Donald Trump, entre o impossível e o previsível

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Na Casa Branca, Trump precisa enxergar o futuro

Carlos Chagas

A primeira e mais importante conclusão da vitória de Donald Trump foi a falência total das prévias eleitorais nos Estados Unidos. Mais do que um clamoroso erro dos institutos de pesquisa, está o vexame dado pelos comentaristas da televisão, das emissoras de rádio e dos jornais, com ênfase para os brasileiros, cópia escancarada dos americanos. No mundo inteiro foi a mesma coisa: ninguém fez a previsão correta. Ou davam a vitória indiscutível de Hillary Clinton ou, pelo menos, um resultado apertado para o partido democrata.  Jamais números cravados do começo ao fim nos republicanos.

Perplexidade, incerteza, falta de visão? Despreparo ou humilhação? Tanto faz.  A verdade é que uma candidata tida como vitoriosa perdeu o rumo e obrigou-se a reconhecer que Casa Branca, nunca mais.

O mundo só não acordou em crise porque não dormiu. Do Alaska à Terra do Fogo, a madrugada desse 9 de novembro terá sido de insônia ou de maciças doses de cafezinho, porque desde a abertura dos resultados da votação que todo mundo apavorou. Até aqui no Brasil, onde péssimas previsões começaram a ser feitas. Se o homem é doido ou se acertou com o sentimento do povo americano, tanto faz. Parece a mesma coisa. A diferença entre o colégio eleitoral e o voto individual foi mínima, mas não deixou dúvidas: Trump ganhou nas duas. Agora, precisa provar que prometeu o impossível ou o previsível.

 

6 thoughts on “Donald Trump, entre o impossível e o previsível

  1. Carlos, devemos pesar além do que pensamos ??? O feitiço virou contra o feiticeiro. É só lembrar da “Primavera Árabe”, quando os EEUU, França e Inglaterra com a Internet e rede sociais desestabilizou o Norte da África confundindo o povo para depois perpetrar um dos maiores crimes contra a humanidade. Derrubando governos principalmente Kadaff e avançando sobre o Egito e Síria. Hoje as mesmas redes sociais desestabilizaram o povo norte-americano que se deixou levar por uma proposta mirabolante de Trump. Menos mal foi a palavra que proferiu depois da vitória. Lembre-se: Não há ninguém tão ruim como se pensa e nem tão bom como se deseja.

  2. De repente, o diabo não é tão feio para os americanos, mas para o resto do mundo ninguém sabe, como nosso país é quintal e sempre foi do americano, pouco importa, o que achei mais gritante, foi a ênfase que a REDE GLOBO deu a esta eleição, nem as eleições do Brasil tomaram tanto tempo, não se preocuparam com a tal programação, parece que estávamos nos EUA.

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