E o Troféu de Exagerado do Ano, antecipadamente, vai para o novo secretário geral da Presidência, Gilberto Carvalho. De hoje até 31 de dezembro, ninguém conseguirá superá-lo.

Carlos Newton

O homem público, o político, a autoridade, seja quem for, precisa sempre ter muito cuidado com o que diz. Entre as cerimônias de transmissão de cargo ocorridas ontem, nada se comparou à solenidade protagonizada por Gilberto Carvalho, que substituiu Luiz Dulci na Secretaria Geral da Presidência da República.

Totalmente tomado pela emoção, Carvalho fez um discurso empolgado, dizendo que manterá “as portas abertas aos movimentos sociais”. Mas aproveitou o embalo para fazer um improviso em homenagem ao ex-presidente Lula, de quem foi chefe de gabinete durante seus dois mandatos.

“Por esse homem eu posso morrer” – desabafou Gilberto Carvalho.

Depois, contou haver telefonado ontem de manhã para Lula (que estava em seu apartamento de São Bernardo do Campo), a fim de manifestar sua gratidão pelo longo período no Planalto.

“Foi um privilégio trabalhar nesses oito anos com o presidente Lula. Nove, contando-se a campanha. Quero dizer que, muito mais do que servi-lo, ele serviu ao povo brasileiro e serviu a todos nós. Ele me sustentou nas horas mais difíceis. Não me esqueço de que o presidente poderia ter se livrado de mim em momentos críticos que passei, mas jamais vou me esquecer quando voltei do segundo depoimento lá na CPI (dos Bingos) e ele tinha atrasado uma viagem me esperando sentado na minha sala para dizer: ‘Gilbertinho, vamos tomar uma cachacinha para esquecer essas coisas e vamos tocar a vida para frente’. Isso eu jamais vou esquecer” – afirmou.

Felizmente, “Gilbertinho” não entrou em detalhes se os dois tomaram ou não a tal cachacinha. Mas não há de faltar oportunidade.

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