Dona Dilma e a crise internacional

Helio Fernandes

Muitos estão se enganando a respeito do que chamavam de “comparação” entre o estilo exercido durante 8 anos por Lula como presidente e o início de Dona Dilma, que caminha para dois meses.

A diferença não é no tempo e na profundidade, e sim na convicção. Sem hostilidade, sem exagero de intimidade, vai se firmando, mas não tem como prioridade o holofote. Lula já estaria há dias ou semanas, “aconselhando” o mundo árabe, de corpo presente.

Dona Dilma se informa, analisa, se aprofunda, mas considera que pelo menos no momento, sua presença não é lá e sim aqui. Se tiver que participar pessoalmente (ela decidirá isso), só depois de muita análise. Também nenhum contato com Lula, conversa, telefonema.

No governo Lula, Dona Dilma era auxiliar destacada, participava mas não decidia nem se intrometia. Agora, Lula é ex-presidente, respeitadíssimo por ela, mas nenhuma parcela de Poder. Não representado nem  mesmo pelos que continuaram, mudando de cargos, ou até continuando nos mesmos.

*** 

PS – Pode acontecer tudo em 2014, e pelo que vai acontecendo, apenas dentro do PT. E com o PMDB como sempre, coadjuvante de luxo, sedento e faminto por cargos. E não quer mais do que isso.

PS2 – Mas até 2014, perto de começarem as verdadeiras conversações, coordenações e coalizões políticas e eleitorais, o Brasil, presidencialmente, tem a seguinte realidade.

PS3 – Um ex-presidente, que ao contrário do que se imaginava, não quebra por nada o “silêncio” a que se obrigou e no qual se abrigou.

PS4 – E uma presidente que passou do Planalto (coadjuvante) para o Planalto-Alvorada (símbolo do Poder total) sem exagerar ou se omitir.

PS5 – Como presidente, Dilma não pede nem concede, determina. Isso irá durar até o fim de 2013, início de 2014. Sem erro ou equívoco. Daí em diante, tudo será consequência.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *