Dona Dilma: a candidatura que não existia, desapareceu, o PT-PT, satisfeitíssimo

O presidente Lula é absoluto em relação ao PT, sempre foi. Em 1985, na eleição indireta entre Tancredo e Maluf, expulsou dois brilhantes deputados, votaram em Tancredo. Queria o quê? Que votassem em Maluf? É a conclusão.

No lançamento de Dona Dilma, a mesma arrogância insensata de tentar “eleger um sucessor sem consultar ninguém, escolhendo um nome difícil, vá lá, sem qualquer visibilidade”. Isso dentro e fora do partido. Excluindo a doença (esse seria um fato lamentável e imprevisível), Dona Dilma sofreu derrotas em cima de derrotas.

Mas nenhum igual a de agora, o “debate-discussão” provocado pelo ENCONTRO com a ex-diretora da Receita Federal. Apesar de toda a BAIXARIA no senado, esse é o assunto do dia, uma história com todos os ingredientes para empolgar a opinião pública.

Tudo começou com a REUNIÃO (suposta?) de Dona Dilma com a ex-diretora da Receita Federal. A demissão teria ocorrido pelo fato da Chefe da Casa Civil ter pedido à Diretora, “agilidade na investigação sobre Sarney”.

A ex-diretora contou a razão da demissão, Dona Dilma pediu o ENCONTRO, e depois se embaralhou toda, garantindo que não houve nenhum encontro. A ex-diretora da Receita confirmou, seria Dona Lina Vieira uma louca mentirosa? Estaria a serviço de alguém? De quem?

Dona Dilma, se fosse mesmo confirmada candidata, teria enormes tropeços, não tem votos e então seu chão estaria cheio de obstáculos. Carlos Drummond de Andrade revelou que no meio do seu “caminho havia uma pedra”. No de Dona Dilma existe uma pedreira enorme. Vejamos o que teria que desmentir.

1 – Vem de longe o dossiê CONTRA Dona Ruth, mulher do ex-presidente FHC, que nunca se intrometeu em nada. E que teve morte histórica e altamente biográfica, inesperada e sentidíssima.

2 – O episódio da FALSIFICAÇÃO do currículo, está ARQUIVADA (a palavra está na moda, manejada pelo Planalto-Alvorada na questão Sarney) para ser usada se for necessário.

Dona Dilma tentou CONTORNAR o constrangimento, dizendo que NÃO SABIA DE NADA. Isso disseram igualmente no caso do MENSALÃO.

3 – Não se sabe (ainda) se essa poderosa Executiva da Casa Civil, Dona Erenice, que foi à Receita buscar a diretora, cumpriu os rituais burocráticos de se identificar na portaria, se existiam câmeras, se haverá depoimento de um porteiro, ou se havia ORDEM DE CIMA para tudo ser rapidíssimo.

Dona Dilma, acusadíssima de ARROGANTE E DE NÃO ATENDER NINGUÉM, escolheu o caminho do CONFRONTO, que quase rima com ENCONTRO. Só que este, ela diz que não existiu, o CONFRONTO foi ela que colocou na pauta.

Não houve ENCONTRO, garante. Mas se testemunhas provarem que houve, Dona Dilma “subiu no telhado”, terá como companheiro de “solidão” o ex-Ministro, tão poderoso quanto ela, Antonio Palocci, demitido, embora “reabilitado”.

Finalmente: se a ex-diretora puder provar que houve ENCONTRO, que estrago numa “candidatura” que já nasceu estragada. Esse é o grande assunto do momento, não por causa do peso dos personagens (Chefe da Casa Civil e ex-diretora da Receita, duas mulheres a ocuparem esses cargos) a CPI da Petrobras vai explodir e não por causa da Petrobras.

Se Dona Lina deu a entrevista, não deve estar com as MÃOS abanando. E como tem muita gente do PSDB esfregando as MÃOS, “existe alguma coisa no ar e não são os aviões da carreira” (Barão de Itararé, royalties para ele, intrigas divergências e hostilidades para muitos).

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