Documento do BNDES aponta Bolsonaro e os filhos como potenciais geradores de crise

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Funcionários farão protesto na tarde desta sexta-feira 13

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Em documento para montar estratégia de comunicação, que acabou resultando na demissão de um funcionário por justa causa, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aponta o presidente Jair Bolsonaro e os filhos dele como potenciais geradores de crise.

 A orientação passada em reunião realizada com superintendentes do BNDES em agosto último era de que um grupo de pessoas, entre eles, 15 jornalistas e vários políticos, como Bolsonaro e os filhos, deveria ser abordado para evitar que provocassem problemas para a imagem da instituição.

CAIXA-PRETA – As recomendações estão em um slide do documento intitulado Black Box, ou caixa-preta, à qual o atual presidente do BNDES, Gustavo Montezano, assumiu a missão de abrir. Ele, por sinal está calado desde que a crise explodiu no banco depois da demissão sumária de Gustavo Soares, da área da Tecnologia da Informação (TI).

Em nota enviada ao Blog, a assessoria de imprensa da instituição estatal diz que “esse documento preliminar se refere a uma apresentação de consultoria externa contratada pelo BNDES. A apresentação não representa a opinião do banco. Temas sobre os quais a sociedade questionava a atuação do banco foram apresentados na campanha BNDES Aberto, lançada no mês passado.

Essas explicações permanecem disponíveis de maneira clara e transparente para a sociedade no site aberto.bndes.gov.br.

ARQUIVO X – A apresentação sobre estratégias de comunicação do BNDES foi compartilhada em um arquivo público denominado X. Centenas de funcionários do banco tiveram acesso à informação, inclusive ao slide da discórdia, que aponta Bolsonaro e os filhos como geradores de crise.

Apesar de o diretório X ser público, o BNDES abriu uma sindicância para ver quem havia disponibilizado a apresentação no sistema. A sindicância chegou a Gustavo Soares, que copiou a apresentação, como outros colegas, e a enviou por WattsApp para alguns funcionários.

JUSTA CAUSA? – Gustavo foi demitido por justa causa sem direito de defesa. O resultado da sindicância está em segredo de Justiça. O agora ex-funcionário do BNDES cobra a sua reintegração ao quadro de pessoal do banco, alegando inocência e perseguição. Esse fato explicitou o clima de caça às bruxas no BNDES.

Nesta quinta-feira (12/12), a Associação dos Funcionários do BNDES (AFBNDES) está fazendo uma convocação para um ato de defesa de Gustavo. Representantes da associação passaram de andar em andar da sede da instituição, no Rio. A manifestação está marcada para sexta-feira, às 14h30.

15 thoughts on “Documento do BNDES aponta Bolsonaro e os filhos como potenciais geradores de crise

  1. O BNDES já tem problemas de imagem de sobra, desde a época em que foi transformado numa espécie de segunda casa da moeda nos tempos do lulismo e de FHC, despejando dinheiro para favorecer a quem interessava ao governo de então. E isso não foi considerado fator de geração de crise pelos analistas do banco, mas acabou sendo.

  2. É justa a manifestação dos funcionários do BNDES a favor do funcionario demitido por.justa causa, e nao entro no mérito.
    O que nos surpreende é que quando o governo petista comandados por luiz inacio.e dilma arrombaram os cofres do banco , os duncionarios mantiveram-se impávidos.
    Isso demonstra a falta de caráter para com as coisas do estado, e só estão lá no banco para tratar dos próprios interesses.
    Portanto a privatização ainda é a salvação do nosso dinheiro que é mal administrado e até roubado por uns representantes de araque.

  3. Então Roberto; vamos privatizar e ficaremos com os impostos; mas, quem vai administrar este e outros $?!!! Não serão os mesmos que dilapidam estes patrimônios?!!!
    Temos é que cumprir a lei “que todos os Brasileiros tenham vergonha na cara e revogam-se as disposições em contrário”.
    O resto Senhor Velásquez é conversa de quem quer ser “fat cat”.

  4. O BNDES deveria ser prestigiado pelo governo. Vários países possuem bancos semelhantes que alavancam as suas economias, as suas infraestrturas e por isso são respeitados e admirados.
    Aqui preferimos, como em tudo, ressaltar os defeitos e minimizar ou até ignorar as virtudes.

    Será que esse comportamento é fruto de nossa depreciação como povo? De que realmente, como dizia Nelson Rodrigues, sofremos da síndrome de vira-lata?

    Falando sobre corrupção, comparando-a com uma doença, devemos combatê-las, mas devemos agir com a razão.
    Um certo remédio pode curar, porém, administrado em doses altas mata. Como devemos agir nesse caso? Damos uma dose alta que cura a doença, mas matamos o paciente ou administramos o remédio de modo a curar a doença em tempo mais longo, porém que preserva o paciente?

    Assim deve ser o combate à corrupção. Avançando sempre, mas prevenindo os efeitos colaterais graves.

    • Não acho que os brasileiros tenham complexo de vira-lata. Na verdade, muita gente por aqui padece de mania de grandeza, de achar que tudo aqui é maior, melhor e mais maravilhoso que tudo que existe no mundo, assim como o Rio de Janeiro é a cidade mais perfeita do planeta, e Nelson Rodrigues o maior de todos os escritores, e que somos por direito a maior potência econômica mundial e também o maior destino turístico, e que somos “uma nova Roma”, como disse o Darcy Ribeiro. O Brasil é uma grande Itu.
      Por causa dessas fantasias, deixamos de resolver os problemas reais do país, e aplaudimos desperdícios exibicionistas como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, o abuso do BNDES pelo lulismo para obter “lebesraum” na África e na América Latina, e os delírios de Eike Batista de ser o homem mais rico do mundo à nossa custa.

      E se Nelson Rodrigues fosse tudo o que os brasileiros dizem que ele é, seria lido e estudado no mundo inteiro. Convenhamos, Rodrigues não é Mario Vargas Llosa, nascido em um pais menor e mais pobre que o Brasil, mas mundialmente reconhecido.

        • Seria melhor citar Jorge Amado, que tem prestígio literário real. Sei que andaram tentando vender Paulo Coelho como grande escritor, mas essa fantasia já não está enganando muita gente. Paulo é só mais um escritor de best sellers. O fato da grane mídia tentar impô-lo como gênio literário é mais um sintoma dessa nossa época de decadência cultural generalizada no Ocidente, onde que filmes de quadrinhos de super-heróis são vistos como obras-primas, e pornofonia passa por grande música.

          • Apenas como contribuição aos comentários acima, importante é valorizar as obras literárias sejam elas de onde forem e quem são seus autores.

            A minha preferência sempre foi saber sobre as regiões brasileiras, então, abaixo, coloquei alguns títulos que recomendo para quem ainda não os tenha lido.

            Saliento, entretanto, que Os Sertões, de Euclides da Cunha, escrito em 1.902, tratado como um livro-reportagem, eu o considero a obra mais importante da literatura brasileira, pois mostra ao mundo um quadro de miséria e de pobreza absolutas.
            Euclides escreveu essa epopeia com base na Guerra de Canudos, a maior tragédia brasileira, e comparado a Guerra e Paz, de Tosltoy!
            Simplesmente um livro imperdível!

            Outro livro fantástico, trata-se de O Tempo e o Vento, Érico Veríssimo, consideradas por muitos especialistas como a obra definitiva do estado do Rio Grande do Sul e uma das mais importantes do Brasil.

            Dom Casmurro, Machado de Assis,
            Os Sertões, Euclides da Cunha
            O Ateneu, Raul Pompeia
            Grande Sertão: Veredas, João Guimarães Rosa
            O Cortiço, Aluísio Azevedo
            Vidas Secas, Graciliano Ramos
            Vestido de Noiva, Nelson Rodrigues,
            O Sítio do Pica Pau Amarelo, Monteiro Lobato
            Iracema, José de Alencar
            Gabriela Cravo e Canela, Jorge Amado
            O Tempo e o Vento, Érico Veríssimo.

            Quanto à literatura internacional, e sendo a Europa o Velho Continente, esta possui um acervo incomparável, onde somos jovens em comparação às obras produzidas d’além mar.
            Rússia, França, Reino Unido, Portugal, Itália, Espanha … países que sempre se notabilizaram pela cultura e proficuidade de escritores, poetas, música erudita e as extraordinárias óperas!

            No entanto, o nosso continente mesmo sendo o Novo Mundo, tem um acervo literário e autores esplêndidos.

          • Meira,

            Concordo contigo sobre Paulo Coelho, uma legítima empulhação!

            Não se pode sequer classificar a obra deste autor como literária, mas livros de auto-ajuda, e de quem gosta de fantasia.

            Respeito opiniões em contrário, evidente, pois este é o meu parecer sobre Paulo Coelho.

          • Certo, só escrevi que Paulo Coelho é mundialmente famoso. Não entrei no mérito.
            Bendl, li todos esses livros que citaste e concordo que são grandes obras. A trilogia do tempo e o vento é genial. Também gostei muito do livro o cortiço.
            João Cabral Neto com sua obra de morte e vida Severina foi outro grande autor. Aliás, aqui há um link do livro animação: https://youtu.be/clKnAG2Ygyw

  5. Como Lula de fato errou, foi nefasto ao Brasil, então o Bolsonaro tem todo direito de sê-lo?.
    Lula está pagando e deve pagar muito mais pelos crimes que cometeu. Nós vivemos o presente. Como dizia o hino dos Embaixadores clube carnavalesco situado em cima do amarelinho na Cinelândia: O passado não adianta, o futuro espera e o presente se anuncia. É do presente que devemos tratar.

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