Dominar o jogo não significa nada, e os caras não sabem nem bater penaltis.

Carlos Newton

Dominar o jogo não significa nada. Lembram-se do capitão Coutinho, que declarou a seleção brasileira “campeã moral” da Copa na Argentina? Mesmo fazendo a sua melhor partida sob o comando de Mano Menezes, dominando o jogo o tempo todo, criando oportunidades de gol e falhando na finalização, o Brasil já era, e nem campeão moral pode ser, já que sai nas quarta-de-final.

Mano Menezes que me desculpe, mas fracassou na seleção, onde seu currículo é verdadeiramente pífio, horroroso. Deve pedir para sair. Se for mantido (tudo é possível), agora o time vai viver de amistosos por dois anos, até a Copa das Confederações, a última competição oficial antes da Copa do Mundo de 2014.

Nosso único consolo é que a Argentina, nossa grande rival, saiu até antes, vejam a que ponto chegamos. O Paraguai, que se limitou a jogar na defesa à espera de um erro brasileiro, agora espera o vencedor de Chile e Venezuela, que se enfrentam ainda nesta noite.

Na verdade, a Copa América foi marcada até aqui pelo equilíbrio, com uma nivelação por baixo impressionante. Se houvesse bolsa de apostas aqui, como existe na Inglaterra, os vencedores iam encher os bolsos, porque os favoritos só deram vexame.

Podem proclamar que o Brasil tomou conta do jogo no primeiro tempo, a não ser pelos primeiros minutos, quando os paraguaios ensaiaram uma pressão na saída de bola. Podem dizer que, depois disso, só deu seleção brasileira. E daí?

Não há um jogador de ataque realmente, Fred só entrou no final do segundo tempo. num verdadeiro festival de armandinhos, empurrando a bola para o lado. E o Paraguai, espertamente, jogando numa retranca muito bem armada. No primeiro tempo, o Brasil chutou cinco vezes na meta defendida por Villar, o Paraguai acertou apena um chute no gol brasileiro.

Olha a gente dominando aí, gente. No segundo tempo, a mesma coisa. O Brasil dava impressão que ia deslanchar. Uma bola chutada por Neymar foi salva quase em cima da linha pela zaga paraguaia. Depois, o Brasil teve pelo menos mais três chances para marcar. Só que Justo Villar salvou o Paraguai, em dois chutes de Pato, e Barreto evitou o gol em cabeçada de Fred, em cima da linha, já no fim do tempo normal.

Na prorrogação, a seleção brasileira não tinha pontas nem laterais avançando. Um marasmo só, no engarrafamento do meio do campo. E como quem não faz, geralmente toma, o Brasil ainda sofreu um grande susto, quando Haedo Valdez, aos 13min do segundo tempo da prorrogação, acertou lindo chute de primeira sem chance para Júlio César, que só olhou a bola sair à sua direita.

Era a segunda decisão por pênaltis seguidas na Copa América. A dificuldade em fazer gol também permaneceu nas penalidades. Elano, Barreto e Thiago Silva perderam as primeiras cobranças. Somente na quarta tentativa, Estigarribia marcou para o time Guarani. Na sequência, André Santos, bisonhamente, perdeu mais um para o Brasil. Riveros marcou e coube a Fred a última esperança, que ele desperdiçou. O time de Mano é eliminado sem marcar um gol nas penalidades. Que vergonha, meu irmão, quer dizer, meu mano, nem pênaltis esses caras sabem bater.

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