Dona Dilma, prisioneira de uma DÍVIDA COLOSSAL que jamais poderá ser paga de forma tradicional e usurpadora. Temos que ir para as ruas (“Diretas, já”) ou morreremos com o país.

Helio Fernandes

Escrevi tanto sobre as chamadas DÍVIDAS externa e interna, que quando formaram a CPI para examinar O QUE FAZER com essa maldição incontrolável e incontrolada, não me intimaram nem convocaram.

Lógico, intimado, sabiam que iria correndo. Nem existiria a possibilidade de intimação, antes vinha a convocação. E quem duvidava de que compareceria no dia e hora marcada? E outra certeza: faria depoimento contundente, frente-a-frente com muitos que se aproveitaram, roubaram tudo, enriqueceram desmesuradamente, que palavra.

Não fui, vi muita gente depondo apesar de contaminada com o crescimento dessa DÍVIDA EXTERNA, a única que existia. Nenhum jornalão PROTESTOU, não usaram o que chamam de jornalismo investigativo, não tentaram explicar a razão deste repórter não ter sido convocado.

Todos esses poderosos jornalões, que também têm rádio, televisão, revista (a internet ainda não existia), ficaram escondidos atrás da sigla mais mentirosa, pecaminosa, medrosa, perigosa, apesar de só terem um objetivo: defender os interesses de todos eles, na verdade considerar (e estavam certíssimos) que só existiam eles e mais ninguém.

A sigla? ANJ. Traduzindo: Associação Nacional de Jornais. Vão fazendo rodízio, cada um tem que lutar por si mesmo. Mas são tão ignorantes que nem sabem que é PRIMEIRA EMENDA, glorificação da liberdade de imprensa. Embora muita coisa escape da vigilância dessa EMENDA CONSTITUCIONAL.

Aqui e numa parte do mundo que respeita os Direitos Humanos, a PRIMEIRA EMENDA é ensinada desde a escola primária até a Universidade. E são milhares de teses de Mestrado e Doutorado, com base nessa glorificação da Liberdade.

Vejamos agora do ponto de vista econômico, financeiro, orçamentário. E embora a EXTERNA permaneça, a INTERNA cresceu de tal maneira, que se transformou na expressão que usei em 1987, no primeiro seminário sobre essa dívida: É IMPAGÁVEL. E mostrei os dois sentidos da palavra, totalmente contraditórios em português, mas se tratando da mesma tragédia, que irá crescendo de forma cruel, selvagem e criminosa. Até o amargo fim.

Não quero desmentir o ex-presidente (agora que saiu), mas escrevi muito sobre o mesmo assunto com ele todo poderoso, dominando tudo, quando sabia, ou então se desculpando, quando dizia (fingindo, lógico): “Eu não sabia de nada”.

Se formos relacionar as afirmações de Lula nos 8 anos do Planalto-Alvorada, a constatação é melancólica. Mas em razão da DÍVIDA EXTERNA, totalmente mentirosa. Desculpem, é a palavra.

Na DÍVIDA INTERNA, muitos ajudaram a transformá-la numa campa do Cemitério São João Batista. Sem lápide, sem maior explicação, apenas estas palavras: “Aqui jaz o futuro do Brasil, enterrados pelo doador FHC e por Lula, que até hoje e sempre, não sabia de nada”.

Na questão da DÍVIDA EXTERNA, números, números, todos eles representando “menas” verdade. Lula dizia (Dona Dilma herdou essa loucura, terá que resolver): “Não temos mais dívida externa, pagamos tudo”. Impressionante a falta de constrangimento.

Realmente o governo tem na Suíça, 284 bilhões de dólares, quase o equivalente ao total do que deve. Podia se livrar da dívida, mas sofre a pressão internacional para NÃO PAGAR. Por que essa aparente proteção ao País? Elementar.

Os bancos da Suíça recompensam o Brasil com juros de 2 por cento ao ano. Pegam o dinheiro do Brasil, mandam de volta para cá, inicialmente faturam na Bovespa, depois compram títulos não do mercado, mas da carteira do próprio BC, recebem então 11,25 por cento da taxa Selic, que aumenta incessantemente.

Perguntinha ingênua, inútil, inócua: como é que o governo Lula conseguiu esses 284 bilhões de dólares para enviar para a Suíça? Já contei várias vezes na Tribuna impressa e aqui no blog.

Henrique Meirelles, o gênio do FMI no Brasil, determinou que o BC fosse comprando dólar para formar “massa de reserva” que reforçasse o prestígio do Brasil. Começaram a comprar a 3,20, continuaram comprando. Ontem, na segunda-feira, fizeram compras colossais. A moeda americana vem caindo barbaramente.

Hoje ao meio-dia estava em 1,66, o mesmo patamar de 5 meses passados. E não sai daí, está na metade do preço pago por esse dólar, desde que Meirelles começou a comprar. O prejuízo não é APENAS A METADE. Comprou a 3,20, se quiser vender não obtém nem o 1,66 da cotação do mercado. O prejuízo é contabilizado em números colossais, diariamente.

O BC afirma: “Não há prejuízo, o dólar está no Tesouro, GARANTIA NACIONAL”.

Muito bem, façamos então a mesma pergunta inútil, inócua, ingênua: como é que o Brasil JUSTIFICARIA (se fosse um país sério e com responsabilidade) o pagamento a partir de 2007, dos 150 BILHÕES de reais, que assumira o risco de pagar como juros dessa dívida amaldiçoada?

Quando os juros (apenas os juros, não incluindo um centavo da amortização) chegaram a 150 BILHÕES de reais, A-N-U-A-L-M-E-N-T-E, explodiram. Anunciavam então, através de compensações com os grupos amigos de comunicação: “Conseguimos ECONOMIZAR 90 BILHÕES para amortizar a DÍVIDA interna”.

Mentiam triplamente, só quem protestava era a Tribuna e os jornalistas que escreviam na Tribuna, L-I-V-R-E-M-E-N-T-E. Ou os que colaboravam com a coluna de cartas, que saíam diariamente, muitos colaborando aqui.

(Lamento, mas muitos, seriíssimos, prejudicados pelos que só têm uma crença e uma Bíblia, a do exibicionismo. O que fazer?)

Inúmeras vezes dissequei essas números. O governo “ECONOMIZAVA” 90 bilhões para pagar 150 bilhões. Lógico, faltam 60 BILHÕES que acrescentavam no total. Como os juros iam subindo (embora no total Lula recebesse essa Selic em 26 por cento e hoje esteja em 11,25), mas como o volume passou a ser muito maior, a mistificação junto ao cidadão também subiu assustadoramente, que palavra.

*** 

PS – Agora a dívida interna está em 2 TRILHÕES E 300 BILHÕES, o pagamento de juros chegou a 240 bilhões de reais (arredondando), não há como “economizar” como mentiam antes.

PS2 – Se não há nem para cobrir a metade do exigido, como acreditar no que diziam até o ano passado: “Estamos AMORTIZANDO A DÍVIDA”. Continuam mentindo para esconder a incompetência. E muitos acreditam.

PS3 – Dona Dilma sabe que não tem como conseguir 240 BILHÕES A MAIS TODO ANO, para fugir dessa tragédia que é a dívida. Só se Dona Dilma  fizer como Lula, que “honrou” a dívida que não devemos, à custa de abandonar as obras de infraestrutura.

PS4 – No momento, temos que AJUDAR Dona Dilma a fazer a AUDITORIA impositiva da dívida, e respeitar a opinião pública. Enquanto durar a auditoria, CONGELAR QUALQUER PAGAMENTO. Principalmente na Suíça.

PS5 – TODOS OS BANQUEIROS DEVERIAM ESTAR PRESOS. Aceitar depósito SEM JURO (para particulares) de apropriação indébita, é crime. Não podemos usar nosso trabalhoso dinheiro para enriquecer gananciosos banqueiros da Suíça. 240 BILHÕES POR ANO?

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