…E nada mudou. Nova direção do Dnit mantém contratos das empreiteiras e reajusta seus valores

Carlos Newton

Uma grande decepção, para quem esperava uma faxina em regra no mais corrupto dos órgãos públicos brasileiros, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, conhecido pela sigla Dnit, que nada mais é do que o antigo DNER, em versão ampliada.

O general do Exército chamado para pôr ordem no Dnit resolveu manter os contratos de todas as obras administradas pela repartição, o que deverá provocar reajustes em seus valores, informa reportagem de Dimmi Amora, publicada na Folha.

Empossado como diretor-geral do Dnit há seis meses, o general Jorge Fraxe alega ter decidido mantido os contratos para evitar custos maiores que o país teria com a paralisação das obras se os contratos da administração anterior fossem cancelados. Traduzindo: não interessa se há ou não superfaturamento e corrupção, vamos tocar a bola para a frente.

Como se sabe, Fraxe chegou ao Dnit em setembro, em meio à crise que provocou a demissão do então ministro dos Transportes, senador Alfredo Nascimento (PR-AM), e do então diretor do Dnit, Luiz Antonio Pagot, e dezenas de funcionários acusados de corrupção.

O Dnit administra atualmente 101 obras em rodovias. Segundo Fraxe, seus antecessores fizeram contratos com base em projetos “de qualidade duvidosa” e por isso serão necessárias mudanças para garantir que as obras previstas sejam executadas.

Outro detalhe importante: como já foi publicado aqui no Blog, a Folha descobriu que Pagot continua mandando no Dnit e despachando com o atual ministro Paulo Passos, sob justificativa de que agora é “consultor” de empresas, como os ex-ministros Palocci e Fernando Pimentel.

Só recorrendo a Francelino Pereira: “Mas que país é esse?”

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