Dunga, o democrata, queria construir “um grande muro”, para isolar os jogadores. Não conseguiu. E continua criticando a imprensa

O assessor de imprensa Rodrigo Paiva declarou à Folha, que publicou na segunda-feira: “O Dunga não pode liberar ou proibir público nos treinos, só o presidente Ricardo Teixeira”.

Na mesma tarde, o presidente da CBF “permitiu” a presença de público, exigida pelos patrocinadores. A Folha tinha certeza de que o assessor sem credibilidade falava pelo patrão.

Primeira coletiva:
Dunga, Jorginho, o “assessor”

Os três “coordenados” insistiram nas duas coisas em que “batem” insistentemente. 1 – Contra a imprensa, “precisamos viver em paz e serenidade”. 2 – Só pensamos no Brasil, “o sonho de todos é participar da seleção, estamos aqui e temos missão maior a cumprir”.

Depois, os coadjuvantes (o auxiliar e o “assessor”) se recolheram à própria insignificância, Dunga ficou respondendo sozinho. (Gostando ou não gostando, ele é a AUTORIDADE MÁXIMA.

Mas foi chatíssimo, não fugiu da retrospectiva das críticas, chegando até a esta enormidade, textual: “A Copa de 1994 foi a mais criticada pela imprensa, chegou a ser uma crueldade. E não é porque eu participei, mas FOI A MAIS ORGANIZADA DE TODAS, POR ISSO FOI VENCEDORA”.

E o Brasil tem de aguentar isso, durante mais de um mês.

Fugiram um pouco do assunto “patriotismo”, Dunga disse textualmente: “Kaká está treinando normalmente HÁ MAIS DE 1 MÊS, faz musculação, esteira, exercício físico, E EU ESTOU OBSERVANDO O JOGADOR PARA INTEGRÁ-LO AO GRUPO”.

Lógico, era uma justificativa para a não convocação de Ronaldinho, e a CERTEZA QUE ELE TEM, DE QUE FALTA ALGUÉM NA SELEÇÃO, AGORA E DEPOIS DO DIA 15.

Terminou rápido, ainda bem. Dunga repetitivo e iconoclasta, garantiu: “Não sou pessimista, o brasileiro também não é, com poucas exceções”. Estas, representadas pelos jornalistas.

Para mostrar que é um democrata, que AMA o Brasil e que não tem restrições nem critica ninguém: “Mandei fazer um muro bem grande, não foi construído, não reclamei com ninguém”. Puxa, quem se atreve a contestar, a criticar e a fazer alguma dúvida a Dunga, a esse homem? Que ADORA TANTO O FUTEBOL E DE TAL MANEIRA, que incorporou à própria ALMA a “pátria de chuteiras”. Talvez por acreditar até mesmo que a frase seja dele, e Nelson Rodrigues já copiava seu “pensamento” antes dele “pensar” e até de ter nascido.

AVE, DUNGA, OS QUE TE IDOLATRAM, TE SAÚDAM.

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