Duplicação da BR-381, de novo uma obra de marketing?

Heron Guimarães

Ao que tudo indica, a presidente Dilma Rousseff e o staff petista virão fazer o lançamento da duplicação da BR–381 mais uma vez. A visita deve ocorrer no início da semana, se não houver nenhum impedimento ou incidente mais grave. A vinda, que estava programada para a semana passada, só foi cancelada por causa da morte do líder sul-africano Nelson Mandela.

Desta vez, porém, Dilma terá que se armar até os dentes para se defender dos questionamentos da oposição, especialmente de um grupo de deputados da base de apoio do governador Antonio Anastasia que, ao longo desta semana, percorreu redações com documentos que, segundo eles, comprovam o que chamam de mais um “golpe de marketing” a ser utilizado pela presidente.

Dos quase 500 km que deveriam ser alargados, entre Belo Horizonte e o Espírito Santo, pouco mais de um quarto seria, de fato, duplicado. A denúncia estaria fundamentada em documentos do Tribunal de Contas da União e também pela desistência de empreiteiras, que não aceitam os baixos valores estipulados pela licitação.

O trecho mais perigoso e letal dessa estrada, perto de Caeté, onde todos os anos morrem dezenas de pessoas, continuaria do jeito que está, ou seja, os riscos de seguir por uma das mais movimentadas estradas federais do país continuariam nas alturas.

DUPLICAÇÃO FRAUDADA

A duplicação verdadeira ocorreria somente em trechos mais fáceis de ser construídos, deixando os pontos críticos sem as interferências necessárias.

Entre idas e vindas a Belo Horizonte, Dilma – e Lula – devem completar uma dezena de lançamentos de grandiosas obras para Minas Gerais, que nunca saem do papel. À duplicação da 381 se juntam o Anel Rodoviário e as obras do metrô, que teve liberados apenas R$ 2 milhões em recursos, mesmo assim, apenas para projetos.

A presidente, que sustenta índices de popularidade razoáveis após as manifestações do ano e lidera a corrida presidencial, segue, à risca, a cartilha do marketing eleitoral. E, pelo jeito, a coisa funciona. Estamos prestes a entrar para o 12º ano consecutivo de domínio petista, e Minas amarga um desprestígio incrível em relação a obras de grande relevância para a sociedade.

Independentemente se o choro vem de uma base de apoio peessedebista, contra fatos não há argumentos. Em mais de uma década, nós, mineiros, não tivemos 1 m de metrô e a última grande duplicação de verdade ocorreu no trecho da 381, entre BH e São Paulo, anterior às gestões dos mineiros José Alencar, como vice-presidente, e a própria Dilma.

Se a presidente vier, terá que refazer seu estoque de desculpas, pois não há credibilidade que perdure por tantas promessas ao léu. (transcrito de O Tempo)

3 thoughts on “Duplicação da BR-381, de novo uma obra de marketing?

  1. É oposição e quer dinheiro da situação ? Isso não existe ! Vê o caso aqui da Cidade do Rio, saiu o garotinho que vivia brigando, entrou sergio cabral e Eduardo Paes, compuseram-se com o governo Federal, olha para cidade do Rio, um canteiro de obras com a parceria Federal. Quer dinheiro federal e ataca a presidente, aí complica, não é.

  2. O Brasil é governado por um grupo petista que dividiu o país em 2: os que não o apoiam são os “conservadores”, “zelites” e blás e a outra metade, a que se curva ou se aluga é a “vanguardista”… Sarney, Renan, Marco Aurélio Garcia e Collor, por exemplo, são vanguardistas!
    Para os seus amigos, aliados, companheiros, camaradas, cúmplices, ou seja lá como se chamem: tudo, exatamente TUDO, a lei não importa e gracejam dela.
    Para seus adversários, os “conservadores, “zelites” ou seja lá como chamem: NADA! Nem a lei.

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