticando pelo que venho publicando de Collor há tempos, és tu, que não admites eu avaliar Collor do jeito como venho fazendo.

      Registra as tuas impressões, e deixa as minhas.
      Se agisses assim, e esta discussão a respeito de um canalha não teria sido tão longa, e alguns indivíduos não teriam se mostrado tão mal educados e desrespeitadores.

      Exemplo?
      Olha só como te manifestas com relação a Bolsonaro.
      Por acaso eu te retruquei?
      Contestei o que pensas do atual presidente?
      Nada.

      Ora, bolas, então porque segues me criticando quando abordo quem foi Collor na minha ótica, e que me coloco no lugar dos milhões de brasileiros que este pulha prejudicou?!

      • Caro conterrâneo Bendl.

        As vezes,seus escrito s são até geniais,outros nem tanto,chega ser espantoso, ódio, e os comentários tendenciosos,sem nenhum embasamento,sem a leitura do quadro todo..

        Pior, não assimila as opiniões diferentes da suas,e passa a vê-las como inimigos..

        Outra banda,quando queres ser protagonista de determinado assunto proferido por outro comentarista, não mede esforço com lantejolas e salamaleques,e entra em cena para debater inteligentemente, e passa dividir os holofotes, isso a meu ver é mérito seu.

        Com todo respeito,aceite meu forte abraço..
        desejo-lhe saúde e paz.

  14. Prezado Vicente Limongi Neto..

    É uma alegria em ler seus textos,seja aqui na Tl, diário do poder,no correio brasiliense.

    Senhor é um jornalista abalizado, reconhecido pelos seus pares,que honra jornalismo brasileiro..

    Fico feliz em compartilhar alguns pitacos,com o recatado Vicente Limongi..

    obrigado!!!
    Forte Abraço.!!!

  15. A saga de Collor são águas passadas, mas ainda serve para meter a ripa na cacunda do Bolsonaro.
    No dia que publicarem sobre o acasalamento de grilos da Manchúria e de atracamento de navios piratas certamente vai aparecer algum Catão para atribuir ao Bolsonaro todas as injúrias de tais fatos.

  16. Caro leitor e comentarista Francisco Bendl,
    Como muito bem observado pela leitora e comentarista Rosela E. Prestes o prezado amigo gaúcho por expressar com embasamento as suas análises, as suas críticas, certamente incomoda a alguns leitores e comentaristas que aqui incursionam.
    Nas eleições de 1989 votei em Fernando Collor de Mello, pois, induvidosamente não votaria e como jamais votei em Luiz Inácio Lula da Silva.
    Todos os brasileiros e as brasileiras do bem e de bem do nosso pobre país sabem a desgraça que se abateu sobre todos nós com as incúrias cometidas por Fernando Collor de Mello e equipe ministerial, sobretudo do Ministério da Economia sob o comando de Zélia Cardoso de Mello se não me falha a memória esse é o nome.
    No entanto, ninguém aqui comentou que Fernando Collor de Mello nasceu em berço esplêndido, pois filho de donos de empresas de comunicação e de jornal impresso no Estado de Alagoas, de modo que por quê se envolveu em casos de corrupção noticiados à exaustão à época, na medida em que antes de nascer já estava com a sua vida econômica e financeira resolvida.
    Apreciaria muito saber o que pensa o leitor e comentarista Dr. Ednei de Freitas sobre essa conduta, essa postura, haja vista ser um conceituado médico psiquiatra com livros sobre a psiquiatria.

    • Prezado Dr. João Amaury Belém,

      Na época da campanha
      eleitoral de Fernando Collor para presidente da República, eu já estava cursando meu curso de seis anos de Psicanálise, e convivia, na sala de espera, com intelectuais, jornalistas,outros estudantes de psicanálise, sala de espera de um psicanalista didata famoso e já falecido, no Recife, o Dr. Antônio Carlos Soares de Escobar, que foi o meu analista didata – exigência do Curso de Formação de Psicanalistas da International Psychoanalytical Association.

      Todos nós estávamos de acordo que Fernando Collor, com aquela estória mentirosa de caçador de marajás era um pilantra e que tudo aquilo era uma fraude, para enganar os incautos e seduzir eleitores mal escolarizados e até de pessoas com diplomas de curso superior mal instruídos politicamente.

      Fernando Collor de Mello é um farsante, é ladrão, como a história bem colocou , e, ao meu ver, também é um psicopata como Lula.

      No entanto, ele me surpreendeu recentemente , em reportagem publicada pela TI e em outros veículos de imprensa, fazendo uma espécie de mea culpa, e tentando avisar que o atual presidente Jair Bolsonaro, pelas razões que ele bem explica e entende, está fazendo um governo muito semelhante ao dele, especialmente no desprezo que Bolsonaro tem tido pelo Congresso e pelos partidos políticos (tal como Fernando Collor fez em seu governo e foi isso, finalmente, que favoreceu o seu impeachment, não obstante razões objetivas que embasaram o pedido de impeachment).

      Só para dar um exemplo de que ser condenado ao impeachment não depende de o denunciado cometer crimes, ninguém sugeriu o impeachment de Lula, que todos sabiam que roubava, e muito, mas se houvesse denúncia ao Senado, Lula, que sabia lidar (muitas vezes fraudulentamente) com os senadores e deputados, jamais seria condenado ao impeachment tanto pelas duas comissões de constituição e justiça, quanto pelos plenários da Câmara e do Senado, porque sabia lidar com a classe política, a minoria honesta e a maioria desonesta, e distribuía favores aos parlamentares, manteve coeso o PT com seus ladrões e fez conchavos entre empresários e políticos das duas casas, que roubaram muito e erário público. Nunca se falou em impeachment de Lula por causa disso.

      O impeachment não se dá por provas e argumentos jurídicos no Congresso, é um julgamento meramente político.

      Embora Fernando Collor tenha sequestrado criminosamente a poupança de muitos e o dinheiro de muitos depositados nos bancos, por exemplo, não foi isso que o derrubou. O que o derrubou foram suas más relações com o Congresso: Não tinha jogo de cintura para lidar com parlamentares venais nem mesmo com parlamentares honestos,

      Jair Bolsonaro está fazendo a mesma coisa, e Collor avisa, em seu mea culpa, sabe-se-lá porque, já que é um canalha, que Jair Bolsonaro está indo no mesmo caminho que ele foi, ofendendo congressistas, rachando o partido que o elegeu em dois, diminuindo sua base de apoio no Congresso Nacional, tal qual Collor. E é preciso lembrar que para o Congresso votar em massa num impeachment . não leva em conta problemas jurídicos. O julgamento do Congresso Nacional nada tem a ver com a judicatura. Os julgamentos, nas Comissões de Constituição e Justiça, da Câmara e do Senado, bem como no plenário das duas Casas é um julgamento meramente político.

      .Receba meus melhores cumprimentos,

      Ednei José Dutra de Freitas

      • Caro Dr. Ednei José Dutra de Freitas,
        Muito agradecido pela resposta dada a consulta que lhe fiz sobre o comportamento, a conduta de Fernando Collor de Mello na vida pública, considerando haver nascido em berço esplêndido.
        Receba também os meus cumprimentos.

  17. Vicente,a minha neta 5 anos,tá no aplicativo show milhão,(nem sabia tinha isso no app).

    Ela pergunta,o que é ajuda das placas e dos universitários.

    Respondi”quando pessoa não sabe pede ajuda para pessoas esclarecidas, e que,conheça história”.

    Hoje muitos alunos cabeça di bagre pede pra confraria pareceres,na hora da provas do Enem,fazem a cola.
    é o quê é…

    Caro Vicente Limongi.
    Independente das posições políticas,qd.vieres ao Sul,nos procure, será uma satisfação sorver mate com amigo.

    Forte Abraço.!!

  18. Prezados Dr. João Amaury Belém e Francisco Bendl, vejam só esta notícia postada pelo jornal POLÍTICA AO MINUTO, às 17:15 horas de hoje, 19/11/2019 e avanço a notar que em 90 dias não há prazo suficiente para se criar um novo partido político, motivo porque provavelmente os que acompanharem Bolsonaro e se desfiliaram do PSL perderão os seus mandatos:

    A REPORTAGEM:

    CCJ DO SENADO PAUTA PROPOSTA QUE AMEAÇA PARLAMENTARES SEM PARTIDO

    Pela proposta em tramitação na comissão. deputados e senadores não poderão ficar mais de 90 dias sem filiação partidária, sob pena de perda do mandato

    https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/1136305/ccj-do-senado-pauta-proposta-que-ameaca-parlamentares-sem-partido?utm_source=notification&utm_medium=push&utm_campaign=1136305

  19. Dr. João Amaury Belém e Francisco Bendl,

    Se o Senado sancionar o processo em andamento que reza que o prazo para filiação é de 90 dias, os bolsonaristas que se desfiliarem do PSL ou de outros partidos (ou os que já se desfiliaram confiando na criação do partido “Aliança pelo Brasil”) irão perder os seus mandatos, tanto na Câmara quanto no Senado, segundo se depreende da reportagem abaixo, que informa que os bolsonaristas mais otimistas “acham” que terão 140 dias para reunir assinaturas necessárias para a criação do Partido “Aliança pelo Brasil” , e, depois, como todos sabem, esperar ainda pela decisão morosa do TSE para a análise dos documentos e assinaturas e posterior homologação da nova sigla.

    Se o Senado votar o que está tramitando, deputados e senadores que estiverem sem filiação partidária após 90 dias da sanção do Senado, simplesmente irão perder o mandato. Leiam a matéria:

    https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/1136430/bolsonaro-assina-carta-de-desfiliacao-do-psl?utm_source=notification&utm_medium=push&utm_campaign=1136430

  20. Tá faltando um pagé do bão, daquele que manda raio mais preciso que GPS….

    Fossemtudo na base do círculo e do tacape, resolveriamos o adensamento na hora…

    TUDO BEM NOS PALÁCIOS, NOS PODRES PODERES,
    TODOS RICOS, COMENDO E BEBENDO, ENQUANTO OS IDIOTAS INCONSEQUENTES LUTAM LÁ FORA POR ELES, NA LAMA….

  21. Musiquinha da minha terra:

    Ando devagar porque já tive pressa
    E levo esse sorriso
    Porque já chorei demais

    Hoje me sinto mais forte
    Mais feliz, quem sabe
    Só levo a certeza
    De que muito pouco sei
    Ou nada sei

    Conhecer as manhas e as manhãs
    O sabor das massas e das maçãs

    É preciso amor pra poder pulsar
    É preciso paz pra poder sorrir
    É preciso a chuva para florir

    Penso que cumprir a vida
    Seja simplesmente
    Compreender a marcha
    E ir tocando em frente

    Como um velho boiadeiro
    Levando a boiada
    Eu vou tocando os dias
    Pela longa estrada, eu vou
    Estrada eu sou

    Todo mundo ama um dia
    Todo mundo chora
    Um dia a gente chega
    E no outro vai embora

    Cada um de nós compõe a sua história
    Cada ser em si
    Carrega o dom de ser capaz
    E ser feliz

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *