E o poeta Paulo Peres nos faz lembrar que hoje é o dia dos Santos Reis…

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No imaginário popular, os três reis magos

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

A Folia de Reis faz parte do Natal no folclore brasileiro, ela se inicia na noite de 24 de dezembro e se estende até 6 de janeiro, com a Festa dos Santos Reis. A letra desta folia pertence ao folclore da cidade de Urucaia, MG.

FOLIA DE REIS

Porta aberta, luz acesa,
Recebei com alegria
A visita dos Reis Magos
Com sua nobre folia

Lá vai a garça voando,
Lá no céu bateu as asas
Vai voando e vai dizendo
Viva o dono desta casa

Entra, entra, minha bandeira,
Por essa porta adentro
Vai fazer sua visita
À senhora lá de dentro

Os três reis quando saíram
Cantando sua folia
Eles cantavam de noite
E de dia recolhia

Quando era boca da noite
A estrela aparecia
Os três reis se alevantava
Em seu caminho seguia

Foram saudar o Deus Menino
Que nasceu pro nosso bem
Ô bendito louvado seja,
Para todo sempre Amém

6 thoughts on “E o poeta Paulo Peres nos faz lembrar que hoje é o dia dos Santos Reis…

  1. Os reis magos são personagens citados somente por Mateus (2,1-12), que visitam o menino Jesus, trazendo para eles presentes: ouro, incenso e mirra. O evangelista não diz quem são e nem o número, mas a tradição retém que eram 3 e deu a eles os nomes de Melquior, Baltasar e Gaspar
    Os três reis são chamados de “Magos” não porque fossem expertos na magia, mas porque tinham grande conhecimento da astrologia. De fato, entres os persas, se dizia “Mago” aqueles que os judeus chamavam “escribas”, os gregos “filósofos” e os latinos “sábios”.

    De acordo com a narração de Mateus, os magos, quando chegaram em Jerusalém, primeiro de tudo, visitaram Herodes, o rei romano da Judéia, e perguntaram quem era o rei que tinha nascido, pois tinham visto aparecer a “sua estrela”. Herodes, claramente não conhecia a profecia do Antigo Testamento (Miquéias 5,1) e perguntou aos seus sábios sobre o lugar onde deveria nascer o Messias. Tendo sabido que o lugar era Belém, mandou-lhes àquela cidade, pedindo-lhes que referissem a ele o lugar exato onde encontrar o menino, para que “também ele pudesse adorá-lo”. Guiados pela estrela, os magos chegaram a Belém, que fica a cerca de 10 quilômetros de Jerusalém. Chegados diante do Menino, ofereceram-lhe, como presente, ouro, incenso e mirra. Tendo sido avisados, em sonho, para não dizer nada a Herodes, voltaram para suas terras por uma outra estrada. Tendo descoberto o engano, o rei Herodes mandou matar todas as crianças de Belém que tivessem menos de 2 anos

  2. “Quando era boca da noite
    A estrela aparecia
    Os três reis se alevantava
    Em seu caminho seguia”
    Paulo Peres, lindo poema” Que a estrela de Belém esteja sempre a nos guiar neste mundo. que indique caminhos para o nosso Brasil melhorar. Parabéns.

  3. Carlos Heitor Cony se encantou, hoje, dia de Reis, com certeza acompanhando a estrela de Belém.

    . Acabei de ouvir na Globo News o falecimento do escritor Carlos Heitor Cony. Outro dia, postei aqui, sobre a bolsa ditadura que ele e Ziraldo passaram a receber. Mas nada tem a ver nem isso desmerece o grande jornalistam escritor e cronista que ele foi.i. Um livro que tenho dele é “quem matou Getulio Vargas! A gente fica triste quando um se vai. É por ele que “os sinos dobram” hoje. Me lembro de Raquel de Queiroz dizendo que a gente ainda podia ter esperança, se ao menos um, um que fosse não tivesse morrido! Que a familia encontre a resignação possivel.

  4. Carlos Newton e Marcelo Copelli, a postagem a seguir, ficar a critério de V.Exas. mantê-la ou exclui-la.publicada na Folha de S. Paulo, na data indicada, de autoria do escritor Carlos Heitor Cony
    Se eu morrer amanhã
    05/03/2017 02h00

    RIO DE JANEIRO – Se eu morrer amanhã, não levarei saudade de Donald Trump. Também não levarei saudade da operação Lava Jato nem do mensalão. Não levarei saudade dos programas do Ratinho, do Chaves, do Big Brother em geral. Não levarei nenhuma saudade do governador Pezão e do porteiro do meu prédio.

    Se eu morresse amanhã, não levaria saudade do rock, dos sambas-enredo do Carnaval, daquela águia da Portela nem dos discursos do Senado e da Câmara, incluindo principalmente as assembleias estaduais e a Câmara dos Vereadores.

    Se eu morrer amanhã, não levarei saudades dos buracos da rua Voluntários da Pátria, das enchentes do Catumbi, dos técnicos do Fluminense, dos juízes de futebol, da Xuxa e das piadas póstumas do Chico Anysio. Não levarei saudade do Imposto de Renda e demais impostos, e muito menos levarei saudade das multas do Detran.

    Não levarei saudade da vizinha que canta durante o dia uma ária de Puccini (“oh mio bambino caro”) que ela ouviu num filme do Woody Allen. Aliás, também não levarei saudade do rapaz que mora ao meu lado e está aprendendo a tocar bateria.

    Não levarei saudade das cotações da Bolsa, das taxas de inflação e das dívidas externas do Brasil. Não levarei saudade dos pasteis das feiras livres nem das próprias feiras livres, também não levarei saudade dos blocos de índio que geralmente fedem mais do que os verdadeiros índios.

    Não levarei saudade dos lugares em que não posso fumar, das lanchas de Paquetá e dos remédios feitos com óleo de fígado de bacalhau. Não terei saudades das mulheres que usam silicone e blusas compradas no Saara.

    Enfim, não levarei saudade de mim mesmo, dos meus fracassos e dívidas. Finalmente, não terei saudades dos milagres dos pastores evangélicos nem de um mundo que cada vez fica mais imundo.

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