É a segunda vez que o general Augusto Heleno vai ao “Canal Livre”. Na primeira vez, estava na ativa, não podia falar nada. Agora, não. Na reserva, já pode dizer o que realmente pensa.

Carlos Newton

Muita expectativa quanto à entrevista do general Augusto Heleno este domingo, no “Canal Livre”, às 23h30m, na Band, já anunciada aqui no blog da Tribuna por Helio Fernandes. É a segunda vez que ele comparece ao tradicional programa de entrevistas. Na primeira vez, decepcionou, porque ainda estava na ativa, submetido ao rígido Regulamento do Exército, e não podia realmente dar as declarações que eram esperadas.

Naquela ocasião, o general Heleno teve que ser comedido e contido, o programa não rendeu. Mas desta vez é diferente, o chefe militar acaba de passar para a reserva, não está mais subjugado pela proibição de fazer declarações sobre assuntos das Forças Armadas ou temas políticos. Pode dizer o que bem entende, a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos o protege, pois o que vale para a nossa Matrix, vale também aqui para a Filial.

É considerado muito competente e corajoso. Foi comandante das tropas do Brasil no Haiti. Depois, assumiu o estratégico Comando Militar da Amazônia, quando deu as declarações que o tornaram nacionalmente famoso, ao denunciar a cobiça internacional por aquela região brasileira e ao relatar a precária situação das Forças Armadas, em termos de recursos e equipamentos, para defender os interesses nacionais.

Foi quando o convidaram para o primeiro Canal Livre. Pura perda de tempo, porque ele não poderia falar nada de importante, nem mesmo repetir as denúncias que já fizera, num momento de desabafo. Este domingo, porém, poderemos assistir ao verdadeiro general Augusto Heleno, que é um mito nas Forças Armadas e certamente não pretende decepcionar sua legião de admiradores. Muitos deles, aliás, insistem em tentar convencê-lo a disputar a presidência da República. Parece uma idéia tresloucada, mas no atual panorama da política brasileira, tudo é possível. Há alguns anos, por exemplo, quem apostaria numa candidatura de Dilma Rousseff? E quem apostaria que ela sairia vitoriosa?

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