Drummond diria que há uma ou duas pedras no caminho de Jair Bolsonaro

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Queiroz e Weintraub se tornaram uma carga muito pesada

Pedro do Coutto

Um poema deixado por Carlos Drummond de Andrade na arte brasileira diz que no caminho havia uma pedra, o que se aplica muito bem à figura de Abraham Weintraub e sua estranha nomeação para uma diretoria do Banco Mundial, cuja sede é em Washington. A mim causou espanto o ato do presidente da República através do qual depositou sua confiança e tornou-se responsável, portanto, pelo desempenho no mundo financeiro internacional do ex-ministro da deseducação.

O personagem Weintraub é o homem que defendeu a prisão dos ministros do STF, além de ter seu nome entre os investigados pelas fake news contendo ofensas e até ameaças físicas aos titulares da Corte Suprema.

CEDEU ÀS PRESSÕES – Assim agindo, Bolsonaro cedeu às pressões da falange extremista que ocupa um espaço no Palácio do Planalto. E, pior, demonstrou inclusive confiança no desempenho dele.

Uma reportagem de Eliane Oliveira, O Globo de hoje, destaca que um manifesto com 300 assinaturas está sendo enviado aos embaixadores dos países cujo bloco inclui o Brasil para que rejeitem a desastrada indicação. Basta ver a atuação que teve à frente do MEC, só criando confusões e sem qualquer noção do que seja o sistema educacional. Na minha opinião, sequer levou em conta que professores podem se tornar os autores do amanhã, os arquitetos do futuro.

O manifesto está assinado, entre outros, pelo ex-ministro da Fazenda Rubens Recúpero, pelo ex-presidente do BNDES Pio Borges, pelo compositor Chico Buarque, pela ex-ministra do Meio Ambiente Isabela Teixeira, pelo ator Paulo Betti e pela cantora Olívia Byington.

TEMOR DA EQUIPE – Além desse documento, de acordo com reportagem de Bernardo Caran e Tiago Rezende, Folha de São Paulo, a equipe do ministro Paulo Guedes encontra-se envolvida pelo temor de que Weintraub cause estragos ao representar o Brasil na diretoria do Banco Mundial.

A preocupação é procedente e assim causa surpresa que o ministro Guedes tenha concordado com a nomeação de tal figura destrutiva para o cenário econômico mundial. Afinal de contas, ele será (ou seria) representante de nosso país. Um desastre o ato do presidente da República.

Mas falei numa pedra do caminho de |Bolsonaro. Aliás são duas pedras que o desestabilizam: a segunda chama-se Fabrício Queiroz.

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A IMPORTÂNCIA DA MEMÓRIA NA NÉVOA DO TEMPO       

Ontem dia 19, transcorreu a data que marca os 155 anos do fim da escravidão negra nos EUA. Causou até uma guerra civil da qual o presidente Abraham Lincoln foi o autor, a chamada Guerra da Secessão, que durou de 1860 até 1864. Lincoln, que assassinado em 1865 por um fanático, tem seu nome marcado para sempre na história americana e mundial.

No dia 18 de junho, transcorreu o dia da declaração de De Gaulle pela resistência francesa contra o nazismo que ocupou o país por quatro anos . Trata-se assim de outra data histórica a ser relembrada. A resistência francesa foi formalizada em 1940.

7 thoughts on “Drummond diria que há uma ou duas pedras no caminho de Jair Bolsonaro

  1. A indicação do Wintraub para o World Bank pelo presidente foi um escárnio a todos nós. Como dizia Forrest Gump: stupid is as stupid does.
    O seu Guedes deveria educadamente esclarecer ao presidente as repercursões que poderiam advir da estúpida indicação, mas preferiu se portar como lacaio de um idiota.

  2. Se minha memória não me engana, li no livro Lincoln que a Libertação dos escravos nos EUA foi durante a guerra; mais para o final que no início.
    Perdoe minha ignorância mas, vejo sempre as duas citações.
    É raça Negra ou Preta ou tanto faz?!!!

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