É facílimo tornar confiável a urna eletrônica. Basta querer.

Carlos Newton

Antigamente, os eruditos diriam que o problema das urnas eletrônicas é uma questão fiduciária. Hoje, dizemos que se trata apenas de falta de confiança e de responsabilidade.

Ninguém pode ser contra as inovações tecnológicas, em breve todos os países estarão adotando a urna eletrônica, mas é óbvio que só aceitarão sistemas que sejam realmente confiáveis.

A respeito do palpitante tema, vamos conferir as dúvidas levantadas pelo comentarista Francisco Vieira, sempre presente na Tribuna da Internet, e de José Augusto Aranha, que nos trazem importantes informações e ponderações.

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PAGAMENTO SEM COMPROVANTE

Francisco Vieira

Fico pensando cá, comigo… Você pagaria conta com cartão de crédito em uma máquina que não emitisse comprovante, aquele papeliznho que comprova o valor da compra realizada?

Você realizaria ou arquivaria um importante trabalho em um computador que não permitisse salvar ou fazer back-up?

A Receita Federal e o Fisco dos Estados não exigem recibo? E se, amanhã, quando você for comprar pão, após pagar ao caixa da padaria, se ele te dissesse: “Beleza! Tá debitado! Até amanhã! Como o senhor confia em mim, não preciso dar o recibo da maquininha, certo?”

Mesmo que o pleito tenha sido honesto, sempre pairará uma sombra de dúvida. E isso já era discutido desde as eleições passadas!

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SEM QUEBRA DO SIGILO

José Augusto Aranha

A tecnologia do voto impresso, junto com a votação eletrônica, não permite que haja quebra do sigilo nem que o eleitor leve o papel para casa.

Após a impressão, o voto/cédula é obrigatoriamente depositado numa urna junto à maquininha de votar. Em alguns casos, o eleitor nem toca no voto, pois tem um visor transparente protegendo a cédula impressa. O eleitor apenas confere se a impressão está de acordo com o seu voto, aperta um botão e o voto impresso “cai” dentro da urna anexa.

Como era antigamente, o eleitor não pode sair com este voto impresso E com isso temos a possibilidade de uma conferência futura se houver suspeita.

No mês passado a Índia (lembra do tempo em que ela era chamada, pejorativamente, de a parte miserável da Belíndia?) conseguiu colocar um satélite em órbita de Marte e os brasileiros não conseguem fazer a impressão de seus votos nem mesmo para presidente da República.

9 thoughts on “É facílimo tornar confiável a urna eletrônica. Basta querer.

  1. Schoss, até na padaria do Seu Manoel Joaquim ou Joaquim Manoel quando tu vais comprar alguns pães os patrícios te dão a notinha que sai da maquininha com a descrição dos produtos……..
    Mas não se pode ter o ticket do voto pois como dizem “eles”. o VOTO È SECRETO……
    E assim meus VOTOS vão de NULOS até mudarem as regras do jogo……
    Ó pá e picaretas….

  2. Que bom, começaram contestações diárias de nossas fraudáveis urnas!
    Então, há esperanças, caros colegas!

    Vamos em frente ? Apenas isto, não mesmo.
    É muito melhor dizer objetivamente: Vamos, enfrente!

    Enfrentemos, pois, este monstrinho eletrônico.

  3. Deviam além de imprimir os votos, as promessas e projetos de cada candidato em todas as eleições.
    Assim o eleitor teria como cobrar seu candidato.
    Mas, isso é um pingo de água no deserto do Saara, estou querendo demais….
    eh!eh!eh!eh

  4. Deviam além de imprimir os votos, as promessas e projetos de cada candidato em todas as eleições.
    Assim o eleitor teria como cobrar seu candidato.
    Mas, isso é um pingo de água no deserto do Saara, estou querendo demais….
    eh!eh!eh!eh….

  5. Significativa e arrojada a iniciativa do Moderador em trazer de novo, para o debate, a sinistra urna eletrônica que, aparentemente todos brasileiros aceitam, por ser tão rapidinha na apuração dos votos mas, por outro lado, inconfiável… safadinha, quem sabe?

    Magníficos os comentários dos sempre aplaudidos senhores Francisco Vieira e José Augusto Aranha, endossando que este processo eleitoral deva merecer a necessária responsabilidade das autoridades competentes pela eleição, a atenção e os cuidados tão bem expostos aqui, e que merecem sem dúvida, providências mais consistentes à partir do seu próprio público-alvo que são os candidatos. os políticos que concorrem aos cargos eletivos.

    Igualmente válida a observação do leitor, senhor Armando e, aproveitando o embalo , sugerir que também deveria ser incluída uma revisão da Lei que que ampara as fajutas pesquisas de intenção de voto…

  6. Amigos;; o pouco que conheço das urnas eletrônicas , posso da minha opinião, apesar de não ser nenhum técnico em TI, as urnas emitem os Boletins de Urnas no final da votação e é publicado e afixado em todos os Cartórios de Zonas Eleitorais, onde todos ficais de Partidos devidamente desiguinados pelos Presidentes , farão as conferências : O Problema na minha opinião é que as transferências dos BUs para os Mapas de Apuração são feitos pelos funcionário dos TREs onde deveriam ter em cada Junta Apuradora um Delegado de cada Partido. Será que isso está funcionando, temos que apurar.

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