Documento comprova que o preço da Covaxin foi aumentado 50% de uma hora para outra

Luís Miranda exibiu o documento em sua conta do Twitter

Luiz Calcagno
Correio Braziliense

O deputado Luis Miranda (DEM-DF) apresentou, em suas redes sociais, na noite desta segunda-feira (5/7) um documento do Ministério da Saúde que mostra as negociações do governo federal com a Precisa Medicamentos para a compra da vacina indiana Covaxin. A Precisa é representante brasileira da farmacêutica indiana Bharat Biotech, que produz o imunizante.

Na reunião, segundo documento apresentado pelo parlamentar, o medicamento era oferecido por US$ 10 a dose, e não US$ 15, conforme acordo firmado entre o governo Bolsonaro e a representante legal da empresa estrangeira.

MIRANDA DENUNCIOU – O acordo pelo preço 50% mais caro foi firmado em 28 de fevereiro. Mas, no encontro anterior, em 20 de novembro, os representantes apresentaram o valor mais barato. Em uma filmagem, Luis Miranda questiona o motivo da mudança de preço.

 “Esse é um memorial de 20 de novembro de 2020, quando as vacinas eram mais caras, porque todo mundo queria e não tinha, do Ministério da Saúde. (…) Sabe quanto custava a vacina, e depois da reunião, incrivelmente, aumentou pra US$ 15? Quanto está aí? Dá uma olhada. US$ 10?”, provocou Miranda.

“Vamos pedir pra CPI intimar todo mundo, para explicar como sai de US$ 10 para US$ 15? Se isso não é faturamento, não sei o que é”, continuou o parlamentar. Além de representantes da Bharat na Índia, participaram da reunião diversos investigados pela CPI da Covid. Dentre eles estão o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco Filho; a então coordenadora geral do Plano Nacional de imunização, Franciele Fantinato; o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos (SCTIE) Hélio Angotti Neto; além do presidente da Precisa medicamento, Francisco Emerson Maximiano; e a diretora executiva da empresa, Emanuela Medrades. Todos estão na mira da CPI da Covid.

TEVE INTERMEDIAÇÃO – A reunião foi aberta pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde (MS), com a participação de representantes da Precisa Medicamentos e da Bharat Biotech International para tratar sobre a vacina Covaxin. O presidente da Precisa Medicamentos esclareceu que fez acordo com a Bharat Biotech para importação e comercialização da vacina no Brasil, sendo o representante exclusivo da empresa indiana no país”, afirma o documento.

No trecho que lista os aspectos sociais e jurídicos do contrato, o documento informa que o valor da vacina “é de US$ 10 (dez dólares americanos) por dose, que, em razão de eventual aquisição de montante elevado de doses, o valor poderia vir a ser reduzido e estaria aberto à negociação”.

5 thoughts on “Documento comprova que o preço da Covaxin foi aumentado 50% de uma hora para outra

  1. Se isso não é prova de que havia roubo na transação e não houver justiça, melhor fechar o galinheiro.É muito vergonhoso para nós povo.

  2. Se o documento que apresenta a oferta da vacina a U$ 10,00 é verdadeiro, então está claro que houve “mutreta” ou acham que todos nós somos idiotas!

  3. Miliciano só sabe roubar no varejo. Tipo taxa de segurança, gatonet, achaque de vans e motoboys e outras ninharias. Quando se trata de operar com valores maiores, empresas, pessoal estrangeiro, é um desastre.

  4. Que decepção! Pensei que tivesse sido um aumento de 1.000% !!! Num dia 1.000, no outro 50, quem é que inventa estas mentiras? Uma legião de jornalistas de aluguel, vagabundos, venais, corruptos e canalhas.

    • E, antes que eu me esqueça, a pergunta que vale uma noitada caliente no Gran Hotel Havana: qual o valor do prejuízo para os cofres públicos?

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