Dois poemas de Paulo Peres que relembram a História do Carnaval do Rio de Janeiro

Resultado de imagem para carros alegóricos

No verde e amarelo, uma cultura tipicamente brasileira

Carlos Newton

O advogado, jornalista, analista judiciário aposentado do Tribunal de Justiça (RJ), compositor, letrista e poeta carioca Paulo Roberto Peres, nos poemas “Samba na Escola” e “Zeca-José”, fala de partes históricas do carnaval carioca.

SAMBA NA ESCOLA
Paulo Peres

Grandes sociedades, ranchos, blocos e cordões
Através da organização, tal realeza dos salões, …
Criaram as Escolas de samba no Rio de Janeiro.
Ópera do sonho-folia do carnaval brasileiro.

Deixa Falar, primeira escola fundada
No Estácio, local de bamba, abençoada
Pelo samba de afro-baiana origem
E tempero carioca, democratizou a imagem.

Na Praça Onze, casa da Tia Ciata,
O batuque, compasso dois por quatro, reuniu a nata
Da malandragem, hoje, sambistas geniais.

O surdo e o tamborim ritmaram os usuais
Instrumentos e cantos, tal marcação harmonia
Fez do samba uma escola desfilando poesia.

ZECA-JOSÉ
Paulo Peres

Viva o Zé Pereira
Viva o carnaval
Batucada feiticeira
Na folia Imperial

Na memória do Brasil
Festas vindas de Portugal
Zé Pereira substituiu
O Entrudo inicial

A história transformou
Zé Pereira em José
Zeca então referendou
Seu destino (vai-e-tem)

Tal Zeca pedreiro
E José batuqueiro
Ele vai vivendo
E filhos nascendo

Tijolo em tijolo
Sonhando subir
O samba é o consolo
Prá vida curtir

Acorda o sentido
No passar repetido
Da escola de samba,
Brasileiro bamba

No trem é pingente
É Zeca pedreiro
No samba é presidente
É José batuqueiro

Vai fantasiado de fome
E de medo
Procura o seu nome
No meio do enredo

2 thoughts on “Dois poemas de Paulo Peres que relembram a História do Carnaval do Rio de Janeiro

  1. Paulo Peres, nesse domingo de Carnaval, nesse espaço tão seu e de todos os que fazem a Tribuna da Internet, vens com tua Poesia contando História e Vidas do Carnaval Carioca. És como chamamos em Pernambuco…”Um Homem que ainda ainda voa atrás do Luar”… Tua Poesia vem com a alma Carioca dos tempos em que as Marchas Rancho enfeitavam as ruas do Rio, vem com as Pastoras que vem do Ciclo Natalino, desfilar cantando Vidas e Amores da Cidade Maravilhosa. Vens com os vendedores de frutas, com os Sambistas descendentes de Noel Rosa, vens com o Povo Carioca cantando todos os seus cantos vindo das Senzalas e dos Monumentos à Vida, é assim a alma de um Povo, na Música e no Canto tristeza e alegrias vivem casados, se entrelaçando nos passos dos Boêmios que ainda com Passos de Nijinsk bailam nas Gafieiras na Noite do Rio ! Muito Obrigado pela tua Arte Poética, Obrigado, e daqui do meu Recife te Homenageio com um Frevo de Bloco de Heleno Ramalho, do Bloco das Ilusões do meu Amado Bairro de São José, Berço do Carnaval Pernambucano, chamado Flabelo das Ilusões(Flabelo são os Estandartes Coloridos do Blocos Líricos de Pernambuco ). VIVA PAULO PERES, VIVA O RIO DE JANEIRO, VIVA O RECIFE !!!

    FLABELO DAS ILUSÕES

    Heleno Ramalho

    Chora Bandolim
    Chora Violão
    O meu coração
    É assim…

    Ah, linda Pastora de voz tão macia
    Canta meu Verso minha Melodia
    Enquanto há tempo para se cantar
    Ah, viver assim não é sonhar à toa
    Eu faço parte dessa Gente Boa
    Que ainda voa
    Atrás de Luar

    Vê! O meu Recife se enfeitou demais
    Olha! Até o rio parou de correr
    Só pra ver meu bloco de recordações
    Com um Flabelo feito de ilusões
    Me levando de volta pra você .

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *