E mais uma vez, Lula não sabia de nada e foi surpreendido no escândalo do Banco PanAmericano. Você acredita nisso?

Carlos Newton

O escândalo do Banco PanAmericano mostra até que ponto vai a audácia do governo Lula no uso dos recursos públicos nas mais diferentes“maracutaias”, como o ilustre presidente gosta de classificar as negociatas dos adversários.

A pergunta é: por que a Caixa Econômica precisava assumir 49% (e não o controle) do Bando, perdão, Banco PanAmericano? Esse tipo de negócio já tinha sido feito com o Votorantim, e vale repetir a pergunta: por que o Banco do Brasil precisava assumir 49% (e não o controle) do bando, perdão, banco da família Ermírio de Moraes?

O presidente-personagem Lula, que é uma espécie de Tiririca em versão metalúrgica, se orgulha de jamais ler jornal, revista ou livro. É, portanto, um autodidata oral. A grande maioria da população brasileira se identifica com ele, torce por ele, vota nele, como se Lula fosse participante de um Big Brother político.

Essa carisma gigantesco, esse amor que o povo lhe dedica, essa proximidade com os menos favorecidos – tudo isso fez de Lula um personagem inatingível. Mas em seu nome, ou até com a sua aprovação, o que tem sido feito de bandalheiras em seu governo é algo assombroso, que um dia será julgado pela História. A bizarra figura de Erenice Guerra, podem crer, não é nenhuma exceção. Pelo contrário. O governo está repleto desse tipo de gente.

O caso PanAmericano, marcado por auditorias que não existiram ou que foram feitas só para constar, é tão grotesco que já está sendo ridicularizado na internet, no seguinte texto assinado por Marcio Cremona, que vale a pena difundir:

Um dia destes, em setembro, o apresentador Silvio Santos, estava passeando por Brasília, passou distraidamente em frente ao Palácio do Planalto e resolveu adentrar para tomar um cafezinho com o companheiro Lula. Papo vai, papo vem, amenidades prá lá, amenidades prá cá, e o Silvio pediu ao nosso filantropo presidente, uma ajudinha de R$ 12 mil, para o seu programa social denominado Teleton.

O nosso amável presidente, puxou a carteira, contou uns trocadinhos, separou outros e chegou à quantia solicitada. Depois, trocaram amabilidades, o presidente prometeu integrar, juntamente com a esposa Marisa, a caravana do ABC para participar de uma gravação do Programa Silvio Santos, se despediram, o Silvio continuou o seu passeio e o fiel presidente-torcedor foi assistir ao jogo do “curíntia”.

Para azar do perseguido e injustiçado Lula, logo depois desta visita, o Banco PanAmericano, de propriedade do Grupo Silvio Santos, recebeu do governo federal, um pequeno aporte de R$ 2,5 bilhões, para fazer frente a despesas decorrentes de fraude contábil. Mas foi pura coincidência, gente, conforme afirma o nosso impoluto presidente, porque durante o encontro entre ambos, jamais se tocou em empréstimo para socorrer qualquer entidade financeira.

“O presidente não empresta dinheiro, não faz negócio com banco e não fiscaliza banco. Isso é coisa do Banco Central”, afirmou o nosso honesto presidente. Entenderam? Se houve algum empréstimo ao PanAmericano, o nosso desinformado presidente não tomou conhecimento. Ô, povinho fofoqueiro.

PS. – Aliás, eu concordo plenamente com o nosso líder Lula: ele não empresta dinheiro, não sabe de nada, não governa, não tem nada a ver com a construção do estádio do seu curíntia e não tem culpa de o Brasil estar neste marasmo. A culpa é de quem votou e continua votando nesta quadrilha.”

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