É preciso entender Marx e Engels com base nos ensinamentos de Jesus Cristo

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Antonio Rocha e Carlos Newton

Quando em vida, certa feita Karl Marx disse que “não era marxista”, pois seu pensamento e do querido amigo Friedrich Engels foi interpretado de forma materialista e, na verdade, ao traçar suas teorias, eles estavam tratando também de algo espiritual. Poucos percebem que a evolução política e social requer espiritualidade, porque há dois aspectos que regem nosso viver – o material e o espiritual, ou o visível e o invisível. Não se pode só privilegiar um deles, caso contrário há desequilíbrio.

O pai de Marx era um judeu convertido à Igreja Cristã Protestante. Então, desde os seis anos de idade, o menino Karl passou a acompanhar a família nos cultos dominicais. Gostava muito, pois sempre foi atraído por ler e estudar coisas novas, desde aquele período em que aprendeu as primeiras letras.

FORÇA SOCIAL – O jovem Karl encontrava na mensagem dos Evangelhos uma força social transformadora, que depois se tornaria base das teorias econômicas e políticas que viria a traçar com Engels, que se pautavam pela necessidade de reformas em benefícios das classes menos favorecidas.

Na visão de Marx e Engels, não se tratava de defender dogmas ou metas religiosas. Ao contrário, o que vislumbravam era liberdade, a ansiada libertação da semiescravatura social em que se vivia naquela época, quando não havia direitos trabalhistas nem proteção aos mais carentes.

A angústia religiosa é ao mesmo tempo a expressão da verdadeira angústia e o protesto contra esta verdadeira angústia. A religião é o suspiro da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, tal como ela é o espírito de uma situação sem espiritualidade. Ela é o ópio do povo” – escreveu Marx em “Contribuição à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel” (1844), mostrando que seu pensamento sobre religião era muito mais complexo do que aquilo que se pensa habitualmente.

A FORÇA DA RELIGIÃO – Engels era de uma família judia que tinha até rabinos, mas se dizia ateu e partilhava dessa visão de Marx, por acreditar que o cristianismo era a religião dos pobres e oprimidos. Em seu estudo publicado em 1850 sobre a revolta dos camponeses alemães no Século XVI (“As Guerras Camponesas na Alemanha”), Engels afirmou que o teólogo Thomas Munzer, que liderava dos camponeses revolucionários, estava lutando pelo estabelecimento imediato e concreto do “Reino de Deus”, que Munzer visualizava como uma sociedade sem diferenças de classe e sem propriedade privada. Portanto, Engels reconhecia a importância e o potencial contestatório da religião como transformadora social.

Essa visão que Marx e Engels tinham da religião, especialmente da importância revolucionária de Jesus Cristo, acabou sendo deturpada pelos defensores do impiedoso capitalismo selvagem daquela época, que tiraram de seu contexto a frase “ela é o ópio do povo”, para transformar Marx e Engels em dois personagens demoníacos, inimigos da religião e defensores de regimes tirânicos, bárbaros e opressores.

DESCONSTRUÇÃO – Essa campanha de desconstrução da obra humanística de Marx e Engels foi vitoriosa, pois ainda hoje se mistura a imagem deles à atuação de ditadores como Stalin e Pol Pot, que se diziam marxistas sem que jamais soubessem o que isso verdadeiramente significa.

Marx e Engels nada tinham de totalitários, eram ardorosamente defensores da liberdade de imprensa. Suas teses sobre lutas de classe tinham objetivo totalmente contrário às ditaduras – o que almejavam era que se alcançasse uma democracia mais justa e participativa, sem a predatória exploração do homem pelo homem, que ocorria de forma desumana na época em que viviam e que ainda existe, de forma mitigada, nos dias de hoje.

É preciso entender o pensamento de Marx e Engels situando suas reflexões naquela época em que viveram e diante da realidade social que presenciavam. Se vivessem hoje, suas reflexões seriam muito diferentes, é claro. Tudo muda, o marxismo também mudaria, para se adaptar à realidade atual.

UMA FALSA IMAGEM – Mas nada disso interessa. Para a maioria das pessoas, a imagem que ficou de Marx e Engels foi a de inimigos da democracia, com base numa absurda manipulação da biografia de dois grandes pensadores, que tentaram mudar o mundo para melhor, não para pior.

Para comparar, podemos citar uma passagem do Antigo Testamento: “Escuta, Israel: Jeová nosso Deus é o único Jeová. Tu amarás  Jeová teu Deus  de todo teu coração, de toda tua alma e de toda tua força” (Dt 6,4-5).

Entenda-se a palavra “Israel” como todos os seres humanos e não apenas o povo judeu, do qual Marx descendia. Ressalta aos olhos o verbo “amarás”, sobre o qual Jesus Cristo construiu todo o seu pensamento interior e exterior. E o que é amar? É dar, doar, doar-se, dar vida, dar a vida. Isto já diz tudo, mas é muito difícil alcançar. E por que é tão difícil, se a orientação para amar vem do Criador?

É tão difícil porque ainda somos egoístas, presos a uma série de fatores e preconceitos. Temos apego demais a muitas coisas, fatos, pessoas, situações. Dar, doar, doar-se é a única saída, condição básica para a perpetuação da Vida, da Espécie Humana, do Ecossistema.

UMA QUESTÃO DE TEMPO – Analise bem, estude, investigue, verifique. O problema é que ainda nos limitamos a dar e doar aos nossos familiares e amigos, aos nossos conterrâneos e compatriotas, dificilmente ampliamos esse leque. Mas é uma questão de tempo. Só bem mais adiante é que estaremos aptos, predispostos, desapegados para abrimos estes horizontes.

Mas amar é dar, doar-se sem pedir nada em troca. Dificílimo, sabemos, mas é por aí que construiremos um mundo melhor, mais fraterno. Vai demorar, mas um dia chegaremos lá. Quando Jesus Cristo falou em “um só rebanho, um só pastor” foi neste sentido planetário, cósmico, universalista. Precisamos ter mentes abertas, corações desimpedidos, para que possamos entender as propostas sociais e interiores de Jesus Cristo visando ao bem-estar de todos.

24 thoughts on “É preciso entender Marx e Engels com base nos ensinamentos de Jesus Cristo

  1. Artigo interessante!
    Conheço vários ateus muito mais espiritualistas do que muitos religiosos!
    Ser ou não religioso pode se tornar um rótulo bíblico ambulante que fala pouco da essência humana cristã.
    Também conheço esquerdistas e direitistas que elaboram tratados sobre Marx e Engels (e outros clássicos) sem ter lido sequer uma obra desses autores.
    O que mais vejo (mesmo na academia) são leituras rasas, equivocadas, superficiais, consequentemente dicotômicas em que para marxistas apaixonados e dogmáticos, Marx é praticamente um Deus, que solucionou todos os problemas da humanidade aplicando o seu “método”, de outro lado, vejo antimarxistas sectários, que desconhecem a importância e a riqueza social do pensamento marxiano. Pessoas que por algum motivo, associam diretamente militância, esquerda, socialismo (Marx não mencionou em suas obras o socialismo e sim o comunismo; seria uma longa discussão.), colocam tudo no mesmo “balaio”, sabe-se lá porquê (talvez porque não leu mesmo) e Marx torna-se aos olhos destes, um inimigo da humanidade.
    caros Newton e Antônio, parabéns pela ousadia de escrever com liberdade o que muitos não compreendem e não querem sequer se dar ao trabalho de ler, com a profundidade merecida!
    Viva a coragem e a autonomia de pensamento!

    • 1) Oi Silvia, concordo.

      2) O professor e pesquisador inglês Terry Eagleton, eu seu livro: “Marxismo e Crítica Literária”, editora Afrontamento, Porto (Portugal) informa na pág. 13 que encontrou nos espólios do pensador:

      3) Marx “escreveu um volumoso manuscrito inédito sobre arte e religião”.

      4) Ou seja, nosso prezado Karl escrevia sobre textos bíblicos. Hermenêutica e Exegese.

      5) o professor Terry foi docente na Universidade de Oxford.

      • Verdade Antônio,
        resumiram a religiosidade de Marx em uma frase quem nem sequer é
        “exatamente” dele: “A religião é o ópio do povo”.
        Ele se referiu a isso em um sentido totalmente diferente do que lhe atribuíram. O pensamento de Marx não é indigente como querem alguns. Era um pensador que realmente estudava e aprofundava suas análises! Como sempre acontece com quem estuda, foi mal compreendido”
        Bom fim de semana!!

    • Prezada Silvia ( minha xará ):

      Peço sua permissão para questionar os adjetivos dirigidos no seu texto.

      Não seriam os Marxista os sectários e os antimarxistas os dogmáticos ?

      Outra questão:

      Dentro deste “balaio de gatos’ que são religião e política tem a maldita hermenêutica que provoca uma torre de babel intelectual. Não seria mais prudente considerar os resultados passados em vez de uma ideologia para o futuro ?

      • Olá Fred,
        Isso vai depender da concepção de marxista a que se trata. Mencionei sectarismo no sentido do fanatismo, assim como mencionei o dogmatismo no sentido doutrinário e fechado.
        Sobre a segunda questão. Sou daquelas que estuda a teoria do conhecimento sem preconceito com figuras como Sócrates, Platão, Santo Agostinho, Descartes, Kant, Marx, Freud, Foucault, etc…
        Vejo todos estes pensadores como importantes para entendermos o presente e projetarmos o futuro no sentido objetivo e dubjetivo. É claro que existem outros , contemporâneos importantes. Mas não podemos ignorar que a cultura greco-romana é a base para a modernidade e a contemporaneidade da sociedade ocidental (até hoje na universidade trabalhamos conceitos como cidadania, república, positivismo, método dedutivo e indutivo, etc…). O patriarcalismo por exemplo, é muito forte.
        Não obstante, como sou vinculada à vertente denominada Teoria Crítica da Sociedade, não me abstenho de ler e realizar as críticas que julgo pertinentes a estes autores. Não ignorá-los, e criticá-los é fazer justiça a estes.
        Isso é importante porque se reconhece seus limites e méritos. A história é um dos fundamentos para que nos reconheçamos como seres humanistas e civilizados culturalmente. Isso me ajuda a entender o papel da religião no mundo sem com isso me filiar à dicotomias do tipo: a religião é boa ou má.

        • Grato pela sua atenção.

          A primeira frase da sua resposta já me explicou tudo. É a maldita hermenêutica provocando uma miríade de interpretações subjetivas e fechando os olhos para as experiências concretas da humanidade. Sob esta ótica, até mesmo a santa inquisição, a escravatura ou o nazismo poderiam ser justificados.

  2. Toda a Bíblia se desenvolve em cima de Gên. 3:15 onde decretado está, uma guerra sem tréguas até que o reino de Deus deixe de operar no meio dos reinos humanos, passando a ser único e absoluto por que o governo do homens sobre homem foi admitido por Deus, por que o Soberano Universal ama a liberdade (2ºCor.3:17) e amando a liberdade, ama a justiça (Is. 61:8) daí, tornou-se imperioso que ele admitisse a possibilidade do filho provar ser capaz de cuidar de si mesmo. Dan. 2:44 e Sal. 110:2
    A experiência da autodeterminação humana está sendo admitida até o esgotamento das possibilidades e todo este avanço das ciências nos trouxe facilidades e saídas que jamais foram sonhadas, mas que mundo construímos? Quer a resposta? Vá na sua cidade natal e veja os rios que você tomava banho,bebia água, nadava, brincava, trabalhava e certas mulheres lavavam roupa e diga-me se não virou um valão de esgoto? O planeta agoniza e definitivamente aquilo que devia ser uma família humana, a sociedade, pouca diferença tem das tribos.. Portanto, o autor alimenta a esperança da grande conquista de paz e segurança do planeta terra e seus habitantes e eu também, mas há de ter a atuação de Siló, aquele a quem pertence a obediência dos povos, quando nossa sociedade viverá sob a égide de uma só família, um só reino e uma só fé sob o comando do cavalheiro que montado no cavalo branco cavalgando na defesa da verdade, da humildade e da justiça. Sal.45:4;Apoc. 6:2.
    Vivo cada dia na alegria de sua vitória final e não aceito formulações humanas que possam pavimentar o caminho de paz e segurança. Chega de ilusões!

  3. O antigo testamento refere-se muito ao povo de Israel, que era escolhido por Jeová. Deus enviou praga para o Egito em defesa dos judeus. Deus fica irado e manda matar outros povos, sempre em defesa dos judeus. Quem lê o antigo testamento com atenção, vê que o Deus referido no antigo testamento, não era bonzinho.
    O que tem maior importância na Bíblia é o novo testamento, os ensinamentos de Cristo.
    Ninguém fica rico honestamente, geralmente muitos pobres trabalharam para a riqueza de um só indivíduo.
    Quando chegamos a uma certa idade e olhamos para trás, vemos que a vida passou rápida, como um sonho. Nascemos nus, sem trazer nada. Morremos sem levar nada e o meio brigamos por algo que não trouxemos e que não levaremos.
    Mas a verdade é que não se pode separar o material do espiritual, estão intrinsecamente ligados.

  4. 1) Amigo Nélio, o “Bagavad Gita” livro sagrado dos hindus tambem fala de uma guerra, de uma batalha espiritual que lutamos internamente…

    2) Deste modo, vejo as guerras e batalhas do Antigo Testamento, simbolicamente, contra as nossas mazelas interiores.

    3) “A Sabedoria Oculta na Bíblia Sagrada”, Geoffrey Hodson, editora Teosófica, 728 págs.

    4) Abraços !

    • Caro Antônio.
      É isso mesmo, de uma forma ou de outra e as vezes inconscientemente, lutamos internamente contra nossas mazelas.
      Um abraço.

  5. Antonio e Carlos, parabéns pelo artigo, que certamente provocará controvérsias.
    Concordo inteiramente com o que diz a Sílvia; quando depois de casado voltei aos bancos da universiade para fazer meu curso de economia, lá pelos idos da década de 70, na PUC-MG, os professores falavam de Marx, Ricardo, Adam Smith através de apostilas que eram xerox de estudos publicados sobre esses autores. Nenhum tinha lido as obras originais, que são a base da economia moderna. Fiquei profundamente decepcionado. E era uma época (em plena ditadura militar e o dito milagre brasileiro) em que estes assuntos deveriam, pelo contrário, estar sendo estudados ainda com mais profundidade.
    Um dia, na empresa de consultoria em que trabalhava, conversando com um cliente, economista de alguma reputação na época, disse isso a ele e, para minha surpresa, respondeu-me que achava correto, não via necessidade de que os alunos (que, claro, seriam os próximos professores) mergulhassem nas obras originais, mesmo porque seriam de difícil compreensão. Com essa dei baixa no cliente e no assunto…
    Hoje, mais do que nunca, num país que vive um conflito político, ético e econômico, seria preciso que as pessoas soubessem do que estão falando…

    • “Eu não sou marxista”, essa é uma frase de de Marx (NETTO, 1999).
      Quem o idealizou foram os marxistas.
      Justiça seja feita, quando Marx se Engels se afastaram da “Liga dos Justos” foi justamente por discordar dos caminhos que estavam sendo traçados pelo modelo de comunismo da época.
      Marx não era nenhum santo ou ser perfeito, tinha muitos defeitos e dificuldades (ver o livro Rumo à Estação Finlândia, de Wilson).
      Mas ninguém poderá tirar-lhe o mérito de ter produzido uma teoria importante para compreender historicamente e economicamente a evolução da sociedade, dos primórdios à atualidade.
      Por honestidade e justiça, seus críticos deveriam ao menos se dar ao trabalho de lê-lo antes de atacá-lo.

    • 1) Valeu, Wilson, é isso aí…

      2) Na Faculdade tb conheci muitos que liam os grandes clássicos (em qualquer área) só de “orelhada”…

      3) Isto é, só liam as “orelhas” dos livros…

  6. É isso. Pobre Marx, o incompreendido, o deturpado.
    Pobre Marx, o satanista confesso, que pregava o ódio aos cristãos. Pobre Marx, cujas idéias foram a causa de mais de cem milhões de mortos.

  7. Assunto instigante que mereceu diversos e muitos bons comentários.

    Parabéns aos autores por dar ensejo a uma merecida chacoalhada nos ingredientes, bem dosados e profundo, como atestou, merecidamente, a Silvia.

    Quanto ao mérito, que tais pensamentos e ideais possam replicar na vida de cada um, entendo, com todo o respeito, que é pura utopia .

    • 1) Obrigado amigo pelo envio da pesquisa de vcs a seis mãos. Parabéns.

      2) Me fez lembrar de um ótimo livro: “Gramsci e a questão religiosa”, onde o autor Hugues Portelli afirma que a única revolução que até hoje deu certo é a Cristã. Edições Paulinas.

      3) Abraços.

  8. Somente um tema com esta importância para me fazer escrever algo a respeito pois, sobre política, eu continuaria doente e de cama!

    Os artigos e comentários sobre Max e Engels têm sido constantes no blog, onde existem manifestações contrárias às teorias dos alemães e também favoráveis, mas o assunto jamais deixa de ser questionado e debatido.

    Desta forma, e assinado pelo professor Rocha e Newton, a postagem em tela se reveste de interessante e curiosa, haja vista ter sido escrita por um budista, autor de vários livros a respeito dessa filosofia, e por um comunista confesso, respectivamente, que apresentam suas conclusões para que as analisemos e debatemos, se for o caso.

    Em princípio, a célebre frase que, “ a religião é o ópio do povo”, se reveste de credibilidade quando as tragédias acontecem e suas vítimas proferem que, “Deus quis assim”, demonstrando resignarem-se à própria sorte, situação que dificilmente este Deus na sua infinita bondade concordaria.

    Contra esta aceitação de males que acontecem ou ocasionados pela natureza ou pelo ser humano, eu igualmente concordaria com Marx, pois refugiar-se na religião retira do homem a sua necessária resistência e reação contra o que lhe afronta a vida, o seu destino.

    Mas, discutir as questões religiosas e econômicas dos autores germânicos não seria possível neste espaço, e como os meus amigos Carlos Newton e Antônio Rocha, independente se ateus ou não, religiosos ou não, cristãos ou não, preocupam-se com o bem-estar de seus semelhantes, com o bem comum, com o progresso individual e desenvolvimento do Brasil, ambos se defrontam com uma situação extremamente desfavorável para que suas intenções em benefício da pessoa e do país se concretizem:
    Este governo não é comunista; não é budista; não é cristão; não é socialista; não é capitalista; não é democrata.
    Este governo é composto por ladrões, que dividiu a nação entre aliados e cúmplices, e se locupleta roubando o erário e povo permanentemente!

    Faz mais de trinta anos que o governo brasileiro não segue qualquer religião ou método político, econômico e social, apenas a cleptocracia implantada a ferro e fogo, culminando neste caos e crise atuais sem precedentes!

    E chancela esta realidade malévola e contrária à população e país, onde até mesmo o STF em defesa desse modo de “administrar” o Brasil, à base de assaltos às estatais, fundos de pensão, empréstimos consignados, recessão econômica, desemprego, inadimplência, ética e moral deletadas das condutas dos poderes, REJEITA as provas apresentadas sobre o comportamento criminoso deste governo, alegando que precisamos de “estabilidade política”, mesmo que obtida mediante roubos e propinas!

    Marx e Engels, Buda e Cristo, jamais imaginariam que haveria um governo como o nosso, cujo único objetivo é a corrupção, a desonestidade, a mentira, e chancelada pela mais alta corte, mesmo em detrimento à necessidade de limpar as instituições da podridão que se encontram, impedindo que o Brasil tenha a esperança de amenizar pelo menos a doença que o leva para o leito de morte inexoravelmente, a corrupção!

    Lamento que temas como este não possam seguir adiante, em face de características absolutamente inatas desta terra, deste território, deste modo de governar, que nos destrói a cada ano, e nos esmaga contra uma realidade brutal de falta de segurança, saúde e educação, inversamente proporcionais à riqueza dos ladrões do povo, de falsas autoridades, de gente da pior espécie encasteladas nos poderes constituídos, mantidas e protegidas por uma “justiça” bizarra, igualmente deletéria e abjeta!

    Os autores alemães jamais imaginaram um país como o nosso, e Buda e Cristo nunca pensaram que um povo seria tão submetido às humilhações e desrespeito como somos tratados, caso contrário teriam sido mais contundentes nas suas pregações e bem menos condescendentes!

    O meu forte abraço a ambos.
    Muita saúde e paz, eu lhes desejo sinceramente.

  9. Nosso Senhor JESUS CRISTO na dimensão humana, era Judeu da Tribo de JUDAH, da Família de DAVID.
    A Sociedade Judaica vivia sob a Lei de MOISÉS, a mais perfeita Lei de Organização de uma Sociedade ( País), a qual N. S. JESUS CRISTO validou, declarando que não mudava um til ( o menor dos sinais do Alfabeto) dessa Lei, corrigindo apenas distorções de interpretações que os Fariseus ( a Tradição Rabínica Judaica) tinha introduzido ao longo do tempo.
    A Lei MOSAICA, entre outras coisas muito sábias, considerava toda a Terra de Israel Propriedade de D`US, mas por sorteio, deu SEM EXCEÇÃO à cada Pai de Família Judeu, a Renda da Terra que lhe havia cabida por sorteio.
    Dava-lhe como PROPRIEDADE PRIVADA a Renda das colheitas de grãos, frutos, e o gado.
    Havia um Imposto Único de 10% sobre a Renda da Terra, o Dízimo, que servia para sustentar a Tribo de LEVI ( Sacerdotes e Professores, o TEMPLO), única Tribo das DOZE,que não ganhou Participação direta na Renda da Terra, e que servia, o Dízimo, também para a Assistência Social dos Órfãos, Viúvas e Pobres.
    TODOS eram alfabetizados já de CRIANÇAS, pois tinham que ler CONTINUAMENTE a LEI. TODOS tinham o que comer.

    No Século XIX os pensadores KALR MARX e FRIEDRICH ENGELS, ( Materialistas Dialéticos) , criadores do SOCIALISMO CIENTÍFICO, criticaram as imperfeições do CAPITALISMO nascente,( Propriedade Privada dos Meios de Produção, escolhas Individuais, Mecanismo de Mercados para alocar os Recursos Escassos), e propuseram para maior JUSTIÇA SOCIAL, o SOCIALISMO CIENTÍFICO ( Propriedade Estatal dos Meios de Produção, escolhas Coletivas e Plano Central Dirigista para alocar os Recursos Escassos).

    Vemos que há uma diferença muito grande entre a LEI MOSAICA, que N. S. JESUS CRISTO validou e que quer ver TODOS Proprietários de Propriedade Privada de Meios de Produção, e o SOCIALISMO CIENTÍFICO que é radicalmente contra a Propriedade Privada dos Meios de Produção ( Terra, Fábricas, Lojas Comerciais, etc).

    A experiencia mostrou ( URSS, China de MAO TSE TUNG, Cuba de FIDEL CASTRO, etc), que a solução MARXISTA é muito inferior.

    Ainda hoje, os Pensadores quebram a cabeça, tentando resolver o Problema tão bem exposto pelo grande Economista Lord KEYNES: ” O nosso desafio é criar um Sistema que tenha Eficiência Produtiva, gere Justiça Social, e tudo com LIBERDADES INDIVIDUAIS.”

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