É impressionante o comportamento dos planos de saúde, obrigando os clientes a recorrerem à Justiça. No Rio, um juiz se aborreceu e deu prazo de 30 minutos para a Unimed atender uma senhora de 97 anos.

Carlos Newton

A situação chegou a tal ponto que no Rio de Janeiro o Tribunal de Justiça teve que criar um plantão permanente no Fórum, nos fins de semana e feriados, para resolver os problemas dos clientes de planos de saúde que não tiveram acesso ao atendimento médico imediato. A decisão do tribunal é importante e já foi seguida em vários outros Estados.

No Rio, o juiz da 28ª Vara Cível, Magno Alves, perdeu a paciência e deu prazo de 30 minutos para o presidente e diretores da Unimed cumprirem uma liminar e transferirem uma idosa de 97 anos, internada na Obra Portuguesa, no Centro do Rio, para sua casa, com serviço “home care”. Com a ameaça de prisão dos responsáveis, no mesmo dia a empresa atendeu a ordem.

Segundo o juiz Magno Alves, a cooperativa Unimed vem desrespeitando, insistentemente, a Constituição com o intuito de aumentar o próprio lucro em detrimento da vida dos usuários. “Em princípio, retardam a autorização administrativa pela central de autorização e, posteriormente, o cumprimento das decisões judiciais, na esperança de que o cliente morra e a Unimed-Rio não arque com o custeio das despesas com o tratamento”, denunciou.

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