Dominada pelo império do crime, a região amazônica não pertence mais ao Brasil

Dom e Bruno: Órgão internacional toma medida contra Brasil e pressão cresce - 11/06/2022 - UOL Notícias

Aumenta a pressão internacional sobre o governo do Brasil

Jorge Béja

Grande área da extensa floresta amazônica, se não toda, já perdeu a soberania nacional. Pode até continuar sendo chamada de Brasil. Mas o Estado brasileiro perdeu o comando sobre a área. Passou a ser um outro país dentro do Brasil.

E a tragédia acontece pelo garimpo e pesca criminosas porque ilegalizadas, pelo narcotráfico, pela derrubada das árvores, pela caça aos animais, abandono dos povos indígenas jogados à própria sorte e também vitimados pela violência. É o poder das armas, o poder da força acabando com o poder do Direito, o poder da legalidade e o poder da autoridade constituída. É vitória da criminalidade, da violência.

SEM SOBERANIA – E neste imenso pedaço do Brasil, sobre o qual o Brasil não manda mais em razão da mais completa ausência dos agentes da lei, da segurança pública, da defesa do nosso território contra os inimigos internos e invasores externos, o desaparecimento do agente da Funai e do jornalista inglês deve ser debitado ao Estado brasileiro. Justamente pela sua ausência através das forças, civis e militares, de segurança.

A responsabilidade civil que recai sobre o Poder Público no tocante ao dever de indenizar o dano que seus agentes, por ação ou omissão, causarem a terceiros, a responsabilização é objetiva.

E sendo objetiva, dispensa a apuração da culpa. Basta a presença da relação de causalidade, entre o dano e a ação ou omissão do Poder Público. Assim está previsto na Constituição Federal (artigo 37, parágrafo 6º).

AÇÃO INDENIZATÓRIA – Portanto, se as mortes, de um e/ou de ambos forem confirmadas, suas famílias têm o prazo de cinco anos para ingressar na Justiça Federal de primeira instância com ação reparatória de dano. E a União, ré no processo, perderá a causa, por ser causa indefensável para o Estado brasileiro. E a União (Estado brasileiro) será obrigada a pagar pensão vitalícia aos dependentes dos vitimados, cumulada com uma verba a título de dano moral cujo valor somente o Judiciário pode fixar.

Não há excludente de responsabilidade civil que possa livrar a União da condenação. O que saiu da boca de Jair Bolsonaro, na condição de presidente da República, releva repugnante ignorância, seja no tocante à relação social, no tocante à nobreza com que deve agir quem seja presidente de um país, seja no tratamento que os vitimados e seus familiares merecem ter, e seja no tocante à lei maior do país.

Jair disse que o agente da Funai e o Jornalista seriam dois “aventureiros”. Ou seja, colocou a culpa em ambos. Mas a culpa é do governo federal que desde 1º de janeiro de 2019 Jair preside.

GOVERNO INERTE –  Jair Bolsonaro nada fez para proporcionar maior segurança à Amazônia. Ao contrário, tudo fez para deixá-la ao abandono, ao comando do crime organizado, a criminosos brasileiros e estrangeiros. São fatos públicos e notórios e que dispensam comprovação.

Mas o governo Jair Bolsonaro não é o único culpado. Suas ações e omissões no comando da Nação só fizeram piorar o que estava ruim. Mas não tão ruim, visto que a Funai e outras organizações governamentais, Ongs e outros organismos nacionais e internacionais agiam para o bem da Amazônia, tanto a Amazônia brasileira quanto ao território amazônico fora do Brasil.

O drama do desaparecimento do agente da Funai e do jornalista inglês mostra ao mundo, a todas as nações, a situação trágica da Amazônia. E a constatação é a de que o território brasileiro diminuiu de tamanho. E a diminuição é irreversível. Parte dele, localizado na Amazônia não é mais Brasil. É um outro estado, clandestino e criminoso, encravado no território da República Federativa do Brasil.

29 thoughts on “Dominada pelo império do crime, a região amazônica não pertence mais ao Brasil

  1. Estaria tudo oculto nas sombras da floresta, sob controle de quem domina as “desguarnecidas clareiras”!
    Quem deveria se importar com tal inexpugnável imensidão, agendadamente moribunda!

    • Ver um crime com calma é cometê-lo.
      José Martí
      Projetaram Brasília e o governo central no lugar errado!
      Deveria ser no meio da Mata Amazônica!

  2. Foi se o Chico Mendes, foi se a irmã Doroti, agora mais dois. Estes foram notícias por serem famosos, seriam apenas estes casos?
    É a nova versão do Faroeste americano.

  3. Na região central de são Paulo, também pertence a cracolandia; e tem gente que queria o jestor, fazendo isso no Brasil inteiro.

    Quando o exercito foi colocar ordem no RJ, os esquerdistas espernearam dizendo que estava errado.
    Inclusive, agora, o Fachin proibiu todo o tipo de autoridade de entrar no meio da área protegida para criminosos.

    PS: E o estado não paga ninguém, o estado não gera riqueza. Quem vai pagar, é o trabalhador, com o aumento de algum imposto.

  4. Bolsonaro relatou que Dom era mal visto e deveria ter tomado cuidado.
    A pergunta que não quer falar:
    De quais fontes Bolsonaro obteve tais informações?
    Sabedor da mesma, por quê seu governo não tomou medidas protetivas?
    De que lado o mandatário da nação está?
    Quem está do lado do governo; os que cometeram o suposto crime, ou aqueles que forma vítimas?
    O atual governo faz coro com a criminalidade, ou com aqueles que às denúncia?
    Eu tenho meu parecer e os demais?

    • Com estes relatos, o Presidente da próspera República brasileira, se coloca no lugar de fala dos militantes, em outras palavras, seu representante.VERGONHOSO!!!

  5. Bem, fazer o quê, a Amazônia se tornou a principal ameaça ao nosso povo. Já esquecemos a desgraça que grassa nos lares e nas calçadas das ruas, o analfabetismo gigante a saúde periclitante e o crime sem controle. A Amazônia é por decreto dos nossos comentaristas o nosso maior perigo. Really? Para que servem então as forças armadas já enferrujadas de tanto ficar nos entre muros dos quartéis? É só disso que precisamos: AÇÃO!

  6. Parabéns entusiasmados Jorge Béja.
    O seu artigo sobre a Amazônia e especificamente sobre o desaparecimento do Bruno, funcionário da FUNAI e do jornalista inglês Dom, foi um libelo, um Tratado da situação de abandono pelo Estado da Região Amazônica. Deixaram a área se tornar um império dos fora da Lei, um faroeste sem xerife, largado a própria sorte.
    Do lado brasileiro, convive toda sorte de delinquente, pistoleiros, traficantes, garimpeiros e pescadores fazendo o que querem e intimidando a população indefesa. Os povos originários, os índios, estão assustados com a violência dos invasores de suas terras demarcadas, com a destruição das Ocas e Tabas, com o estupro das jovens índias, com a poluição dos rios e igarapés, por lançamento de metais pesados como cádmio e mercúrio e também pelo lançamento de defensivos agrícolas usadas na plantação de soja.

    Se nada for feito, a situação vai piorar, muito mais do que na área da tríplice fronteira do Rio Javari, parte do Peru, parte da Colômbia e parte do Brasil, local do desaparecimento de Bruno e Dom. As vítimas, não podem ser condenadas, por terem tido a coragem de lutar pelo direito das populações indígenas, abandonadas pelo Estado.

    Podemos olhar o Rio Javari e o drama das famílias dos desaparecidos e replicar para toda a Amazônia, o Pará, Acre, Rondônia. Os interesses são generalizados em busca do ouro, do nióbio, enfim, de todos os metais nobres, mas, como disse muito bem, o ex-Superintendente da Polícia Federal da Amazônia, afastado do cargo e transferido para Volta Redonda, por ter atuado contra o crime, que na sua visão particular e contingente, está focada na extração ilegal de madeira para exportação. Muito meliante enriquecendo e o povo do Norte empobrecendo com o desmatamento generalizado.

    O Brasil, prezado Jorge Béja, pode perder parte do território amazônico ou na realidade já perdeu, mas, quem perderá com esse descalabro será o brasileiro e a humanidade.
    Na medida que avança o desmatamento, áreas imensas começam a virar um cenário de DESERTO e os rios voadores, que abastecem as diferentes regiões do Brasil deixarão de provocar as chuvas que abastecem nossos reservatórios. E aí, o que fazer com a seca no Sul e no Sudeste? Os produtores agrícolas, que se gabam de conseguirem safras gigantescas e isso é muito bom para nós e para os importadores de nossos grãos, como farão sem a água necessária para irrigação de suas plantações?

    O fato é grave e o futuro da nação está em perigo iminente. Não sei, se ainda pode ser feito alguma coisa, mas, no palco da polarização acirrada e da falta de razoabilidade e ações científicas e estratégicas de nossos governantes, acredito, que o esforço para estancar essa sangria será hercúleo e de difícil implementação.
    No entanto, clamo as forças vivas da nação, que não se calem diante do descalabro da destruição da Amazônia, para que depois não choremos o leite derramado.

    Minhas desculpas, Jorge Béja, por entrar no seu belíssimo artigo, que vou guardar com carinho, para mostrar aos meus netos, o recado de um sábio.

    • Nobre Roberto Nascimento. Nada de pedir desculpas. Eu, sim, é que agradeço tão robusta contribuição. São dois artigos e um completa o outro, que é o conteúdo do seu comentário..
      Grato por ter lido e comentado.
      Jorge

  7. A intervenção militar no Rio de Janeiro, foi um fracasso retumbante, as estatisticas dos resultados não mentem. Serviu simplimente, para jogar o dinheiro Público como sempre, nos bolsos de oportunistas. A pincipal narca da referida intervenção, ocorreu quando o carro de um cidadão, voltando de um casamento, foi metralhado com mais de duzentod tiros. Mais um feito da nossa competente Forças Armadas.

  8. Por que o jornalista e indigenista não entraram na floresta por vias legais? Por que não pediram autorização nessária para fazê-lo? Por que não comunicaram os orgãos competentes?

    Quando a irmã Dorothy Stang foi assassinada, a culpa foi do governo Lula? Quando o Chico Mendes foi assassinado, a culpa foi do governo José Sarney?

    Haja hipocrisia!

  9. O presidente que for eleito, com exceção de Bolsonaro, para normalizar a vida na Amazônia tem de fazer uma operação de guerra, com Marinha, Aeronáutica, Exército e polícia Federal. É guerra mesmo, não tem outro termo.

  10. Após 30 anos de polítca NARCO-socialista, com os governos tucano-petistas criando um manto protetor para traficantes, ladrões e assassinos, via aprovação de leis lenientes e aparelhamento do Estado para defender marginais, eis que descobrem o óbvio: o país foi transformado num império do crime. Sim, SIM! Este era o objetivo, financiado com a transferência de BILHÕES de reais dos impostos do povo para ONGs aliadas do narcotráfico e projetos coordenados por bandidos.

    Todos os meses desaparecem dezenas de crianças no Brasil, como não são “progressistas” … quem se interessa? Uma garotinha foi sequestrada, estuprada, seviciada até a morte e “desaparecida” porque o seu pai “farrapou” com o narcotraficante do pedaço … como é marajoara, e na Inglaterra não tem nenhuma Ilha de Marajó, não interessa aos advogados das causas do narcotráfico promovidos a ministros do STF; como mais uma, entre milhares de vítimas do tráfico, não interessa à imprensa “progressista” defefnsora das pautas dos ‘traficas’.

    Quem não se lembra das reuniões do PT (partido dos Traficantes) com os narcoterroristas das FARCs? Quem não se lembra do governo Lula acoitando e protegendo o “embaixador” das FARCs, “padre” Medina, em MANAUS-AM? Quem não lembra do governo petista dando Cargo Comissionado à mulher do “embaixador”?

    Pra encerrar, palavras de um chefe do PCC: “mano, nóis tinha u’as cunversa cabulosas cum PT”.

    • Caro Sr. Vander, muito obrigado por me salvar. Eu, depois de ler todos os comentários (antes do seu), já ia chutar o pau da barraca; mais uma vez, agradeço, e correspondo com informação educada.

      A intervenção não foi MILITAR. “A nomeação de um Oficial General como interventor gerou uma percepção falsa para parte da população, que se referiu a ela como Intervenção Militar. Apesar disso, a intervenção não tem caráter militar, no sentido que as Forças Armadas seriam responsáveis pela intervenção, e engloba todas as áreas atinentes à segurança pública.”

      Hoje no governo Bolsonaro, mesmo com covid, o Brasil está melhor; na época da dilma/lula/temer:

      “Em 2016, o estado do Rio de Janeiro passava por uma crise econômica, sofrendo até mesmo com falta de verbas para o pagamento de salários dos servidores públicos. Essa carência de recursos também afetou os investimentos em segurança pública, obrigando o governo estadual a declarar estado de calamidade pública.”

      E tem gente que acha que o povo vai esquecer o tinha antes do Bolsonaro; e que vai voltar, se a esquerda conseguir tirar o Bolsonaro:

      “Contudo, a condição do Rio de Janeiro continuou piorando, houve um aumento significativo do número de assassinatos e de outros crimes”

      E adivinhe quem questionou o trabalho que diminuiu o crime?

      O PT, mandou um puxadinho refazer uma reclamação:

      “Em 14 de março de 2018 o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) ajuizou a Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI 5.915/DF, distribuída ao ministro Ricardo Lewandowski,”

      PS: Não sei quem escreveu isto acima; mas, como diz um nezio, pesquisem “por si só” e descubram a verdade.
      Não acreditem em mim; e muito menos nos esquerdistas.

  11. Uma outra opinião…

    Culpar um Presidente da República pelo desaparecimento de pessoas no mato é um convite à mentira e à insanidade
    Culpar um Presidente da República pelo desaparecimento de pessoas no mato é um convite à mentira e à insanidade
    Sergio Mello
    Defensor Publico no Estado de Santa Catarina
    https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/39846/culpar-um-presidente-da-republica-pelo-desaparecimento-de-pessoas-no-mato-e-um-convite-a-mentira-e-a-insanidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.